CHAPTER 16

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— Você me parece triste. Está tudo bem? — Bonnie perguntou com um sorriso gentil, inclinando ligeiramente a cabeça, tentando ler além do que Tyler mostrava.

— Estou bem, Bon... é só que... — ele hesitou, a voz baixando como se as palavras doessem mais ao serem ditas — é difícil deixá-la para trás.

Bonnie assentiu suavemente, os olhos marejando com empatia.

— Eu entendo — murmurou. — Como é para vocês? — perguntou, genuinamente curiosa. Sua voz era baixa, como se quisesse respeitar a dor dele ao mesmo tempo em que se aproximava mais.

Tyler pensou por alguns segundos, lutando com as palavras.

— É... doloroso. Como uma dor física. Um sentimento de perda constante, sabe? E uma vontade quase insuportável de estar com a minha companheira, como se o peito estivesse sendo apertado o tempo todo. — Sua voz falhou no fim, e ele soltou um suspiro abafado.

— Uau... — Bonnie sussurrou, os olhos arregalados. — Isso parece muito doloroso.

Ele riu, meio sem humor.

— Um pouco. E pra você, como é?

Bonnie mordeu o lábio inferior, pensando.

— Bem... é como a dor da saudade. Uma dor surda, como se uma parte de mim estivesse longe. Não é tão intensa quanto você descreveu, mas... tá lá. Presente. Silenciosa. — Ela sorriu, mas havia algo tenso por trás daquele gesto. — É um saco.

Tyler gargalhou de verdade agora, e foi contagiante.

— Pode crer — ele disse, balançando a cabeça.

Assim que Bonnie e Tyler desembarcaram no aeroporto de Mystic Falls, a familiaridade do lugar os envolveu como uma brisa antiga. Rebekah Mikaelson estava à espera, firme e bela, com os braços cruzados e um sorriso nos lábios.

Lucy estava no trabalho e Caroline havia saído com sua mãe — um compromisso importante que não pôde desmarcar. Por isso, coube à Mikaelson loira a tarefa de buscá-la.

— Bonnie! Senti saudades — Rebekah exclamou, correndo até a bruxa e se jogando em seus braços com a emoção de uma velha amiga.

— Eu também, Bekah — respondeu Bonnie, sorrindo largo.

— Bem-vinda de volta — disse Rebekah, mas ao inalar o perfume da nova amiga, franziu levemente a testa. Seus sentidos captaram algo... familiar. Ela conhecia aquele cheiro. O de seu irmão.

Rebekah se afastou, os olhos brilhando de diversão maliciosa. Bonnie, percebendo o olhar, revirou os olhos, corando levemente.

— Eu também estou aqui, tá? — Tyler brincou com um sorriso debochado.

— Bem-vindo de volta, Tyler — Rebekah respondeu, agora com um tom mais descontraído. E, no fundo, feliz. Seria bom ter amigos. Ela se esforçaria dessa vez.

Rebekah dirigiu até a casa dos Lockwood falando sobre o colégio. Assim que chegou Tyler desembarcou, e as duas seguiram para a casa de Bonnie.

— Me conta... como foi passar um tempo com meu irmão paranoico? — Bekah sorriu, puxando conversa como quem já sabia que algo havia acontecido.

— Eu te conto tudo. Mas não agora. Preciso de um banho... e de comida. — Bonnie sorriu cansada, mas havia algo mais ali. Um certo rubor que não queria confessar.

— Ok! — Rebekah deu de ombros, animada. — Hoje à noite vai ter noite das garotas lá em casa. Lá você conta tudo. Mas ó — ela fez uma careta divertida — não precisa dar detalhes demais, porque... eca. Eu definitivamente não quero saber como meu irmão é na cama.

𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)Onde histórias criam vida. Descubra agora