Finn Mikaelson estava ansioso e exausto mentalmente.
Caroline Forbes, a vampira sorridente e cheia de glitter que ele imaginava ser apenas fofa e controladora, havia se revelado... um verdadeiro furacão de comando.
Uma ditadora. Uma Barbie vampira ditadora.
Tudo por causa de um simples jantar.
Quer dizer, era só um jantar, mas Caroline transformou o evento numa cerimônia de gala, como se o destino do mundo dependesse do sucesso da noite. O perfeccionismo dela era quase opressor. A forma como ela conduzia tudo, com aquela doçura cortante e determinação implacável, fazia até o Original mais antigo estremecer.
Finn suspirou pesadamente.
— Céus... ela e Rebekah não podem virar amigas — murmurou, com uma risadinha abafada. — Essa amizade com certeza vai provocar o apocalipse...
Caroline obrigou-os a revisar todos os detalhes. Ela planejou o jantar nos mínimos elementos, desde o cardápio — comida chinesa encomendada com antecedência — até o contrabando: três garrafas de bourbon roubadas diretamente dos Salvatore. Como se não bastasse, também o forçou a comprar um novo aparelho de som para o ambiente.
Ela praticamente tomou conta do apartamento dele, reorganizando móveis, limpando cada canto, abrindo espaço para dança, diversão e, claro, prometendo "devolver tudo ao normal depois".
Depois de sobreviver a essa tempestade de ordens vindas de uma adolescente eternamente presa nos 17, Finn decidiu se dar uma pausa. Precisava de ar. Precisava lembrar que tinha um cérebro. Precisava, de alguma forma, recuperar a sanidade.
Saiu para dar um passeio pelas ruas de Mystic Falls.
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A loja de ervas era pequena, acolhedora e recheada de lembranças do tempo em que ele ainda tinha sua magia. Mesmo desprovido de seus poderes, Finn encontrava conforto ali. Gostava de mexer com ervas, fazer pequenas poções que não exigiam magia verdadeira. Era uma forma de matar a saudade... de si mesmo.
Ele escolheu algumas ervas com calma, examinando cada uma com atenção, e então se dirigiu ao caixa.
A atendente o recebeu com um sorriso doce, mas nitidamente interessado.
Finn respondeu com um sorriso malicioso. Pegou sua sacola e se virou para sair...
...e colidiu com alguém.
As sacolas dele e da desconhecida voaram para o chão.
— Desculpe. — se desculpou automaticamente, se abaixando.
— Droga, por que não olha pra onde anda? — disse ao mesmo tempo.
Os olhares se cruzaram. A moça se abaixou resmungando, claramente irritada, mas Finn não ouviu mais nada. Ele foi atingido — não pelo impacto do choque — mas pelo perfume dela.
Era uma fragrância ousada. Intensa, quase selvagem. Mas havia ali uma nota suave, de jasmim, que a equilibrava como uma brisa depois do fogo. Era cativante. Embriagante. O cheiro parecia se enroscar em sua mente e corpo como uma memória antiga.
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𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)
FanficO outro Lado desmoronou, e a jovem bruxa se viu à beira de um abismo. Mas e se, em vez de ser engolida por um mundo-prisão desolador, o destino tivesse tecido um fio diferente para ela? E se, em um piscar de olhos, Bonnie fosse lançada não para fren...
