O quarto, banhado pelo luar, envolvia Bonnie em um brilho prateado, destacando sua forma adormecida. Ela era a personificação da paz, da inocência, e por um breve instante, uma pontada de culpa atravessou Klaus. Ele a tinha marcado como sua, e agora, o elo se aprofundava, amarrando-a a ele para toda a eternidade. Ela era, inquestionavelmente, dele.
E, embora a desejasse com cada fibra de seu ser, ele não queria que ela se sentisse enjaulada, sem saída. Um sorriso escapou dos lábios de Klaus — o grande Klaus Mikaelson se importava, e isso era uma revelação.
As lembranças da noite anterior, intensas e vívidas, invadiram sua mente. O jeito que ela o olhara, a maneira como suas mãos o tocaram — uma onda de desejo o inundou, mais poderosa que a anterior.
Os olhos de Klaus deslizaram por cada detalhe do corpo de sua bruxinha. O lençol, desprendido, revelava a curva sedutora de sua coxa, e a mão de Klaus, quase por conta própria, estendeu-se para tocá-la. Seus dedos deslizaram pela perna dela, sentindo a maciez da pele, até alcançar o calor úmido e convidativo de sua intimidade.
Um suspiro profundo escapou de seus lábios, suas narinas se dilatando com o aroma adocicado da excitação dela. Sem hesitação, ele se ajoelhou ao lado da cama, a boca salivando enquanto ele se inclinava para beijá-la suavemente. Sua língua traçou a linha da fenda dela, e Bonnie se remexeu no sono, um gemido suave escapando de seus lábios.
As pernas dela se separaram levemente, um convite que Klaus aceitou de imediato. Ele lambeu as dobras dela, saboreando cada nuance de seu gosto. A chuva lá fora, antes branda, intensificava-se a cada passagem habilidosa de sua língua. O corpo dela era um paraíso quente e úmido, e ele simplesmente não conseguia saciar-se.
Enquanto Klaus a provocava com beijos e sucção, sua mão deslizou pelo corpo dela, apertando um de seus seios, o polegar atiçando o mamilo já ereto. Bonnie gemeu em seu sono, seu corpo respondendo ao toque dele, mesmo sem plena consciência. A visão dela, tão entregue, era inebriante, e ele sabia que precisava tê-la totalmente acordada para o que estava por vir.
Com um leve empurrão, o híbrido deslizou um dedo dentro dela, sentindo a umidade que suas carícias haviam acumulado. Bonnie engasgou e arqueou as costas, os olhos se abrindo lentamente. Ela o encarou, uma expressão de surpresa atravessando suas feições, e por um instante, parecia não reconhecê-lo. Mas então, a clareza veio, e um sorriso curvou seus lábios, seus olhos escurecendo de paixão.
— Niklaus — ela sussurrou, a voz suave como seda.
Klaus rosnou, o som de seu nome proferido como uma adoração. Ele encontrou os olhos dela, que ardiam de luxúria. — Estou aqui, Bonnie — ele murmurou, o nome dela saindo como uma prece.
Bonnie fechou os olhos e soltou um gemido, sentindo o calor se espalhar por seu corpo. Respirando fundo, ela os abriu a tempo de ver Klaus tirar o lençol, jogando-o no chão, enquanto ele se abaixava mais uma vez para prová-la.
— Você não tem ideia do que me fez — ele ofegou contra a pele dela. — Você não sabe — disse, agarrando-a e virando-os, deitando-a de costas e puxando-a para seu peito. Suas pupilas estavam dilatadas e douradas, as mãos firmes nos quadris dela. — Aqui em cima, amor — ele instruiu, sorrindo ao ver o olhar confuso no lindo rosto de Bonnie. A voz de Klaus era áspera e sedosa, seus olhos percorrendo o corpo dela como se ela fosse a resposta a todas as preces que ele jamais ousaria pronunciar. — Vem sentar na minha cara, querida.
Ela piscou para ele, assustada. — O quê?
Seu aperto aumentou. — Quero te provar corretamente.
O coração de Bonnie batia forte contra as costelas. Isso... era novo, ousado e descarado. Ela se moveu para cima do peito dele, as coxas tremendo enquanto ela pairava sobre ele, uma mão apoiada na cabeceira da cama, a outra emaranhada nos cachos dele.
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𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)
FanfictionO outro Lado desmoronou, e a jovem bruxa se viu à beira de um abismo. Mas e se, em vez de ser engolida por um mundo-prisão desolador, o destino tivesse tecido um fio diferente para ela? E se, em um piscar de olhos, Bonnie fosse lançada não para fren...
