Assim que a porta do quarto se fechou atrás dele, Finn depositou as sacolas cuidadosamente sobre a mesa e, com um suspiro que carregava o peso de séculos, afundou-se na cama. Puxou uma bolsa de sangue, sentindo o alívio imediato que a substância escura lhe proporcionava. Sua mente, livre das exigências do dia, vagou de volta à última visão que Bonnie lhe mostrara — a imagem vívida de uma mulher deslumbrante em seus braços, um adorável bebê aninhado em seu colo. Era a felicidade, a família que ele ardentemente desejava. Um calor indescritível se espalhou por seu peito, um anseio quase doloroso por uma vida que ele jamais ousara sonhar. Seria um tolo se não lutasse com garras e presas por essa felicidade que agora, ele percebia, era a única coisa que realmente importava.
Enquanto Finn sonhava acordado, Bonnie e Caroline emergiam do spa, revigoradas após uma massagem luxuosa, hidratação capilar e unhas impecáveis. Ao retornarem ao hotel, encontraram Finn estirado na cama, os olhos fechados em um sono leve. A entrada das duas meninas, no entanto, o despertou. Ele ergueu o celular para conferir as horas — quase seis da noite.
— Vocês demoraram, hein — ele sorriu, um toque divertido em sua voz.
— Você achou? — Care jogou algumas sacolas sobre a mesa, um sorriso malicioso brincando em seus lábios enquanto encarava a amiga e o Original. — Vamos, levante-se, temos que nos arrumar, porque hoje a noite promete!
Bonnie riu do suspiro exasperado de Finn, uma risada que dançou no ar como um convite, e seguiu para se arrumar. A boate que as meninas do spa haviam recomendado aguardava, e a promessa de uma noite inesquecível estava no ar. O coração de Bonnie batia mais rápido do que o normal — algo dentro dela pressentia que aquela noite não seria como as outras.
Mais tarde, o trio estava pronto para conquistar a noite. Caroline desfilava um body rosé em paetê, um short-saia preto com uma fenda lateral ousada e sandálias de salto preto. Bonnie, por sua vez, exibia um conjunto de short e body em paetê azul elétrico, complementado por sandálias de salto alto pretas. Finn, um quadro de elegância sombria, vestia uma jaqueta de couro, camisa, calça jeans e botas sociais, tudo em preto.
Ao chegarem à boate, Caroline virou-se para Finn, um sorriso malicioso brincando em seus lábios.
— Eu disse que você está gostoso, as garotas não param de te olhar — Finn corou, desconfortável, mas Bonnie reforçou, um brilho nos olhos:
— Realmente, você não está nada mal, Finn.
Ele sorriu, o rubor ainda em suas bochechas.
— Vocês também estão muito lindas.
Eles adentraram a boate, a música pulsante envolvendo-os. O grave das batidas vibrava nos ossos, os flashes de luz cortavam a penumbra em tons vermelhos e dourados. Finn balançou a cabeça, um pensamento em sua mente: "Eu realmente não acredito que deixei elas me arrastarem até aqui.", exalou resignado. Caroline, com um brilho travesso, puxou Bonnie para a pista de dança, enquanto Finn se resignou ao bar.
Elas dançaram, os corpos se movendo em sincronia com o ritmo, antes de se juntarem ao Original. Ele as serviu bebidas, e a noite começou a descer por um caminho inebriante.
Com o passar do tempo, e o consumo de uma erva especial que Finn mencionara ter o poder de embriagar vampiros, o nível de álcool nos três sobrenaturais subiu vertiginosamente. Seus corpos começaram a se mover de forma mais íntima, o espaço entre eles diminuindo a cada batida. A dança se transformou em um jogo de tensão, o calor se espalhando entre eles.
Quando uma música sensual preencheu o ar, o clima se intensificou. Uma coisa levou à outra, e em um momento de pura audácia e luxúria, Caroline pressionou Bonnie entre ela e Finn, de forma que as costas de Bonnie estivessem coladas ao peitoral do Original, e ela de frente para Caroline.
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𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)
FanfictionO outro Lado desmoronou, e a jovem bruxa se viu à beira de um abismo. Mas e se, em vez de ser engolida por um mundo-prisão desolador, o destino tivesse tecido um fio diferente para ela? E se, em um piscar de olhos, Bonnie fosse lançada não para fren...
