CHAPTER 25

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O ar entrou nos pulmões de Elena de forma violenta quando ela emergiu do lago, tossindo e cuspindo a água gelada. Cada respiração queimava. O corpo tremia, os olhos ardiam, e a lembrança da queda ainda latejava em sua mente — o impacto, o vazio, a escuridão.

Ela não teve tempo para pensar. Precisava chegar à pensão Salvatore antes do amanhecer. O sol agora era uma sentença.

Ela era uma vampira.

A certeza a atravessou como gelo, pesada e definitiva. Não havia libertação naquela transformação, apenas perda. Com o coração em frangalhos, Elena atravessou a porta da pensão, sentindo o peso de uma eternidade que não havia escolhido.

— Elena?

A voz de Damon a alcançou imediatamente. Ele estava ali, já recuperado da fúria de Maze, o semblante sério, atento demais.

— O que aconteceu?

Ela não conseguiu responder. O choro veio antes, forte, descontrolado.

— Rebekah Mikaelson apareceu do nada... na frente do carro — disse entre soluços. — Eu tentei desviar... e caí da ponte.

Damon a puxou para os braços sem pensar. O cheiro de sangue e verbena ainda o cercava, mas ali havia apenas proteção.

— Eu sinto muito — murmurou. — Ela vai pagar por isso. Eu prometo.

Elena respirou fundo, tentando se recompor.

— Damon... se eu não tivesse bebido do sangue que você me deu... eu estaria morta.

Ela ergueu a bolsa de sangue com a mão trêmula e bebeu. O líquido desceu pela garganta, selando a transição. Damon observou em silêncio, sentindo o aperto no peito. Por um instante — breve demais para se fixar — o remorso passou por seu olhar. Logo foi engolido por algo mais forte.

Raiva.

— Aquela vadia loira vai pagar por isso — disse, a voz agora dura. — Vamos matá-los, pequena.

Elena enxugou o rosto. A dor ainda estava ali, mas algo diferente começava a se formar.

— Como, Damon? — perguntou. — Eles são originais.

Ele ergueu um pedaço da antiga placa de Mystic Falls, um sorriso sombrio surgindo.

— Olha o que eu encontrei.

O olhar de Elena mudou. A imagem de Rebekah surgia nítida em sua mente: o carro, a ponte, a queda. Um sorriso lento e frio apareceu em seus lábios.

— Klaus não pode morrer, mas ele vai conviver com a dor de perder seus irmãos.

Damon assentiu, satisfeito.

— E a Bonnie? — Elena perguntou, depois de um instante.

— Devíamos matá-la. Ela e aquela prima maluca.

— Não.

A resposta veio rápida, firme.

— Bonnie não precisa morrer. Nem ela, nem Caroline. Bonnie é poderosa. Caroline sabe se infiltrar em qualquer lugar. Elas serão úteis.

Damon a encarou.

— Elena...

— Depois que os Mikaelson morrerem, Klaus vai odiá-la — continuou. — E ela vai voltar para nós. E ele não terá mais ninguém.

Houve um silêncio curto.

— Ok — Damon disse por fim. Mas seus olhos deixavam claro: se fosse necessário, ele não hesitaria. — Precisamos de Stefan.

𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)Onde histórias criam vida. Descubra agora