O ginásio parecia suspenso no tempo. O ar carregado de tensão vibrava em torno de cada olhar, cada respiração contida. E no meio de tudo isso, Klaus olhava intensamente para a pequena bruxa à sua frente.
Seu olhar descia lentamente pelo corpo de Bonnie, como se a analisasse em detalhes — mas também, como se a devorasse com os olhos. Um sorriso malicioso se formou em seus lábios.
Ela era um espírito indomável. Tão jovem e ainda assim... tão poderosa. Não havia tremor em sua voz, nem submissão em sua postura. E Klaus... Klaus sempre amou um desafio.
— Ok, bruxinha... — ele disse, com uma seriedade penetrante... — Sou todo ouvidos.
Bonnie não recuou. Pelo contrário, ergueu o queixo com altivez, os olhos verdes brilhando com determinação.
— Preciso que me dê sua palavra de honra que não vai transformar o Tyler à força... e que vai deixar a Dana e o Josh saírem daqui em segurança.
Klaus arqueou uma sobrancelha, como se não acreditasse no atrevimento.
— Você não acha que está abusando da sorte, amor? — ele respondeu, a voz suave como veneno. — Já estou permitindo que você viva. Isso deveria ser mais que suficiente.
Bonnie soltou uma risada doce, carregada de ironia.
— Você é que está esperando demais. Eu não tenho nenhum motivo pra te ajudar, híbrido. Então... sugiro que entremos em um acordo razoável para ambos.
Ele deu um passo ameaçador à frente.
Mas ela continuou ali. Inabalável.
— Estou perdendo a paciência, bruxa. Sugiro que fale de uma vez.
Bonnie ergueu uma sobrancelha, como se estivesse entediada.
— Ok... você precisa do sangue da Elena.
Klaus piscou, surpreso. Mas não respondeu.
— Vê só... você não conseguiria criar híbridos se eu não tivesse salvado a vida dela — continuou Bonnie, agora dando um passo em direção a ele. — Podemos tornar as coisas menos difíceis. Não precisamos complicar mais do que já está.
Um sorriso surgiu nos lábios de Klaus. Mas havia algo de predador ali, algo perigosamente encantador.
— Você acabou de me dar a resposta que eu precisava — disse ele, sorrindo presunçoso. — Agora que sei como criar meus híbridos... o que me impede de te matar e pegar minha bolsa de sangue ambulante?
Elena se encolheu com uma careta de dor e medo.
Foi quando Stefan entrou no ginásio.
— Klaus, por favor — disse ele com urgência. — Deixe-os em paz e eu prometo ser leal a você. Para sempre.
Klaus nem virou o rosto.
— Seu momento já passou, estripador — respondeu ele, com desdém.
Stefan tentou responder, mas Klaus o silenciou com um simples aceno de mão. Seus olhos azuis nunca deixaram os de Bonnie.
— Então, bruxa... me diz — ele murmurou, com a voz baixa e carregada de ameaça. — O que me impede de pegar a Elena... e matar todos vocês?
Bonnie estalou a língua, em puro desprezo.
— Para um híbrido de mil anos, você deixa muito a desejar.
Um rosnado gutural saiu da garganta de Klaus. Mas antes que pudesse agir, os lábios de Bonnie — e os de Rebekah — se curvaram em um sorriso divertido.
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𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)
FanficO outro Lado desmoronou, e a jovem bruxa se viu à beira de um abismo. Mas e se, em vez de ser engolida por um mundo-prisão desolador, o destino tivesse tecido um fio diferente para ela? E se, em um piscar de olhos, Bonnie fosse lançada não para fren...
