CHAPTER 08

2.1K 185 41
                                        

O ginásio parecia suspenso no tempo. O ar carregado de tensão vibrava em torno de cada olhar, cada respiração contida. E no meio de tudo isso, Klaus olhava intensamente para a pequena bruxa à sua frente.

Seu olhar descia lentamente pelo corpo de Bonnie, como se a analisasse em detalhes — mas também, como se a devorasse com os olhos. Um sorriso malicioso se formou em seus lábios.

Ela era um espírito indomável. Tão jovem e ainda assim... tão poderosa. Não havia tremor em sua voz, nem submissão em sua postura. E Klaus... Klaus sempre amou um desafio.

— Ok, bruxinha... — ele disse, com uma seriedade penetrante... — Sou todo ouvidos.

Bonnie não recuou. Pelo contrário, ergueu o queixo com altivez, os olhos verdes brilhando com determinação.

— Preciso que me dê sua palavra de honra que não vai transformar o Tyler à força... e que vai deixar a Dana e o Josh saírem daqui em segurança.

Klaus arqueou uma sobrancelha, como se não acreditasse no atrevimento.

— Você não acha que está abusando da sorte, amor? — ele respondeu, a voz suave como veneno. — Já estou permitindo que você viva. Isso deveria ser mais que suficiente.

Bonnie soltou uma risada doce, carregada de ironia.

— Você é que está esperando demais. Eu não tenho nenhum motivo pra te ajudar, híbrido. Então... sugiro que entremos em um acordo razoável para ambos.

Ele deu um passo ameaçador à frente.

Mas ela continuou ali. Inabalável.

— Estou perdendo a paciência, bruxa. Sugiro que fale de uma vez.

Bonnie ergueu uma sobrancelha, como se estivesse entediada.

— Ok... você precisa do sangue da Elena.

Klaus piscou, surpreso. Mas não respondeu.

— Vê só... você não conseguiria criar híbridos se eu não tivesse salvado a vida dela — continuou Bonnie, agora dando um passo em direção a ele. — Podemos tornar as coisas menos difíceis. Não precisamos complicar mais do que já está.

Um sorriso surgiu nos lábios de Klaus. Mas havia algo de predador ali, algo perigosamente encantador.

— Você acabou de me dar a resposta que eu precisava — disse ele, sorrindo presunçoso. — Agora que sei como criar meus híbridos... o que me impede de te matar e pegar minha bolsa de sangue ambulante?

Elena se encolheu com uma careta de dor e medo.

Foi quando Stefan entrou no ginásio.

— Klaus, por favor — disse ele com urgência. — Deixe-os em paz e eu prometo ser leal a você. Para sempre.

Klaus nem virou o rosto.

— Seu momento já passou, estripador — respondeu ele, com desdém.

Stefan tentou responder, mas Klaus o silenciou com um simples aceno de mão. Seus olhos azuis nunca deixaram os de Bonnie.

— Então, bruxa... me diz — ele murmurou, com a voz baixa e carregada de ameaça. — O que me impede de pegar a Elena... e matar todos vocês?

Bonnie estalou a língua, em puro desprezo.

— Para um híbrido de mil anos, você deixa muito a desejar.

Um rosnado gutural saiu da garganta de Klaus. Mas antes que pudesse agir, os lábios de Bonnie — e os de Rebekah — se curvaram em um sorriso divertido.

𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)Onde histórias criam vida. Descubra agora