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Autora on.

Pandora estava no canto do quarto sentada no chão abraçando a barriga enquanto conversa tão baixo que parecia o vento do lado de fora do prédio. Ela estava assustada, mas precisava ao menos fingir que estava bem enquanto conversando, sussurrando, com sua filha. A morena fechou os olhos e rezou pedindo alguma ajuda.

Ela teve medo de cantar para sua filha e Petrov escutar. Ela comeu a comida que deixaram em seu quarto.

Pandora olhava para a cidade, mas não pensava dela apenas perdida nos pensamentos vazios e na situação em que se encontrava. Tão perdida que nem se quer ouviu a porta do quarto sendo aberta e o braço direito de Petrov ficar parado na porta a olhando. Quando ela olhou para a porta do quarto seu corpo por inteiro se tremeu e ela congelou quando era observada por aqueles olhos que brilhavam em diversão.

- Senhorita, acredito que esteja completamente isolada aqui..- O russo tirou um par de chaves do bolso..- Está escurecendo em breve, esta noite gostaria de passear? Serei seu acompanhante, apenas eu..- Ele viu quando ela franziu a testa estando completamente na defensiva..- É a única forma de sair deste quarto e deste prédio. O meu senhor está descansando agora e não acordará até mais tarde.

- "Seu senhor?"..- Pandora franze a testa ao sinalizar..- Se refere a ele como se fosse seu mestre e você o escravo. Perdoe-me, mas é como vejo.

- Meu senhor me comprou quando eu era jovem e estava em uma instituição onde criam órfãos em assassinos..- Ele diz tudo com um sorriso o que deixa completamente horrorizada..- Mas, não me entenda mau. Algumas pessoas gostam de serem cruéis com outras, sejam inocentes ou culpadas. E eu gosto disso, assisto apenas, mas nunca farei nada sem a permissão do meu senhor, ele é muito exigente com as ordens. Na família do meu senhor existem muitas tradições, e nelas apenas as mulheres são obrigadas a passar. Mas apenas as mulheres mais fortes sobreviveram. Depois deste ritual elas se tornaram as senhoras da família e geraram grandes herdeiros.

Pandora estava tremula da cabeça aos pés, mas estava de pé e andou com passos lentos até o banheiro estando mais assustada que antes. Ele sorria como um vilão extremamente sádico.

- Não farei mau algum a você senhorita, por isso estou oferecendo uma chance de passearmos em menos de duas horas..- O homem diz olhando para o relógio..- Se ainda quiser sair estarei esperando na sala de estar.

Pandora ficou parada quando ele saiu e fechou a porta novamente. A morena pegou uma roupa e correu para o banheiro onde se trancou e olhou para o espelho do banheiro, pegou um vestido ousado e colocou sobre o canto do espelho, pegou mais um pedaço do pano e a cobriu de novo. Ela com força segurou a ponta do espelho e o puxou em sua direção, ouvindo o estalo e o movimento das suas mãos vieram com força contra si, tanto que ela se assustou e deixou o pano cair.

Ela conseguiu arrancar um pedaço do espelho.

Pandora tirou a roupa e tomou um banho e vestiu a roupa e fez uma maquiagem básica escondendo o pedaço do espelho em uma pequena bolsa de passeio, calçou um par de sapatilhas. Saindo do banheiro ela desceu as escadas e encontrou o braço direito de Petrov, ele estava bebendo algum tipo de chá sentado em uma cadeira perto do balcão, ao passar pela sala ela encontrou Maxim Petrov adormecido no sofá.

Ele dormia com um lenço suja de sangue no rosto e, um do qual ela reconheceu imediatamente, olhou para o braço direito dele.

- Não se preocupe, ele está adormecido..- Ele continua a sorrir..- Desejar sair mais cedo, minha senhora?.

Pandora concorda sem olhar para o Petrov.

- Não temos horário de volta..- Ele diz ao pegar o casaco e colocar sobre ela..- Deseja passar em algum lugar antes de voltarmos?.

BABA YAGA E A BASTARDA - Plus Size.Onde histórias criam vida. Descubra agora