Dois meses já tinham se passado desde que Bonnie voltou da viagem com Klaus — e as coisas estavam... tensas.
A bruxinha tentava seguir sua vida, mas sentia falta dele. Contra sua vontade, contra o que era lógico, contra tudo. Era como uma dor muda, enraizada no peito, que não passava. Irritante. Constante. Nos dias comuns, ela fingia bem. Mas na lua cheia... foi quase insuportável. Tudo nela gritava por ele. Pela presença, pela voz rouca, pelo toque. Klaus.
Eles não se falavam por ligação, só por mensagens — curtas, frias, quase sem emoção. Mas ela lia cada palavra mil vezes, buscando entrelinhas, sentimentos escondidos que talvez nem estivessem lá.
Na escola, o ambiente era outro campo minado.
Elena a evitava como se Bonnie fosse uma bomba prestes a explodir.
Stefan a observava com olhares estranhos, como se fosse uma peça de um quebra-cabeça que ele não conseguia encaixar.
Rebekah, por segurança e disfarce, mal falava com ela.
E Tyler... Tyler estava tão fora de si quanto Bonnie — talvez até mais.
Caroline e Matt eram os únicos que se mantinham normais, sorrindo, tentando trazer alguma leveza.
Damon? Nem chegou perto. E Bonnie, sinceramente, agradecia aos céus por isso.
Em casa, o clima era bem diferente.
Lucy era sua constante — uma companhia doce e firme.
Jenna, Rebekah, Finn e Caroline estavam sempre por perto, preenchendo os espaços com risadas, conversas e cuidado.
E Lucy e Finn... estavam oficialmente juntos. Depois daquela noite, algo entre eles se firmou. Natural, verdadeiro, intenso.
Flashback on.
Lucy parou em frente da porta do quarto de Finn depois de se despedir das amigas. O coração batendo acelerado no peito, a pele formigando, as mãos um pouco trêmulas. Ela não queria demonstrar, mas estava nervosa. Muito.
Gostava de Finn — mais do que queria admitir. Mas tudo ainda era tão recente. Não queria estragar o que estavam construindo.
Bateu na porta com delicadeza e, ao ouvir a voz dele autorizando, entrou.
Foi direto para o banheiro, evitando olhar na direção do original. Vestiu um baby doll rosé de cetim, delicado e provocante. Respirou fundo.
'Céus... eu não sou uma adolescente inexperiente... então por que estou tão nervosa?'
Quando saiu, o coração quase saltou pela boca.
Finn estava sentado na cama, encostado na cabeceira. Calça de moletom, sem camisa, o livro que lia agora repousando no criado-mudo.
— Venha, querida — ele disse, estendendo a mão com um sorriso acolhedor.
Lucy caminhou até ele, com passos suaves e hesitantes, deitando-se ao seu lado.
Ele a envolveu nos braços, com uma ternura tão inesperada que fez sua garganta apertar.
— Está tudo bem? — perguntou ele, beijando o topo da cabeça dela.
— Sim — sussurrou, a voz pequena.
— Amor... — a voz dele era pura calma — você sabe que não precisamos fazer nada que você não queira, né?
Lucy o encarou, os olhos brilhando.
— Eu sei.
— Então relaxa — disse ele, sorrindo e beijando seus lábios com doçura.
— Eu estou relaxada — tentou garantir.
— Sério? Porque eu juro que seu coração está prestes a sair pela sua garganta.
Ela riu. Um riso nervoso, mas verdadeiro.
— Vampiros e seus sentidos aprimorados... são tão enxeridos.
Finn sorriu.
— Às vezes é útil. Mas, na maioria das vezes, é um carma. Como mais cedo, quando a Care falou dos meus irmãos... ou quando Bonnie chegou impregnada com o cheiro do meu irmão.
VOCÊ ESTÁ LENDO
𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)
FanficO outro Lado desmoronou, e a jovem bruxa se viu à beira de um abismo. Mas e se, em vez de ser engolida por um mundo-prisão desolador, o destino tivesse tecido um fio diferente para ela? E se, em um piscar de olhos, Bonnie fosse lançada não para fren...
