A ausência era capaz de aniquilar os corações mais fracos.
Os anos perdidos jamais voltariam porque o tempo era cruel e o passado imune ao arrependimento e perdão.
Lágrimas derramadas por jovens solitários, com anseio de amor verdadeiro, fidelidad...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Me lamba e me tome como uma vitamina Porque meu corpo é doce como um veneno açucarado, oh, sim Amor, me ame, porque estou tocando no rádio
Radio
Era o fim do seu mundo.
Max via pela expressão de todos que suas explicações eram tolas, porque sabiam da verdade, e sua importância sobre o ocorrido nunca foi tão baixa. O assunto girava ao redor dele, tal como os planetas adorando a luz em meio á escuridão. Na tela, o carro dele era estudado, seu desempenho questionado e a falta de credibilidade preocupando até os mais despreocupados.
Claro que poderia permanecer onde estava, repetindo as mesmas palavras e tentando não rir das ordens que ouvia. Seu lado repleto de bom senso e obediência havia morrido há muito tempo.
Tudo que conseguia pensar era em Alina. O esporte era um grande apagão. O campeonato perdera o sentido. A empolgação pela adrenalina foi enterrada a sete palmos. Max se tornou tudo que odiava; o homem que chutava os problemas sem preocupação, porque se importava muito mais com a mulher que estava na sua cama.
— Preciso ir. – levantou-se em meio à reunião, sendo agraciado pelo silêncio repreensivo.
Ele precisava desesperadamente ir embora daquele cubículo com cheiro de café.
Praticamente correu para o lugar onde deixara Alina, vendo-a sentada lendo um livro qualquer enquanto mexia um suco pela metade.
— Temos contas a prestar. – Max a lembrou, vendo a sorrir com seus olhos impressionantes e hipnotizantes.
— Tem razão, você perdeu a corrida.
— Destruir a chance do meu recorde.
— Uma pena, não é? – riu fechando o livro e levantando-se.
Era mesmo.
Tantos anos se preparando para um triunfo como aquele. Não estava confiante que o próximo ano seria melhor, mas talvez ainda tivesse Alina e ela faria tudo ser suportável.
Max dependia muito facilmente das pessoas. Era difícil controlar a necessidade de perseguir quem lhe dava um pouco de atenção e afeto. O garoto que vivia nele implorava por toques, fossem eles amorosos ou luxuriosos. Sua pele necessitava de aproximação, sempre ansiando por mais, ao ponto de perder o controle.
Aquele era seu ponto fraco.
Até onde ia por um pouco de atenção?
Ele atravessou meio mundo por Alina, e teria feito pela segunda vez.
Tê-la era sua necessidade diária.
Respirou fundo pegando a mão dela.
O que seria melhor que aquilo? Um tricampeonato? Max não sabia mais. Tudo que via ela era brilhando no seu mundo preto e branco lotado de desconhecidos sorridentes gritando seu nome do outro lado da grade.