CHAPTER 10

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Bonnie estava em seu quarto. O jantar já havia sido servido há horas, e o silêncio da casa a envolvia como um manto. Seus dedos brincavam com a barra da blusa enquanto caminhava em direção ao banheiro. Estava se preparando para dormir — ou, ao menos, tentar — quando a voz grave e imponente de Klaus ecoou, chamando-a para o escritório.

Ela sabia que esse momento viria. Ele havia sido... surpreendentemente paciente, dando-lhe espaço, tempo, silêncio. Mas Bonnie também sabia que esse tempo era uma bomba-relógio com o pavio aceso. E agora, era hora de encarar a explosão.

Ele queria respostas. Sobre os híbridos. Sobre o sangue. Sobre o diário. E, mais delicado ainda... sobre ligação. Amor. Escolha. Destino.

Ela estava apavorada. Não que fosse admitir isso em voz alta.

Batendo na porta do escritório, ouviu um imediato:

— Pode entrar.

Bonnie inspirou fundo e girou a maçaneta. O ar ali dentro era denso, carregado do perfume de bourbon e algo tão puramente Klaus que quase a fez hesitar. Quase.

Lá estava ele. Sentado atrás da grande mesa de madeira, uma taça de cristal na mão, um sorriso traiçoeiro brincando nos lábios.

— Sente-se — disse ele, apontando para a cadeira à sua frente.

Ela o obedeceu em silêncio, o olhar firme, mas o coração tropeçando dentro do peito.

— Quer uma bebida? — ele ofereceu, com aquele charme preguiçoso que fazia parecer que tudo era uma provocação calculada.

— Não, obrigada — recusou. — Você queria me ver?

— Sim, bruxinha. Agora que teve tempo pra se ajustar... que tal me dizer como, exatamente, eu tiro a maldita maldição do meu sangue? — perguntou direto, cortante, sem rodeios.

Bonnie suspirou, cruzando os braços.

— Direto ao ponto, né?

— Me considero um homem paciente, amor... mas só em algumas situações — respondeu ele, sorrindo maliciosamente por sobre o copo.

Ela revirou os olhos.

— Ok... O que resolveria o problema completamente, e tornaria seu sangue suficiente para transformar híbridos sem precisar recorrer ao sangue da duplicata, é...

Ela hesitou. Klaus permaneceu em silêncio, atento.

— Você precisa beber um pouco do sangue da sua companheira... na lua cheia.

Ela observou cada nuance em sua expressão. A respiração que parou. O arquear da sobrancelha. E então...

Ele explodiu em gargalhadas.

Não risadas comuns. Não zombarias. Ele ria como se o mundo fosse uma piada cósmica e ela fosse a estrela principal.

Lágrimas surgiram nos cantos dos olhos enquanto ele se inclinava para trás na cadeira, sacudindo o corpo com o riso incontrolável.

— Muito engraçado, bruxinha. Eu não sabia que você tinha um senso de humor tão espetacular. Agora, falando sério...

— Me diz por que eu brincaria, Klaus? — ela interrompeu, ofendida, seus olhos escurecendo.

𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)Onde histórias criam vida. Descubra agora