Capítulo 12

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Me lamba e me tome como uma vitaminaPorque meu corpo é doce como um veneno açucarado, oh, simAmor, me ame, porque estou tocando no rádio

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Me lamba e me tome como uma vitamina
Porque meu corpo é doce como um veneno açucarado, oh, sim
Amor, me ame, porque estou tocando no rádio

Radio


Era o fim do seu mundo.

Max via pela expressão de todos que suas explicações eram tolas, porque sabiam da verdade, e sua importância sobre o ocorrido nunca foi tão baixa. O assunto girava ao redor dele, tal como os planetas adorando a luz em meio á escuridão. Na tela, o carro dele era estudado, seu desempenho questionado e a falta de credibilidade preocupando até os mais despreocupados.

Claro que poderia permanecer onde estava, repetindo as mesmas palavras e tentando não rir das ordens que ouvia. Seu lado repleto de bom senso e obediência havia morrido há muito tempo.

Tudo que conseguia pensar era em Alina. O esporte era um grande apagão. O campeonato perdera o sentido. A empolgação pela adrenalina foi enterrada a sete palmos. Max se tornou tudo que odiava; o homem que chutava os problemas sem preocupação, porque se importava muito mais com a mulher que estava na sua cama.

— Preciso ir. – levantou-se em meio à reunião, sendo agraciado pelo silêncio repreensivo.

Ele precisava desesperadamente ir embora daquele cubículo com cheiro de café.

Praticamente correu para o lugar onde deixara Alina, vendo-a sentada lendo um livro qualquer enquanto mexia um suco pela metade.

— Temos contas a prestar. – Max a lembrou, vendo a sorrir com seus olhos impressionantes e hipnotizantes.

— Tem razão, você perdeu a corrida.

— Destruir a chance do meu recorde.

— Uma pena, não é? – riu fechando o livro e levantando-se.

Era mesmo.

Tantos anos se preparando para um triunfo como aquele. Não estava confiante que o próximo ano seria melhor, mas talvez ainda tivesse Alina e ela faria tudo ser suportável.

Max dependia muito facilmente das pessoas. Era difícil controlar a necessidade de perseguir quem lhe dava um pouco de atenção e afeto. O garoto que vivia nele implorava por toques, fossem eles amorosos ou luxuriosos. Sua pele necessitava de aproximação, sempre ansiando por mais, ao ponto de perder o controle.

Aquele era seu ponto fraco.

Até onde ia por um pouco de atenção?

Ele atravessou meio mundo por Alina, e teria feito pela segunda vez.

Tê-la era sua necessidade diária.

Respirou fundo pegando a mão dela.

O que seria melhor que aquilo? Um tricampeonato? Max não sabia mais. Tudo que via ela era brilhando no seu mundo preto e branco lotado de desconhecidos sorridentes gritando seu nome do outro lado da grade.

Vampire ✔Histórias para pegar e não largar. Descubra agora