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Autora on.

Pandora voltou a trabalhar normalmente após o funeral de sua mãe e a quase conversa civilizada que teve com seu suposto "pai". Ela ia para o hospital onde passava seus turnos normalmente, saía e depois voltava para casa onde fazia comida e se servia, mas também servia o prato de sua mãe, como dita a tradição do luto cigano.

Ela segurou o colar que ela ganhou de sua mãe e o apertou suavemente. Segurava sempre que podia seja para pensar, nervosismo ou para brincar.

Desde aquele dia no funeral parecia que ela estava sendo seguida e um dia quando voltou para casa notou que sua escova de cabelo e de dente sumiram, e tinha alguns objetos fora do lugar. Lugares das quais ela sabia que não tinha colocado lá. Pandora chamou polícia, mas não deu em nada, apenas pediram por trancas novas e que fossem acionados se algo de verdade acontecesse.

Caso houvesse sinais verdadeiros de invasão.

Era tarde da noite quando ela voltava de um plantão e, para piorar, estava chovendo, sem nenhum ônibus passando ou táxi. Pandora estava andando para casa, sendo que sua casa ainda estava a uns cinco quilômetros de distância. A chuva engrossou gradualmente tanto que começou a doer em seu corpo e o problema principal nem era esse, era seu campo de visão que estava embaçado.

Quase que ela não enxergava os objetos escuros da rua e não havia nenhum abrigo para ela ficar embaixo para se proteger. Ela devia ter ficado no hospital e ter pego outro plantão ao invés de ir para casa descansar.

- Quer uma ajuda, querida?.

Pandora se assustou a voz grossa e alta atrás dela e, quando se virou para olhar, havia um homem totalmente desconhecido. Não parecia um mendigo, mas também não parecia sóbrio, um usuário de drogas, talvez? Ela não sabia o que pensar daquele homem pálido com a chuva atrapalhando sua visão.

- O quê?.

Eram suas últimas palavras antes de ser brutalmente agarrada e puxada para um beco. Ela lutou e gritou, tentando desesperadamente fugir, mas o cabo de alguma coisa bateu com força contra sua tesa. Pandora descobriu tardiamente que era uma faca quando ele cortou seu braço em sinal de aviso. Ela sibilou em dor quando seu cabelo foi agarrado com força, sentindo seu couro cabeludo queimar e alguns fios de cabelo foram arrancados.

- Quieta! Sua vagabunda..- O homem falou perto do ouvido dela..- Ou eu te corto toda, feito um porco que é.

Ele a empurrou contra a parede mais próxima e bateu nos dois lados de suas bochechas com força. Ardia e latejava ferozmente, o leve gosto de ferrugem em sua boca. O bafo de álcool que saía dele era forte em todo o seu ser, fazendo sua cabeça ficar tonta apenas com o cheiro forte.

Entre álcool de bebida e álcool do hospital, ela preferia o do hospital.

Pandora começou a chorar de medo, ela não queria, mas foi involuntária suas lágrimas, quando sentiu ele deslizar a faca por sua blusa, fazendo menção de cortar. Ela sabia o que aquilo indicava e isso a paralisou, ela queria correr, mas seu corpo não obedecia. Quando ela sentiu algo duro encostando em sua coxa imediatamente sentiu a repulsa e queria vomitar.

Mas ela não podia se da o luxo de fraquejar ainda mais agora. Ela engoliu o bile que subiu para sua garganta e procurou por uma oportunidade de escapar. Sentindo cada beijo frio e nojento em seu pescoço, ela sentiu cada toque e respiração repulsiva dele, ela teria que lavar seu pescoço com mais força do que antes.

Ela pensou em muitas coisas naquele momento tentando fazer seu corpo se mexer. Pandora não iria permitir que aquele imundo continuasse com aquilo, vendo a faca abaixada viu a oportunidade que esperava, ela sentiu a adrenalina queimar em suas veias e o desespero percorrer por sua corrente sanguínea.

BABA YAGA E A BASTARDA - Plus Size.Onde histórias criam vida. Descubra agora