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Autora on.

O Mustang preto queimava seus pneus ao virar no meio da pista e entrar na entrada de grande galpão. A manhã era meio cinza em algumas partes de Nova York, mas isso não era problema para aquela quadrilha. O galpão ficava exatamente perto da ponte de Manhattan brooklyn bridge. O Mustang acelerou com a música tocando alta em frente da enorme porta metálica.

Iosef se coloca um pouco para fora da janela buzinando e batendo na porta do carro com indagação para a câmera de segurança. E quando foi finalmente reconhecido a porta se abriu e Iosef mostrou seu, agradecimento, mostrando o dedo do meio.

O dono da oficina, Aurélio, estava olhando o motor de outro carro no qual seu funcionário diz estar com problemas, e com os braços cruzados ele olhou para trás para saber quem havia chego. O carro ainda com a música alta parou no meio da oficina e assim que Iosef saiu do carro desligou a música.

- Acho que vou ficar com essa belezinha..- Iosef diz em russo.

Aurélio havia se virado para terminar de beber o seu café no copo de isopor. E ao se virar novamente sentiu seu corpo gelar ao reconhecer o carro, ele sabia muito bem de quem pertencia, e se perguntou do porquê Iosef estar com aquele carro. Deixando o copo em sua mesinha ele se virou. Iosef esbanjava um enorme sorriso quando o avistou.

- Aí, Aurélio.

Naquele momento o dono da oficina andou até a gangue com seriedade.

- Quero número de chassis novo e documentos quentes..- O loiro ordena ainda em êxtase de sua "conquista".

Aurélio não queria acreditar, mas estava bem diante de seus olhos, era o carro de John Wick sem sombra de dúvidas e aquilo o preocupou.

- Onde conseguiu esse carro?..- Aurélio o pergunta diretamente.

                            .~🥀~.

John abriu a porta que dava para sua garagem e viu o taco de beisebol metálico cravado no para-brisa do carro de sua falecida esposa, que estava com as janelas quebradas e o seu Mustang havia sumido. O homem entrou novamente para dentro de casa colocando seu jeans, suas botas e jaquetas. John não se importou de trocar a camisa suja de sangue.

Saindo de sua casa ele andou para o ponto de ônibus mais próximo de lá e esperou por um ônibus exato que passava em frente de uma oficina conhecida por si.

Quando o ônibus apareceu ele entrou sentindo o olhar das pessoas sobre si, mas ele não se importava. Ele não se sentou nos bancos do ônibus, ele queria ir em pé e assim ele foi. Sua viagem durou quase uma hora até que ele avistou o ponto de descida e apertou o botão para parar, ele desceu com passos lentos.

Olhando ao redor nas pistas ele começou a andar em direção da grande oficina do Aurélio. John não precisou de palavras para ser reconhecido quando chegou na porta de entrada, a porta foi aberta e ninguém se atreveu a ficar no caminho. John conhecia o local e por isso entrou indo diretamente para o dono de lá, passando por uma cortina de plástico, muitos que estavam trabalhando pararam o que estava fazendo quando viram o Sr.Wick andar por ali.

John avistou Aurélio esperando por ele sentado em uma cadeira de metal com uma bebida e dois copos de vidro com suporte metálico embaixo para grudar no carro que estava sendo usado como mesa temporária. Aurélio bebeu o seu copo quando John se aproximou mais ainda e logo se sentou. E com um suspiro cansado perguntou ao dono do local.

BABA YAGA E A BASTARDA - Plus Size.Onde histórias criam vida. Descubra agora