CHAPTER 13

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Lucy sorriu calorosa para Finn. Ele a havia convidado para tomar um café no domingo e, para sua surpresa, foi maravilhoso. Durante a conversa, ele se abriu de uma forma que tocou fundo em seu coração. Contou como foi difícil ser um vampiro — a solidão, a sede, o tempo congelado — e como, por muito tempo, desejou ser humano novamente. Embora agora estivesse em paz com sua natureza, havia um quê de saudade no olhar dele quando falava sobre humanidade. Também falou de sua relação turbulenta com a família e de sua paixão visceral pela literatura — os clássicos, os poemas melancólicos, as histórias que atravessavam séculos, tal como ele.

Lucy também se abriu, sem expor tudo, claro... mas o suficiente. Contou que era uma bruxa, e que amava profundamente isso, apesar da dor que carregava. Falou da perda precoce da mãe — uma ferida nunca totalmente cicatrizada — e como aquilo a fez viver de forma intensa, quase inconsequente. Contou sobre sua fase rebelde, sobre como disse foda-se para tudo e acabou se envolvendo com ninguém menos que Katherine Pierce. Falou de sua relação de irmandade com Bonnie e Caroline, e de sua melhor amiga e confidente, Jenna.

Agora, aqui estavam eles, numa segunda-feira à noite, em um barzinho charmoso na saída de Mystic Falls. A música era baixa, o ambiente aquecido por velas nas mesas e uma aura de intimidade no ar.

— Desculpe o atraso... — murmurou Lucy, um pouco tímida.

Finn já a esperava, elegante e relaxado, sentado em uma das mesas mais reservadas. Ele se levantou com um sorriso gentil e caminhou até ela, estendendo a mão.

— Não tem problema, darling. — disse ele, antes de beijar delicadamente o dorso de sua mão, seus olhos fixos nos dela com uma intensidade que fez seu estômago revirar.

— Você está linda, Srta. Bennett.

Lucy corou violentamente. Estava vestida com um body de renda preta e uma calça de couro justa que abraçava suas curvas, um sobretudo nude jogado sobre os ombros, e uma sandália preta de salto fino. Seu cabelo estava solto, com ondas suaves que emolduravam seu rosto. Feminina, misteriosa, fatal — mas naquele instante, ela se sentia... vulnerável.

— Pode me chamar de Lucy... — respondeu com um sorriso tímido. — E você também está lindo...

Ela mordeu o lábio inferior ao perceber que ele olhava diretamente para sua boca, como se estivesse hipnotizado por ela.

— Anotado. — murmurou ele, com um sorriso galante.

Finn estava deslumbrante. Usava uma camisa vinho de corte justo, que realçava seus ombros largos e seu físico elegante, uma calça jeans preta bem cortada, uma jaqueta de couro por cima e sapatos sociais negros. O contraste do estilo clássico com a sensualidade quase predatória de sua presença era irresistível.

Eles escolheram uma mesa afastada. Pediram uma bebida, e a conversa fluiu fácil como se fossem velhos conhecidos, embora a tensão entre eles fosse palpável. Olhares roubados. Sorrisos contidos. Um magnetismo que parecia crescer em cada silêncio compartilhado.

Depois de algum tempo, Finn estendeu a mão com um gesto convidativo.

— Quer dançar?

Lucy sorriu, sentindo um arrepio suave descer pela espinha.

— Claro...

Ele a guiou até a pista de dança, envolta em luzes âmbar. Assim que chegaram ao centro, Finn a girou com elegância e a puxou para perto de si. Os braços de Lucy deslizaram pelo pescoço dele, enquanto ele a envolveu pela cintura com segurança.

Ela sentiu o perfume masculino e discreto de sua pele, e a textura firme de seu peito contra o rosto. Ele inalava o perfume de seus cabelos discretamente, como se memorizasse cada detalhe.

𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐂𝐇𝐀𝐍𝐂𝐄 (𝒦𝓁𝑜𝓃𝓃𝒾𝑒)Onde histórias criam vida. Descubra agora