CHAPTER 12

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— Você sabe que está encrencada, não é... minha garotinha fujona?

— E o que você vai fazer? — arqueou uma sobrancelha, o olhar desafiador, insolente. — Vai me colocar em seus joelhos e me dar umas palmadas?

A tensão no ar se intensificou como eletricidade antes de uma tempestade. Klaus a fitou, sério... mas um grunhido baixo escapou de seu peito. Seu lobo gostou da ideia. Um pouco demais.

— Talvez — rosnou, afastando-se bruscamente.

Ele precisava de distância. Se continuasse tão perto, faria algo que se arrependeria... ou não. Mas não era o momento.

— Quando você estiver sóbria, conversamos.

— Eu estou sóbria — zombou Bonnie, girando levemente sobre os próprios pés.

Klaus cerrou os punhos ao lado do corpo.

— Muito bem, já que é assim... então me diga onde diabos você estava, Srta. Bennett? — a voz dele era grave, encharcada de raiva contida.

— Não é da sua conta, Niklaus — cantarolou petulante, erguendo o queixo em desafio.

Ele se aproximou um passo, os olhos ardendo.

— Eu não estou brincando, Bonnie. Me fala onde você estava ou eu vou...

— Vai o quê? — cortou, desafiando-o. — Você não manda em mim, híbrido. Eu faço o que eu quiser, e quando eu quiser. Se eu quiser sair, eu saio. Se eu quiser ir pra uma boate ou barzinho pra dançar, beber e beijar na boca... eu vou.

O sorriso malicioso que surgiu em seus lábios foi como gasolina jogada em uma fogueira.

E o rosnado furioso de Klaus deixou claro: ela tinha conseguido provocar a fera.

Em um movimento veloz, ele a prensou contra a parede. O ar ficou denso, o espaço entre eles inexistente.

— É melhor você não ter feito isso — rosnou, seus olhos assumindo uma tonalidade âmbar ameaçadora. — Ninguém pode tocar em você. Entendeu?

Bonnie ergueu o olhar, completamente destemida. Um brilho debochado dançava em seus olhos escuros.

— Oh... alguém parece estar com ciúmes — sussurrou com ironia, ignorando o perigo em sua voz.

O âmbar nos olhos de Klaus brilhou mais intensamente.

— Sabe, eu até acho sexy a forma como você está me prendendo contra a parede — continuou, com um sorriso felino. — É quente.

Ela se inclinou, os lábios quase tocando o dele, o sussurro quente e carregado de desejo.

— É isso que você deseja fazer comigo, híbrido? Me jogar rudemente na parede... e me tomar como um animal?

Klaus arregalou levemente os olhos, surpreso com a ousadia crua da bruxinha. A voz dela era um feitiço, e ele estava caindo sem resistência.

— Eu até gosto da ideia — ronronou, sedutora. — Você é lindo, tem mais de mil anos e com certeza sabe o que está fazendo...

𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)Onde histórias criam vida. Descubra agora