CHAPTER 14

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Lucy fechou os olhos... e então os lábios de Finn tocaram os seus com uma paixão que roubou seu ar.

Borboletas alçaram voo em seu estômago como um vendaval, e suas pernas fraquejaram no mesmo instante. Ela só não caiu porque as mãos de Finn seguravam sua cintura com firmeza — como se jamais fossem deixá-la ir.

Ele passou a língua devagar na costura de seus lábios, pedindo passagem. E ela cedeu.

No momento em que suas línguas se encontraram, Finn sentiu algo impossível — seu coração morto pulsou com força no peito. Seu corpo inteiro se arrepiou. As entranhas queimaram como se fossem feitas de pólvora tocada pelo fogo dela.

O beijo começou gentil, doce... como se cada segundo fosse uma carícia. Mas logo a fome tomou conta. A ternura deu lugar à intensidade. O desejo os incendiava. Era um beijo quase desesperado — como se tivessem esperado uma eternidade por aquele momento.

Quando enfim se afastaram, sorriram um para o outro, ainda ofegantes, com os lábios vermelhos e os olhos brilhando de pura entrega.

Os olhos selvagens da linda bruxa encontraram os olhos tempestuosos do belo original — e se fixaram ali. Por segundos... talvez minutos... eles permaneceram presos um ao outro, como se desviar o olhar fosse impensável. Como se se olhassem, pudessem dizer tudo o que sentiam sem pronunciar uma palavra sequer.

Eles voltaram a dançar, sorrindo, com os corpos colados, os corações (vivos e mortos) acelerados.

E então se beijaram de novo, com a mesma intensidade apaixonada, mas agora com uma ternura ainda mais profunda. Um carinho quase sagrado, como se se tocassem pela primeira vez com a alma.

Naquela noite, nenhum dos dois precisou dizer o que sentiam — porque sabiam. Tinha a certeza silenciosa de quem finalmente encontrou a felicidade que jamais pensaram ter.

A noite passou entre beijos e carícias, risos baixos e suspiros, enquanto Finn a embalava em seus braços fortes, como se ela fosse feita de algo precioso e frágil demais para o mundo.

Quando a noite chegou ao fim, ele a levou para casa, sem pressa, como se cada segundo ao lado dela fosse ouro.

— Está entregue, darling — disse ele com a voz rouca e carregada de desejo contido, enquanto se inclinava.

Com um sorriso torto e encantador nos lábios, ele a beijou mais uma vez. Um beijo apaixonado, cheio de promessas silenciosas, que percorreu a espinha de Lucy como um arrepio lento e doce.

— Boa noite, Lucy — sussurrou contra seus lábios, com um brilho terno nos olhos.

— Boa noite, Finn — ela murmurou num suspiro, como se seu corpo se recusasse a deixá-lo ir.

Ele se afastou com relutância evidente, e só deu alguns passos quando viu sua bruxa entrar com segurança no apartamento. Então, com um último olhar carregado de desejo e carinho, caminhou até seu carro e partiu rumo ao seu apartamento — com o gosto dela ainda nos lábios.

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Jenna e Caroline estavam sentadas no sofá da casa de Lucy, com olhos famintos por fofoca e copos de vinho pela metade, à espera da amiga voltar do encontro.

Assim que Lucy entrou no apartamento, um sorriso bobo nos lábios e o brilho no olhar impossível de esconder, foi instantaneamente bombardeada.

𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)Onde histórias criam vida. Descubra agora