Bonnie e Caroline se materializaram dez minutos antes de adentrarem o vibrante centro de Chicago.
— Uau, isso foi legal! — Care exclamou, os olhos brilhando de pura euforia.
Bonnie sorriu, um leve tremor de diversão percorrendo-a enquanto dirigia em direção a um hotel. Assim que estacionaram, entregaram a chave ao manobrista; Bonnie, sempre à frente, já havia reservado o quarto. Ao entrarem, o cheiro de limpeza e o conforto do lugar as acolheram. Caroline, sem hesitar, jogou-se na cama macia, um sorriso largo e preguiçoso se espalhando por seu rosto.
— E então, qual é o plano?
— Você fica aqui, enquanto eu faço uma visitinha a uma certa pessoa. — Bon respondeu, já se preparando para sair.
— Não! De jeito nenhum! — Care se levantou num ímpeto, a voz um misto de incredulidade e desafio. — Não vou ficar aqui enquanto você vai sabe-se lá para onde, fazer sabe-se lá o quê, com sabe-se lá quem!
— Calma, ursinho carinhoso. — Bonnie tentou apaziguar, um sorriso carinhoso nos lábios. — Eu só vou pegar uma pessoa e trazê-la para cá.
— Eu quero ir também! — Care bateu o pé, como uma criança teimosa.
— Não será fácil teletransportar nós três. Preciso que fique aqui e espere por mim.
Caroline suspirou, derrotada, mas concordou a contragosto. Bonnie sorriu, e num piscar de olhos, desapareceu. A loira, com um misto de frustração e aceitação, pegou uma bolsa de sangue e ligou a TV, tentando se distrair enquanto esperava.
Bonnie reapareceu diante de um galpão abandonado, o ar denso com uma escuridão palpável e a magia pulsando a quilômetros. Murmurou um feitiço do sono, e os guardas que vigiavam o lugar caíram inconscientes. Ela entrou, seus passos ecoando no silêncio opressor. À sua frente, cinco caixões jaziam empoeirados. Com uma certeza guiada pela visão de sua ancestral, abriu o caixão que lhe fora mostrado em sonho. Com um simples levantar do pulso, a pessoa dentro dele levitou, e Bonnie, com movimentos precisos, selou o caixão com sua magia. O híbrido só perceberia o vazio se tentasse abri-lo, mas agora, isso seria impossível. Bonnie sorriu, um ar de triunfo em seu rosto, e se teletransportou de volta ao hotel.
Caroline deu um pulo na cama quando Bonnie se materializou bem à sua frente.
— Meu Deus! Bon, isso é assustador! — ela riu, o susto logo dando lugar à diversão. — Quem é esse? — seus olhos azuis se arregalaram ao ver o corpo flutuando. — Você...
— Calma, Care. — Bon acalmou, levitando o ser sobrenatural até a cama. Com delicadeza, mas firmeza, retirou a adaga de seu peito.
— Eu espero que você saiba mesmo o que está fazendo. — Care disse, a preocupação em sua voz carregada de um peso repentino.
— Se o híbrido descobrir, ele vai ficar mais louco do que já é.
— Relaxa, vai ficar tudo bem. — Bon murmurou, observando o homem acordar. Ela levitou algumas bolsas de sangue, que ele esvaziou sem uma palavra. À medida que o cinza de sua pele era substituído por um tom natural, ele se sentou na cama, os olhos fixos nelas.
— Quem são vocês? E o que querem comigo? — perguntou, a voz rouca, carregada de uma desconfiança milenar.
Care olhou para Bonnie, que acenou levemente, um gesto de confiança silenciosa.
— Eu sou Caroline Forbes e essa é Bonnie Bennett.
Os olhos do homem se arregalaram em reconhecimento.
— Bennett? — ele pareceu surpreso, e então o original riu amargamente.
— O que uma bruxa Bennett quer com uma abominação como eu?
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𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)
Hayran KurguO outro Lado desmoronou, e a jovem bruxa se viu à beira de um abismo. Mas e se, em vez de ser engolida por um mundo-prisão desolador, o destino tivesse tecido um fio diferente para ela? E se, em um piscar de olhos, Bonnie fosse lançada não para fren...
