CHAPTER 09

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De todas as coisas que Rebekah Mikaelson esperava encontrar ao chegar no endereço que Bonnie Bennett lhe passara, a visão que a aguardava na sala foi como um soco no estômago.

Seu irmão Finn.

Vivo.

De pé.

Esperando por ela.

— Como... você está aqui? — a pergunta escapou como um sussurro atordoado. Seus olhos se fixaram nele como se temessem que fosse uma ilusão prestes a desaparecer.

Finn, impassível, apenas gesticulou para que ela se sentasse no sofá.

— Bonnie Bennett me libertou — respondeu com a voz serena, mas carregada de algo que Rebekah não conseguia decifrar de imediato.

Ela afundou no estofado, ainda em choque. Mas segundos depois, levantou-se, inquieta, andando de um lado para o outro, como se tentasse organizar pensamentos que se recusavam a se alinhar.

— Céus... Nik vai surtar — murmurou, mais para si mesma do que para ele. — Você tem que fugir. Quando ele descobrir que você não está mais no caixão, ele vai te apunhalar de novo. E dessa vez, por uns trezentos anos... ou mais.

O olhar de Finn escureceu.

— Não finja que se importa.

As palavras foram afiadas, cuspidas com amargura.

Rebekah parou, encolhendo os ombros como se tivesse levado um tapa.

— Eu me importo — murmurou com a voz embargada. — Você é meu irmão...

Finn suspirou fundo, o peso dos séculos gravando-se em seu semblante.

— Olha... eu não te chamei aqui para isso.

Ele se aproximou devagar, com uma distância emocional palpável, como se não tivesse certeza se deveria tocar ou ferir.

— A mãe... — começou ele. — Ela estava mantendo contato comigo... através de sonhos. Mesmo enquanto eu estava apunhalado.

Rebekah arregalou os olhos, atônita.

— Ela quer nos matar, Bekah. Pediu minha ajuda para acabar com todos nós.

Ela recuou um passo. A dor em seu rosto era quase tangível.

— Por quê? — perguntou, a voz vacilante como se a qualquer momento fosse quebrar. — Por que ela quer nos matar?

— Porque somos abominações — disse ele, com amargura amarga demais para ser apenas rancor. — Ela se arrependeu. De tudo. De ter nos transformado. Ela quer... consertar o erro.

Os olhos de Rebekah desceram lentamente até suas mãos. Ela as encarou, como se apenas agora enxergasse o que havia se tornado. Como se o sangue, a dor, a eternidade... tivessem finalmente um preço a se pagar.

Lágrimas silenciosas rolaram por suas bochechas.

— O que você disse a ela...? — sussurrou. — Você vai ajudá-la?

𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)Onde histórias criam vida. Descubra agora