Laura
Nós nos aproximamos da recepção que fica na entrada do prédio, perto do elevador. Atrás do balcão estava uma jovem mulher ruiva, que digitava alguma coisa no computador.
— Com licença, bom dia. — Digo dando um sorriso sem mostrar os dentes.
— Bom dia. — Ela disse dando um sorriso singelo. — Em que posso ajudar? — Perguntou nos olhando atentamente.
— E que temos um compromisso marcado com o Senhor Richard. — Respondo ajeitando a alça da minha bolsa.
— Ok, só um minuto, por favor. — Ela pediu, mexendo no computador. — Ok, a senhora e a Laura Campos Valente? — Perguntou.
— Sim, sou eu. — Confirmo.
— Ok, pode subir. O senhor Montenegro está na sala de reunião, não se preocupe a secretária dele, vai direcionar vocês ao lugar. — Ela explicou atenciosa.
— Certo, obrigada. — Agradeço indo em direção ao elevador, sendo seguida pela Dayane que estava em silêncio. — O que aconteceu? — Pergunto para a mesma.
— Nada de mais e que eu não sei como encarar ele, afinal, parte do que aconteceu foi minha culpa por depois de ter descoberto não ter voltado. — Ela disse em baixo tom de voz, indicando que estava com vergonha.
— Dayane, o passado não pode ser mudado, mas o presente molda o nosso futuro. Então, não seja covarde e enfrente seus erros. — Digo séria, enquanto cruzo os braços.
Se tem algo que aprendi, com meu Pai nesses dias e que não adianta nada eu fugir dos meus problemas e medos, devo enfrentar cada um. Só assim posso ter uma vida digna e que o honre.
— Tem razão, sabe Laura. Durante esses anos que estive longe, fiquei repensando que tudo seria diferente se eu tivesse sido mais madura, só que não tem como. Eu era jovem e imatura, tive meu coração despedaçado e só queria esquecer toda essa dor. — Dayane disse pensativa, com certeza lembrando de seu passado misterioso.
— Agora, você já está mais velha e madura, uma hora perfeita para colocar tudo no seu devido lugar. — Respondo dando um sorriso sem mostrar os dentes.
— Mas, tenho medo do Richard não me amar mais como antes. — Ela comentou com a voz embargada.
Dayane, na verdade, não está nada bem. Depois de ontem, do que aconteceu, ainda sim, vir enfrentar seu erro e disposta a consertar. Sua atitude realmente é de uma verdadeira mulher de caráter.
— Vai dar tudo certo, tenho certeza que ele ainda te ama. Eu vi, a forma carinhosa que ele te tratou ontem. — Digo confiante.
Sou meio lerda para algumas coisas relacionadas a mim, mas sou bem observadora com as pessoas que estão ao meu redor. Talvez, eu seria uma ótima, detetive.
— Obrigada pelo apoio e por tudo o que fez por mim, Laura. — Dayane diz agradecendo com um largo sorriso, enquanto saímos do elevador.
— Que isso Day. Amigas são para essas coisas. — Digo sorrindo.
Algo que a minha mãe me ensinou com ações e palavras foi sobre sermos aquelas pessoas que queríamos que os outros fosse para nós. Se queremos que uma pessoa seja gentil, seja esse tipo de pessoa primeiro. Às vezes é um pouco frustrante por não vermos logo o resultado, mas quando menos esperamos, somos surpreendidos por boas ações também.
Dayane estava nervosa parada em frente a sala do senhor Richard, seguro sua mão direita e abro a porta, puxando levemente a mesma para dentro.
Richard estava sentando enquanto olhava alguns papéis que estava segurando com a mão esquerda e a outra estava apoiando sua cabeça.
— Senhor Richard? — Chamo o mesmo que levanta a cabeça e foca seus olhos em uma Dayane tímida. — Parece que se eu ficar vou ser vela e melhor ir até o André. — Murmuro comigo mesma.
Depois de alguns minutos, Richard se levanta e caminha apressadamente em direção a Dayane, assim que chega na mesma a abraça de forma carinhosa e protetora. Ela começou a chorar enquanto se aconchegada em seus braços.
