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Autora on.

John preparou macarronada para o jantar e uma bebida adequada para ela tomar sem prejudicar Sofia, algo leve com pouco ou quase nenhum álcool, ele fazia tudo com calma e lentidão apreciando o tempo que gastava enquanto esperava que Pandora acordasse-se. O assassino cortou as verduras com lentidão e força quando se lembrou do que aconteceu mais cedo, seus movimentos se tornaram grosseiros e então ele parou abruptamente quando sentiu um ardor familiar em um de seus dedos quando a faca raspou em sua carne e rompeu a pele.

O sangue quente o hipnotizou por alguns segundos antes que um calor em suas costas, assim como mãos macias rodeando sua cintura, o assassino fechou os olhos quando sentiu os lábios quentes de Pandora em sua camisa, algo que ele sentiu ciúmes brevemente, mas se foi assim como uma respiração.

- Deixe-me ver.

Pandora pede ao virá-lo para si, algo que ele obedeceu silenciosamente, logo sentindo os olhos dele sobre si, mas ela não queria senti-los agora. A morena pegou um pano e cobriu o corte de John e o apertou com força antes de finalmente encará-lo e, por Deus, como aqueles olhos escuros mexiam com ela enquanto ele a encarava de forma suave e curiosa, mas também havia algo sério em seu olhar.

- Como você está?..- John murmura ao se conter a sua vontade de encostar suas testas..- Vocês estão bem?.

- Para onde foi depois da ligação?..- Pandora pergunta diretamente.

John sabia que ela viu ou ouviu algo e isso o faz suspirar, suas mãos foram para os quadris dela, mas ela se afastou dele no mesmo instante o olhando com mágoa. O assassino deu um passo a frente, mas ela deu outro para trás no mesmo instante.

- Me responda.

- Quero que se sente para que eu possa explicar tudo desde o início, por favor.

O assassino diz apontando para a cadeira mais próxima, mas ela apenas cruzou os braços enquanto seu rosto ficava mais serio e exigente.

- Pandora.

- Jardani Jovonovich!.

O assassino congelou com os olhos arregalados tanto que ele se apoia apertando a ponta da bancada mais próxima com força. Pandora ergue o queixo levemente em desafio ao próprio Baba-Yaga, mesmo não sabendo as consequências daquele pequeno ato silencioso.

- Onde ouviu esse nome?..- John pergunta com a voz pesada ao se recompor e dar um passo a frente.

- Quando estive com o gerente, eu disse que queria saber mais sobre você, saber como posso ajudá-lo, como posso cuidar de você..- A morena suspira o olhando nos olhos suavemente..- Como amá-lo, mesmo que não retribua esse sentimento no momento. Porque infelizmente eu gosto de você mais que o normal e me deixa louca ao imaginar que depois você possa sair com outras.

- Me amar?..- John se aproxima suavemente.

- Talvez eu não retribua mais esses sentimentos a um homem que não me diz o que preciso saber. Eu só preciso de uma confirmação, John.

O assassino ficou em silêncio quando avançou com passos largos na direção dela, Pandora por reflexo recuou, mas não foi o suficiente para impedi-lo, John a pegou nos braços e a levou para a sala e se sentou no enorme sofá com a morena sentada em seu colo e mesmo que ela lutasse com força para escapar dele, como estava fazendo agora, ele não a deixaria ir.

Nunca.

Pandora lutou e se debateu querendo sair de seus braços, mas eles eram fortes demais enquanto segurava seus quadris no lugar e a olhava com intensidade.

- Me amar, Pandora?.

- John, me larga!..- Pandora grita em raiva e logo começou a bater no ombro dele..- Depois de tudo, depois de tudo o que eu lhe falei e entreguei minha confiança a você, você ainda beija aquela bruxa loira racista.

BABA YAGA E A BASTARDA - Plus Size.Onde histórias criam vida. Descubra agora