Capítulo 24

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Então, eu espiei pela janelaUm portal profundo, uma viagem no tempoTodo o amor que desvendamosE a vida que eu doeiPorque ele era um raio de Sol, eu era a meia-noite

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Então, eu espiei pela janela
Um portal profundo, uma viagem no tempo
Todo o amor que desvendamos
E a vida que eu doei
Porque ele era um raio de Sol, eu era a meia-noite

Midnight rain




Max queria ganhar mais tempo para pensar no que dizer para Alina. Odiava mentir, porém não sabia como dizer que iria visitar a mãe, e ela não fora convidada. O almoço seria breve, porque não queria estender a visita, e era incapaz de fugir para sempre. Por mais que tivesse negado na ligação, seus pais sabiam como apertar todos os seus gatilhos mentais para agir de acordo com o que eles queriam.

Passou a mão pela camisa antes de abrir a porta do banheiro. Os lençóis da cama eram novos, azuis e cheios de estrelas. Eles significavam algo importante para Alina, porque remetia a uma de suas musicas favoritas.

Desceu as escadas ouvindo Alina mexer na cozinha.

— Oi? – colocou a mão no bolso da calça.

— Vai pra onde parecendo um cantor country?

Max olhou para si mesmo sem jeito.

Ele não se sentia como um cantor country.

— Preciso resolver um negócio. Prometo não demorar.

Evitou encara-la por muito tempo.

Sentiu-se uma criança mentindo para os pais, tentando desesperadamente sair de casa para fazer algo não recomendado, tendo consciência que poderia haver consequências para o futuro.

— Max, por que está fazendo essa cara de quem vai vomitar?

— Talvez eu vomite.

— Vai ao médico? Não precisa se preocupar, posso ficar em casa.

— É outra coisa, e não posso desmarcar.

— Tudo bem. – deu de ombros.

Uma parte dele ficou decepcionada, porque queria que Alina demonstrasse mais revolta e talvez o proibisse de almoçar com familiares. Ele desejava ser defendido da mãe e todas as suas cobranças.

Alina não dissera nada quando conheceu a mulher que criou brevemente Max. Na verdade, escolheu ignorar os comentários quando não foi bem recebida. Se ainda fosse aquela tola que ansiava ser aceita, teria passado longas horas ao lado de pessoas que a odiava. Aquilo não era mais necessário. Todos sabiam da verdade sobre ela e seu passado.

— Não demora. – pediu.

Ela esperou que o loiro partisse, para afastar o tecido da cortina na sala, e observa-lo partir com um carro preto.

Vampire ✔Histórias para pegar e não largar. Descubra agora