A ausência era capaz de aniquilar os corações mais fracos.
Os anos perdidos jamais voltariam porque o tempo era cruel e o passado imune ao arrependimento e perdão.
Lágrimas derramadas por jovens solitários, com anseio de amor verdadeiro, fidelidad...
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Eu quero tocar em você Você me vê no meu quarto Queria que você estivesse aqui agora Tantas coisas que eu faria Eu quero ficar louca diante das câmeras Eu amo quando você fica louco diante das câmeras
Cyber Sex
Seus olhos ardiam a cada piscada. Era como nadar na água salgada com os olhos abertos. Max sentia-se exausto por não ter dormido o suficiente. Bradley lhe destruiu com treinos tão intensivos, tentando mantê-lo acordado. O problema não vinha do fuso-horário porque já estava acostumado a mudanças bruscas, mas a insônia era seu novo inimigo.
— Como se sente? – Brad apareceu no seu campo de visão lhe estendendo uma garrafa de água, mas ele não teve forças para pegar. Max havia desabado no chão frio, respirando pela boca.
— Mal.
— Está com algum problema? Porque se estiver vou precisar resolver.
Negou em silêncio.
Ele tinha alguns problemas não resolvidos, mas Bradley nunca foi milagroso. Duvidava que alguém além dele era capaz de lidar com questões do passado. Então era melhor manter-se calado e esperar o tempo passar, torcendo para ser o suficiente.
— Soube que fugiu...
Assentiu lembrando-se de Alina.
Max deveria ter ficado mais tempo com ela. Não fazia sentido ter pressa para voltar para sua vida de merda, se podia escolher esconder-se com aquela mulher por anos afinco. Ele fora muito burro em deixa-la na Nova Zelândia, quando claramente precisava daquele corpo para passar o dia. Alina era seu oásis. Tanto tempo no deserto o deixou louco.
— Foi atrás de mulher?
— Ela se chama Alina. – corrigiu automaticamente, vendo Brandley sorrir.
— Claro, como eu tinha me esquecido. – bateu na testa, debochando de Max – Quantos anos ela tem?
Desviou o olhar, sabendo onde ele queria chegar. Tentando se aprofundar nos problemas que adquiriu com a falta de contato na adolescência. Não gostava como aquilo soava. A dependência o deixava doente. Bastavam alguns escolhas ruins para mergulhar em decepção e perceber que não podia continuar procurando atenção em outras pessoas.
— Um pouco mais nova que eu.
— Bom. Aguenta o tranco.
Revirou os olhos, passando a mão pelo rosto suado e quente.
Max tinha alguns problemas que sumiriam com um terapeuta, porém fugia do óbvio e acreditava que era possível resolver tudo.
Jos deveria ter impedido Max quando notou os sinais. No entanto, as consequências não seria dele e sim do filho. O que era uma curiosidade virou uma bola de neve.