Autora on.

John olhava para Pandora enquanto a mesma sorria sentada na grama com Sofia no colo enquanto Blue corria atrás da bolinha que era jogada. A viagem de Winston havia sido boa e relaxante para uma lua de mel curta, eles gostaram de viajar, mas também tinha que relaxar. Fazia exatos três meses desde o retorno deles e,imediatamente, houve alguns curiosos desavisados querendo invadir a propriedade. Achando que podiam ter controle sobre a nova família.

Pandora havia ficado no quarto de Sofia se embalando na cadeira enquanto cantava uma música calma para a pequena dormir enquanto olhava para a penumbra da noite vendo pequenos vislumbres de luz e barulhos ocos e baixos do lado de fora da casa. Blue estava deitada na porta do quarto encarando-a com extrema atenção e rosnava uma vez ou outra.

Pronta para avançar em qualquer estranho que passar pela porta.

Naquela noite John fez questão de deixá-los como aviso, fazer os mortos de exemplo, obviamente Abram estava ao lado do assassino e deu locais exatos para deixá-los lá e depois acionar a reserva para jantar. Qualquer assassino que estivesse de passagem e encontrasse os corpos, reconheceria o território e quem era o responsável.

Não houve mais indícios de invasão ou qualquer tipo de afrontamento desde então e ninguém queria estar perto da propriedade da família Wick.

Pandora às vezes ficava a par das coisas que acontecia nos negócios de Abram. Ele deixava tudo as claras para sua herdeira e por mais que ela não goste daquilo, mas como sempre havia algum traidor, ele preferia deixar ela informada de tudo caso algo lhe aconteça. E quando o Tarasov disse tudo, era tudo mesmo, desde conversas por cartas a arquivos curtos de segurança máxima de transações que logo eram levados para um cofre escondido e guardado lá.

John entende a preocupação de seu "sogro" e por isso não era contra a troca de informações. O assassino era aposentado e não aceitava mais encomendas de nenhum setor ou serviço de alto padrão. Ele tinha total permissão de matar quem estivesse ameaçando sua família, foi explicitamente explicado para todos e aceito. Afinal, era dever de um homem defender sua família a qualquer custo.

O assassino saiu de seus pensamentos quando escutou a porta sendo batida suavemente e ele olhou para o corredor vendo sua esposa com sua filha e cachorro. A morena sorriu para ele antes de andar até o mesmo e se inclinar para beijá-lo.

- Como está, meu amor?..- Pandora o questiona o olhando.

- Recebemos um convite para jantar..- John diz ao entregar a carta para Pandora.

Pandora pegou a carta enquanto Sofia era tirada de seus braços e ouviu beijos e múrmuros russos e enquanto lia a carta. O assassino foi para o sofá mais próximo da sala e se sentou lá com sua filha risonha.

- Winston quer nos três no continental..- A morena sorri um pouco..- Mas isso não é perigoso para Sofia?.

- Não, leia o verso da carta.

John pede enquanto ainda dava atenção a sua pequena papaia. Pandora bufa levemente vendo o maior assassino de todos, o próprio bicho-papão, enrolado nos dedos pequenos de sua menininha. A morena rezava para quando sua tivesse idade o suficiente para namorar um garoto, que ele se pensa antes de fazer qualquer coisa contra ela. John podia estar calmo e dizer palavras suaves e negar que era ciumento, mas ele era.

- O prédio estará em reforma em algumas áreas restritas e, é claro, nenhum negócio deve ser feito dentro das propriedades do continental..- A morena repete enquanto se virava para ele..- Mas isso já aconteceu uma vez.

O assassino não virou o rosto, mas sorriu quando ouviu a acidez sutil. Obviamente ela se referia a Perkins quando ela fez negócios dentro do continental, o gerente cuidou do serviço cancelando as negociações dela. Era sempre emocionante que ela tenta-se esconder os ciúmes em sua voz ou gestos pequenos com as mãos, ou tencionar o maxilar, mas não conseguia perto de seus olhos.

BABA YAGA E A BASTARDA - Plus Size.Onde histórias criam vida. Descubra agora