Bonnie estava em seu quarto. O jantar já havia sido servido há horas, e o silêncio da casa a envolvia como um manto. Seus dedos brincavam com a barra da blusa enquanto caminhava em direção ao banheiro. Estava se preparando para dormir — ou, ao menos, tentar — quando a voz grave e imponente de Klaus ecoou, chamando-a para o escritório.
Ela sabia que esse momento viria. Ele havia sido... surpreendentemente paciente, dando-lhe espaço, tempo, silêncio. Mas Bonnie também sabia que esse tempo era uma bomba-relógio com o pavio aceso. E agora, era hora de encarar a explosão.
Ele queria respostas. Sobre os híbridos. Sobre o sangue. Sobre o diário. E, mais delicado ainda... sobre ligação. Amor. Escolha. Destino.
Ela estava apavorada. Não que fosse admitir isso em voz alta.
Batendo na porta do escritório, ouviu um imediato:
— Pode entrar.
Bonnie inspirou fundo e girou a maçaneta. O ar ali dentro era denso, carregado do perfume de bourbon e algo tão puramente Klaus que quase a fez hesitar. Quase.
Lá estava ele. Sentado atrás da grande mesa de madeira, uma taça de cristal na mão, um sorriso traiçoeiro brincando nos lábios.
— Sente-se — disse ele, apontando para a cadeira à sua frente.
Ela o obedeceu em silêncio, o olhar firme, mas o coração tropeçando dentro do peito.
— Quer uma bebida? — ele ofereceu, com aquele charme preguiçoso que fazia parecer que tudo era uma provocação calculada.
— Não, obrigada — recusou. — Você queria me ver?
— Sim, bruxinha. Agora que teve tempo pra se ajustar... que tal me dizer como, exatamente, eu tiro a maldita maldição do meu sangue? — perguntou direto, cortante, sem rodeios.
Bonnie suspirou, cruzando os braços.
— Direto ao ponto, né?
— Me considero um homem paciente, amor... mas só em algumas situações — respondeu ele, sorrindo maliciosamente por sobre o copo.
Ela revirou os olhos.
— Ok... O que resolveria o problema completamente, e tornaria seu sangue suficiente para transformar híbridos sem precisar recorrer ao sangue da duplicata, é...
Ela hesitou. Klaus permaneceu em silêncio, atento.
— Você precisa beber um pouco do sangue da sua companheira... na lua cheia.
Ela observou cada nuance em sua expressão. A respiração que parou. O arquear da sobrancelha. E então...
Ele explodiu em gargalhadas.
Não risadas comuns. Não zombarias. Ele ria como se o mundo fosse uma piada cósmica e ela fosse a estrela principal.
Lágrimas surgiram nos cantos dos olhos enquanto ele se inclinava para trás na cadeira, sacudindo o corpo com o riso incontrolável.
— Muito engraçado, bruxinha. Eu não sabia que você tinha um senso de humor tão espetacular. Agora, falando sério...
— Me diz por que eu brincaria, Klaus? — ela interrompeu, ofendida, seus olhos escurecendo.
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𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)
FanficO outro Lado desmoronou, e a jovem bruxa se viu à beira de um abismo. Mas e se, em vez de ser engolida por um mundo-prisão desolador, o destino tivesse tecido um fio diferente para ela? E se, em um piscar de olhos, Bonnie fosse lançada não para fren...
