Tom:
--o que tá acontecendo? Cadê minha mulher?! -pergunto aflito, já faziam horas que estávamos ali, eu sem notícias dela. E isso me deixava puto.
--Ela passou por uma longa cirurgia, o tiro pegou no bebê...ele está na incubadora em aparelhos...pode ser que nao sobreviva é um feto de cinco meses, a garota ainda está desacordada, perdeu muito sangue e seu quadro ainda é instável e grave. -o médico fala, me sentia perdido, o bebê corria risco e Sn também, já haviam separado os dois antes mesmo dele completar seis meses...sentia meu mundo desabar, porque depois de anos tinha encontrado ele na S/n...mas agora, está tudo perdido.
--Tá dizendo que é inútil ao ponto de não conseguir salvar nem um nem outro?! -respondo apontando minha arma abaixo de seu queixo, estava com ódio e não perdoaria ninguém.
--o s-senhor precisa se acalmar. -o médico responde apavorado.
--Me acalmar porra? Da um jeito de ter os dois respirando e saudáveis se não você vai se arrepender de fazer merda! -Digo precionando mais a arma contra ele.
--por favor...eu imploro, pelo amor de deus. -ele resmunga igual um verme.
--Deus?...é bom começar orar, se não você tá fudido! -Digo indo embora do hospital. Entro no carro e me sento atrás do volante, seguro ele com as duas mãos e aperto, respiro fundo e começo a bater no volante. Porra! Porra! Porra! Exclamo várias vezes sentindo tudo dando errado. Me escoro no banco colocando a mao na cara, sentia uma raiva, mas junto dela um sentimento nunca sentido...medo de perder alguém que amo! Vontade de chorar de ódio. Fico alguns minutos no carro me acalmando, volto no hospital pego algo e vou embora.
Chego em casa por volta das nove da manhã, mais ou menos sete horas depois do ocorrido. Raul está sentado no sofá, junto de Bill, luk, gustav, Lili...
--o que você está fazendo aqui?! -Digo olhando Bill sentado.
--Olha Tom...não vim pedir desculpas ou dizer que me arrependo, mas eu não tenho nada haver com esse ocorrido...não quero que a gheta volte querendo vingança por algo vago! Bill exclama.
--Volte?...meu filho acabou de ser removido da mãe, ele nem estava pronto! A gheta pode nem voltar. Quero que você vá embora, nunca mais volte aqui se não quiser morrer, entendeu? -Digo sentindo novamente meu sangue ferver, alguns problemas de raiva ainda me assolam, nao importa quem seja em minha frente, em um momento como esses se torna meu alvo.
O semblante de Raul muda, sua preocupação era gritante, Bill em silêncio vai embora...não poder contar com meu próprio irmão em situações como essas...
--Você tá bem? -Pergunto olhando para Raul, que concorda em silêncio, o garoto era duro na queda, feito a irmã, não demonstrava seus verdadeiros sentimentos.
--o que vamos fazer?! Isso não pode ficar assim. -Lili diz se levantando.
--Eu preciso de um tempo tá legal...Vão embora, Lili precisa reorganizar a casa noturna na Itália e Gustav liderar o Cassino da Alemanha...quando eu precisar, vou chamá-los. -Digo me sentando no sofá, escorando a cabeça, olhando para o teto. Estava cansado...de tudo!
--Que...mas é a gheta? -gustav pergunta.
--Segue a porra das ordens e vão embora! -Digo suavemente, com os olhos fechados.
Sinto o silêncio por segundos e depois a movimentação deles indo embora, percebo o olhar de Raul em mim...mas, logo vai para o quarto, ali durmo por algumas horas...tudo teria sido diferente se eu não tivesse viajado...nos distanciamos e depois só brigamos. Me preocupei tanto com a volta de Luk que não olhei para o meu próprio sangue...
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Mesmo dia, no hospital
16:20pm
--Como está o quadro da paciente S/n Ndrangheta e o bebê? -o médico pergunta para as enfermeiras.
--o senhor esteve aqui a trinta minutos...continua grave, mas estável. O batimento está regular, mas não demonstra reação de consciência. O bebê tem os batimentos fracos, mal respira, é um garoto. -a enfermeira responde.
--Vocês duas vão ficar 24h por dia ao lado desses dois entendeu? Garantir que não mude o quadro, se ela morrer o maldito marido dela vai cometer uma loucura...agia como louco. -o médico diz preocupado.
--é algo quase impossível...-ela responde.
--Se um dos dois morrer...iremos junto! Não saiam de perto dos aparelhos, droga! -o médico diz indo embora.
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1 semana depois...
~ Há uma semana que nada acontece...seus batimentos não demonstram melhora...sua respiração mal mexe seu peito...sua mão não é tão quente como sempre esteve, você gostaria de saber que nasceu um menino? Ou prefere vê-lo pessoalmente?...o médico tem falado que irá ficar tudo bem, mas sinto que deveria ter aproveitado mais cada momento ao seu lado...passar mais tempo com minha mulher, não minha chefe...tivemos vários momentos incríveis, noites perfeitas, jantares e conversas que jamais teria com outra pessoa, você era mais uma garota mimada e com a razão, mas eu a tornei única em meus olhos, coração e pensamentos, se destacou e se tornou brilho na escuridão, me mostrou o caminho de amar e proteger realmente quem precisamos, em pouco tempo causou um tornado dentro do meu ser, me entregou Raul e eu o cuido como filho! Nosso moleque rebelde...Mesmo vivendo tantas coisas eu não sabia de nada, você me ensinou tudo...me sinto pronto pra seguir de agora em diante, se quiser descansar...adentra os céus meu amor...vai ficar tudo bem aqui...~
Saio do quarto de S/n e vou até a ala da maternidade, tão pequeno, sua pele quase transparente, luta pela vida...seu rostinho mal cabia tantos tubos e fios...queria pegá-lo nos braços pelo menos uma vez...respirando, antes que seja tarde...
Volto para casa e não encontro Raul, ele não tem parado em casa essa semana...me sento no sofá com uma garrafa de cerveja, olho em volta, tudo tão...
Vazio...
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What is Love?
FanfictionHistória finalizada! S/n é uma adolescente italiana de 17 anos que por uma injustiça irá assumir o cargo do seu pai em uma das famílias mais poderosas do mundo, podendo até ser a mais poderosa! no percurso de vingança irá conhecer um garoto de 19 a...
