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- Meus parabéns agora ela tem o tamanho de um abacaxi.

O médico diz ouvindo a morena rir enquanto ao lado dela Baba-Yaga olhava para a tela com um discreto sorriso. Dias se passaram e lentamente eles estavam em uma espécie de namoro, mesmo que John não goste que ela fique só enquanto fazia alguns trabalhos clandestinos, mas o gerente sempre estava disposto a hospedar a morena.

- Ainda prefiro Papaia..- Pandora diz teimosamente com um sorriso feliz..- Ela é linda.

- Puxou a você..- John responde ao se virar para ela e segurar a mão dela..- Sofia é perfeita igual à mãe.

O assassino ainda usava a antiga aliança de casamento, mas pretendia tirá-la só que não agora. Pandora entendia esse lado porque o luto ainda estava cru na memória dele e a mesma estava aos poucos superando a de sua mãe.

Pandora estava contente porque John não passava de beijos e algumas carícias, sempre parando quando a sentia desconfortável e John aos poucos superava Helen. O quarto de John era compartilhado com Pandora agora enquanto o antigo quarto da mulher virou uma espécie de berçário.

Algo que ela ainda não sabia porque o assassino pretendia fazer uma surpresa depois do jantar de hoje. John tinha preparado tudo por noites em claro e conversando com o gerente, que ficou muito interessado no quarto da pequena, enquanto ele distraia Pandora com o dia cheio de entretenimento, John montava o quarto da pequena Sofia.

- Srta. Fidel, sua filha está em perfeita saúde e em breve estará em seus braços..- O médico diz sorrindo..- Deseja fazer parto normal ou cesariana?.

- Cesariana em último caso..- Pandora diz ao limpar o gel da barriga..- Irei optar pelo normal.

John iria questionar o médico sobre os perigos do parto normal quando seu celular tocou e no visor da tela apareceu um número desconhecido. O assassino franziu a testa e pensou em desligar quando sentiu a mão de Pandora tocar em seu pulso.

- Atenda, pode ser importante..- Pandora suavemente fala..- Pode ser o gerente.

John ficava com um pé atrás quando a deixava sozinha com o gerente. Não porque ele talvez tenha um interesse amoroso nela, isso nunca, mas porque talvez ele possa ajudá-la a escapar ou se esconder. O assassino tinha essa pequena paranoia e com o passar dos dias em que ficava em casa ao lado de Pandora isso o acalmava.

- Eu não demoro..- John se inclinou e deu um selinho nela.

Pandora concordou vendo ele sair da sala com o celular em mãos. A morena sábia que o doutor não iria fizer nada aos outros porque ela soube do próprio que recebeu uma visita inesperada do gerente durante a madrugada. A morena se sentou devagar quando estava prestes a perguntar sobre as vitaminas quando o viu sério.

- Srta. Fidel..- O médico tinha o tom mais sério enquanto olhava para a porta..- Seu tio me mandou isso para lhe entregar.

Pandora franziu a testa quando olhou para o envelope.

- Por que ele mesmo não veio me entregar?.

- Porque seu tio está recuperando tudo o que foi perdido quando Viggo Tarasov o tirou do poder do próprio território..‐ O médico explica rapidamente..- Ele está em guerra para recuperar o legado de sua família. Você pode ser diferente, mas ele ainda é um Tarasov.

Pandora ficou em silêncio, mas aceitou a carta. Ela não dizia a John, mas sentia falta do russo que a defendeu até onde pode.

- Como ele está?.

- Não precisa se preocupar com isso..- O médico disfarçou ao anotar algo na prancheta..- Ele ficará bem.

- Isso significa que ele, supostamente, não está bem..- Pandora termina a linha raciocínio..- Não querendo me preocupar é o mesmo disso.

BABA YAGA E A BASTARDA - Plus Size.Onde histórias criam vida. Descubra agora