Capítulo 26

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Olhe para esse maldito desastre em que você me transformouVocê me mostrou cores que você sabe que não posso ver com mais ninguémNão me chame de criança, não me chame de amorOlhe para essa patética imbecil em que você me transformouVocê me ensinou ...

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Olhe para esse maldito desastre em que você me transformou
Você me mostrou cores que você sabe que não posso ver com mais ninguém
Não me chame de criança, não me chame de amor
Olhe para essa patética imbecil em que você me transformou
Você me ensinou uma linguagem secreta que não consigo conversar com mais ninguém

Illicit affairs




Ela precisava voltar para a superfície antes que fosse tarde.

Ela precisava voltar para o mundo real.

Ela precisava voltar.

Ela precisava.

Ela.

Alina acertou Max no rosto calando-o.

— Você me traiu! – vociferou com ódio.

— Não menti. Não me cabia contar.

— Então a quem? Meu pai? Minha mãe? Você sabe melhor que ninguém o que eles fizeram comigo, e eu confiei em você, Max. Eu confiava em você de olhos fechados. Mas você me traiu por medo e egoísmo.

— Lina, precisa acreditar em mim. – implorou.

— Nunca mais vou acreditar em você. Nunca mais você verá o meu rosto. Está tudo acabado. Eu quero que você se foda, e um dia sinta o mesmo que estou sentindo.

— Não!

Ela tentou partir, mas Max a impediu.

Eles estavam lutando desde que tudo começou, porque eram apenas adultos com histórias indefinitas agindo como crianças no intervalo. Nenhum deles aceitaria a culpa pela perda. A dor física valia mais a pena que suportar o coração partido.

Alina usou os punhos para que Max a deixasse ir, machucando-o mais do que deveria. Quanto mais arrastava as unhas pelo rosto dele, se tornava mais difícil respirar. Seus olhos tentavam encontrar qualquer saída, mas ele era maior e mais forte, incapaz de aceitar que havia perdido.

— Solte-me Max! – gritou a pleno pulmões.

Se não conseguisse chegar a tempo, seu avô morreria. Perderia para sempre a única pessoa que a amou e cuidou dela sem pedir nada em troca. A única pessoa confiável, capaz de morrer por Alina.

A ideia de permanecer com Max a deixava com mais ódio.

Puxou os fios loiros que amava, obrigando-o a finalmente deixa-la ir.

— Case comigo! – gritou – Hoje. Agora. Case comigo. – segurou o braço de Alina com força, recebendo um soco no queixo.

A porta da frente foi aberta com um estrondo.

Vampire ✔Histórias para pegar e não largar. Descubra agora