A ausência era capaz de aniquilar os corações mais fracos.
Os anos perdidos jamais voltariam porque o tempo era cruel e o passado imune ao arrependimento e perdão.
Lágrimas derramadas por jovens solitários, com anseio de amor verdadeiro, fidelidad...
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Precisamos de amor Mas tudo o que queremos é perigo Nós nos juntamos E trocamos de lado como um tocador de discos Os rumores São terríveis e cruéis Mas querido, a maioria deles é verdade
New Romantics
Tokyo era linda.
Alina precisava jogar a cabeça para trás para enxergar os prédios. As luzes eram impressionantes. Nunca vira algo tão lindo quanto aquela cidade. E havia tantas pessoas, por todos os lados, tão apressadas que desviavam dela e de Max sem se importar com quem ele era. Letreiros coloridos foram espalhados, colocados um em cima do outro, com cores diversas que criavam uma cena típica de filme.
A vida era mesmo intensa longe de Withianga.
Singapura não foi o suficiente para esquecer sua cidade pacata, mas o Japão lhe deu um banho de água fria.
Ela estava parada naquela paisagem utópica, digna de um livro ou filme com o tema de ficção cientifica. A modernidade havia dominado o mundo, e agora conseguia viver naquele mundo onde um dia sonhara, e seus pais amavam.
Por que esteve tanto tempo presa na Nova Zelândia? Qual era o sentido sua mãe conhecer tudo aquilo e ainda assim se prender em Withianga por tanto tempo?
— É a nike?
Alina só tinha contato com lojas pequenas que cabiam no shopping da cidade ao lado de Withianga, porém a maioria das suas roupas vinha de compras online. Ela não era sofisticada, ao contrario da sua mãe que usava grifes. A mesada que recebia não era sempre o suficiente para lhe comprar uma bota nova em aplicativos baratos, então trabalhava como garçonete e esperava a mãe lhe dar uma quantia boa o bastante para ter roupas novas ou cd's.
— Quanto é em dólar neozelandês? – perguntou tirando três notas de cem dólares do bolso.
Ela estava disposta a pagar caro em qualquer tênis da nike.
Nunca teve um daqueles em toda a sua vida.
Tênis como aqueles eram caros para Alina, mas baratos para sua mãe. No entanto, se não fosse seu avô, ela sequer teria um celular aceitável para todos os jovens.
— Eu troco pra você. – Max sugeriu pegando a carteira no bolso – Me dá cem. – ela estendeu a nota, sendo pega por ele – Toma. – ofereceu seu cartão.
— Não tem nota?
— Só dólar. Meus únicos cem dólares emergenciais. – mostrou a ela com pesar – Quando você chegar ao limite, te aviso.