CHAPTER 28

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Noite anterior

A tensão da noite ainda se agarrava a eles enquanto Damon, Elena e Shane emergiam do Grill. O letreiro luminoso piscava às suas costas como um coração moribundo, e o cheiro de fumaça e bourbon parecia seguir seus passos pela calçada úmida. A tentativa fracassada de matar os irmãos Mikaelson deixara um gosto amargo — não apenas na boca, mas na alma. Havia algo de humilhante no fracasso quando se enfrenta criaturas que atravessaram séculos intactas.

Caminharam em silêncio até a pensão. O vento atravessava as árvores de Mystic Falls como um sussurro antigo, quase zombeteiro.

— Tem certeza disso? — Damon perguntou, encarando Elena. Seus olhos azuis estavam duros, desconfiados, cortantes. Ele não confiava em Shane. Não confiava no brilho calculado por trás das palavras suaves do professor.

Elena sustentou o olhar por um segundo a mais do que o confortável. Havia dor ali. E medo. E uma determinação que não era natural para alguém tão recém-transformada.

— Eu não quero ser vampira — ela sussurrou. A voz falhou quase imperceptivelmente. — Vamos fazer isso.

Damon desviou o olhar por um instante, como se aquilo o ferisse mais do que qualquer lâmina. Então se moveu.

Ele arrastou Connor Jordan, um dos caçadores do Cinco, ainda inconsciente, e o amarrou a uma cadeira no porão. O corpo do caçador tombava pesado contra os degraus enquanto era puxado, deixando um rastro irregular. O cheiro metálico de sangue já impregnava o ar — espesso, quente, inescapável. Misturava-se à umidade antiga do porão dos Salvatore, onde tantas decisões erradas já haviam sido tomadas.

Elena aguardava do lado de fora até Jeremy chegar. Abraçava a si mesma, como se pudesse conter o frio que não vinha da temperatura. O coração já não batia — mas a memória do batimento ainda ecoava dentro dela.

— O que aconteceu? — ele perguntou ao vê-la pálida. A preocupação atravessou seu rosto antes mesmo de terminar a frase.

Ela respirou fundo, embora não precisasse.

— Rebekah tentou me matar, me atirando da ponte. Eu tinha o sangue de Damon no sistema... mas bati o pescoço na queda. Agora sou uma vampira.

As palavras pairaram entre eles, pesadas como chumbo. Jeremy piscou, como se o mundo tivesse inclinado alguns graus para o lado.

Ele a abraçou, ainda processando. O gesto era automático, protetor, frágil.

— Não chore.

Mas os olhos dela já brilhavam, não por lágrimas comuns — por luto. Luto por si mesma.

— Há uma cura, Jeremy.

Ele se afastou o suficiente para encará-la.

— Cura?

A palavra soou impossível.

— Sim. Mas só um escolhido pode ver. — Ela hesitou por meio segundo, como se admitir aquilo tornasse tudo mais real. — Como nossa família é caçadora, talvez você consiga.

Jeremy sentiu o peso da herança cair sobre os ombros. A linhagem Gilbert não era apenas sobrenome; era sentença. Ele hesitou, o maxilar travando, a respiração ficando mais curta.

Mas assentiu.

— Ok.

Ela o conduziu até o porão dos Salvatore. Cada degrau parecia levá-los mais fundo não apenas na casa, mas em algo irreversível. A luz era baixa. As sombras, longas demais.

Jeremy parou ao ver Connor amarrado e ensanguentado. O homem respirava com dificuldade, a cabeça pendendo para o lado, a pele marcada por hematomas escuros.

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⏰ Última atualização: Mar 03 ⏰

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𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)Onde histórias criam vida. Descubra agora