— Pessoal, vou ir assinar o contrato com o André, levem o tempo que precisa. — Digo sem graça por ter visto um momento tão especial do casal.
— Ok, depois a gente conversa sobre os novos projetos. — Richard disse se despedindo.
— Certo. — Digo saindo e indo em direção a sala do André.
Tenho certeza que depois de hoje, esses dois se acertam, penso sorrindo.
— Cheguei para alegrar seu diaaa! — Digo com um largo sorriso, após abrir a porta da sala.
— Sério? Não sabia. — Ele disse sendo sarcástico.
— Quem ver assim, até pensa que você não gosta de mim. Isso magoa, sabia? — Comento irônica me jogando no pequeno sofá marrom que tem em sua sala.
— Brincadeira, você sabe que é minha única e melhor amiga. — André disse dando um pequeno sorriso.
— Deixa só a Ester te ouvir dizer isso, ela vai pensar que você está querendo me roubar dela. — Comento divertida.
— Quem disse que eu já não consegui? — Ele perguntou confiante, dando um sorriso largo.
— Eu disse. — Digo dando um pequeno sorriso, o desafiando. — Mas, enfim. Agora é sério. Vim aqui para assinar o contrato com você. — Explico.
— Certo, deixa só eu ir levar esses documentos para o Richard assinar. — André disse se levantando da cadeira.
— Então, penso que não seja um bom momento para você ir lá, agora. — Comento duvidosa.
— Por quê? — Ele perguntou sem entender.
— Porque o senhor Richard e Dayane estão conversando nesse exato momento. — Respondo com um sorriso pequeno.
— Já estava na hora, não aguentava mais as lamúrias dele e suas altas demandas para o trabalho. — André confessou, voltando a se sentar na cadeira. Rio do mesmo, enquanto me levanto e vou até à cafeteira e coloco um pouco de café para mim.
— Vai querer um pouco? E por que tem uma cafeteria em sua sala? — Pergunto sem entender, depositando a pequena xícara cheia de café, sobre a mesa de madeira.
— Talvez porque esse seu amigo aqui, seja um apaixonado por cafeína? — Ele respondeu cruzando os braços. — E você ainda pergunta se macaco quer banana. — Ele disse irônico.
— Cara, ainda me pergunto de onde você tira essas suas falas hilárias. — Comento colocando café na outra xícara.
— E a dona Joana que vive dizendo isso. — Ele respondeu enquanto imprimia alguns papéis pela impressora.
— Agora faz sentindo. — Respondo pegando às duas xícaras e caminho com cuidado em sua direção.
— Obrigado. — André disse pegando a xícara que estendi em sua frente.
— De nada. — Respondo me sentando na cadeira, em seguida, tomo um gole do meu café.
— Aqui está o contrato para ser assinado. — Ele disse colocando o papel em minha frente com uma caneta azul.
— Hum? Você sabe que esse contrato e de parceria e não de empregabilidade, certo? — Pergunto para ter certeza.
— Sei, você foi bem clara a respeito disso. Fique a vontade para dar uma lida nele por completo. — Ele disse sério.
— Ok. — Digo concordando, começo a ler o mesmo, linha por linha.
Depois de rever algumas cláusulas e tirar minhas dúvidas, assino o contrato me tornando oficialmente parceira da empresa Montenegro. Agora, vou ter que ir interromper o mais novo, quer dizer antigo casal. Talvez, eu deveria investir na profissão de casamenteira, durante esse período está tudo dando certo. Já tenho duas profissões a vista, caso meu trabalho com marketing e fotografia não der resultado.
Finalmente eu consegui finalizar esse capítulo, tantas coisas acontecendo mais enfim. Espero que vocês gostem, até o próximo.
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Meu Segundo Amor
RomantikLaura Campos é uma jovem guerreira e de personalidade forte, que não suporta injustiça e está sempre disposta a ajudar a todos. Desde pequena foi ensinada por sua mãe a depositar sua confiança e esperança no Senhor... Mas, o que acontecerá quando aq...
