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Autora on.

Pandora não consegue mais ficar sozinha na rua, ela tem que se juntar ao máxima de pessoas que andavam na mesma direção que ela. Se passaram um mês desde o ocorrido e desde então ela gasta com transporte. Pandora pensou em comprar um carro, mas não havia garagem em seu prédio e havia assaltos quase frequentes de veículos.

Ela não viu mais Viggo, mas também não queria ele poe perto.

O hospital estava cheio devido a um surto de gripe e também devido a muitas cirurgias sendo feitas. Pandora, para passar o tempo, iniciou aulas de pianos, violino, entre outros. Suas aulas eram em seus dias de folga e a ajudavam a relaxar, faziam ela esquecer a solidão que sentia em sua casa vazia.

Aos poucos, sua vida estava se tornando melhor, mas ainda era doloroso com a perda de sua mãe. Pandora continuou a visitar seu túmulo em busca de consolo e passava horas conversando, levando flores novas, velas e oferendas de suas frutas favoritas.

Seu tempo era agendado e estritamente seguido.

Aos domingos e segundas eram suas aulas de piano. As terças e as sextas eram seus plantões e, aos sábados, ela visitava o túmulo de sua mãe e depois ia a igreja conversar com o padre. Era algo que ela seguia obedientemente justamente para esquecer a solidão e o ataque de semanas atrás.

Pandora soube por um amigo que estava sendo difícil de dar os diagnósticos de seus pacientes, pois sempre eram os piores. Ele deu o diagnóstico de sua mãe e deu a uma mulher o diagnóstico de uma doença terminal. Ele diz que o pior foi o olhar do marido para sua esposa e depois para ele. Seu amigo contou que quase parecia sobrenatural.

- Eu sei, mas esse é o nosso trabalho..- Pandora tentou consolar o amigo..- Por exemplo, se eu tivesse um diagnóstico desses, queria que me dissessem. E eu ficaria grata à sua sinceridade, mesmo que eu jogasse uma cadeira em suas costas depois.

Seu amigo deu um sorriso triste ao imaginar ela tendo esse diagnóstico. Era terrivelmente doloroso, mas era a realidade para alguns. Ele não gostou de imaginar isso.

- Nem um jantar antes? E logo joga a cadeira em minhas costas? Que mulher selvagem..- Seu amigo comentou, colocando a mão sobre o peito.

- Me chama de mulher rei..- Pandora estufou o peito e fingiu ajeitar uma coroa imaginaria..- Fui casada com o irmão de guerra de Toruk Makto que lutou contra o povo do céu.

Pandora riu ao ver seu amigo se engasgar com o suco que tomava.

- Avatar?! Sério?..‐ Ele quase gritou enquanto tossia..- E quem séria esse, se não é o Jake Sully?.

- Me julgue à vontade, mas eu prefiro o Tsu'tey. Ele é um guerreiro lindo, forte, fofo e com sotaque. Ah! Aquele lindo sotaque dele me lembra um lindo gato ranzinza que precisa muito ser amado..- Pandora sorriu vendo o choque estampado no rosto dele..- Toda mulher já imaginou ter um parceiro não humano com dois metros de altura, existem até livros!.

- Amiga, quando você achar um homem desses, te dou uma cadeira de rodas de presente..- Ele diz ao pegar sua bebida e a beber..- E me apresenta um amigo dele depois.

Ao se olharem, os dois caíram na risada tanto que outros internos do hospital pediram silêncio. Depois do horário de almoço, ambos foram chamados para atender pacientes, ela foi para um que levou um tiro de raspão no braço.

- Olá, sou a Dra. Fidel..- Pandora falou ao abrir o cortinado.

Estava um homem loiro de olhos azuis sentado na cama e estava acompanhado por outros quatro homens. Ele a encarou com julgamento óbvio em suas feições, ele a lembrava alguém, mas não sabia dizer quem ao certo. Era tenso dentro daquele cubículo, mas ela tentou ser o mais profissional possível quando entrou.

BABA YAGA E A BASTARDA - Plus Size.Onde histórias criam vida. Descubra agora