16 - Capítulos ( Revisado)

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                               Laura

Nós nos aproximamos da recepção que fica na entrada do prédio, perto do elevador. Atrás do balcão estava uma jovem mulher ruiva, que digitava alguma coisa no computador.

— Com licença, bom dia. — Digo dando um sorriso sem mostrar os dentes.

— Bom dia. — Ela disse dando um sorriso singelo. — Em que posso ajudar? — Perguntou nos olhando atentamente.

— E que temos um compromisso marcado com o Senhor Richard. — Respondo ajeitando a alça da minha bolsa.

— Ok, só um minuto, por favor. — Ela pediu, mexendo no computador. — Ok, a senhora e a Laura Campos Valente? — Perguntou.

— Sim, sou eu. — Confirmo.

— Ok, pode subir. O senhor Montenegro está na sala de reunião, não se preocupe a secretária dele, vai direcionar vocês ao lugar. — Ela explicou atenciosa.

— Certo, obrigada. — Agradeço indo em direção ao elevador, sendo seguida pela Dayane que estava em silêncio. — O que aconteceu? — Pergunto para a mesma.

— Nada de mais e que eu não sei como encarar ele, afinal, parte do que aconteceu foi minha culpa por depois de ter descoberto não ter voltado. — Ela disse em baixo tom de voz, indicando que estava com vergonha.

— Dayane, o passado não pode ser mudado, mas o presente molda o nosso futuro. Então, não seja covarde e enfrente seus erros. — Digo séria, enquanto cruzo os braços.

Se tem algo que aprendi, com meu Pai nesses dias e que não adianta nada eu fugir dos meus problemas e medos, devo enfrentar cada um. Só assim posso ter uma vida digna e que o honre.

— Tem razão, sabe Laura. Durante esses anos que estive longe, fiquei repensando que tudo seria diferente se eu tivesse sido mais madura, só que não tem como. Eu era jovem e imatura, tive meu coração despedaçado e só queria esquecer toda essa dor. — Dayane disse pensativa, com certeza lembrando de seu passado misterioso.

— Agora, você já está mais velha e madura, uma hora perfeita para colocar tudo no seu devido lugar. — Respondo dando um sorriso sem mostrar os dentes.

— Mas, tenho medo do Richard não me amar mais como antes. — Ela comentou com a voz embargada.

Dayane, na verdade, não está nada bem. Depois de ontem, do que aconteceu, ainda sim, vir enfrentar seu erro e disposta a consertar. Sua atitude realmente é de uma verdadeira mulher de caráter.

— Vai dar tudo certo, tenho certeza que ele ainda te ama. Eu vi, a forma carinhosa que ele te tratou ontem. — Digo confiante.

Sou meio lerda para algumas coisas relacionadas a mim, mas sou bem observadora com as pessoas que estão ao meu redor. Talvez, eu seria uma ótima, detetive.

— Obrigada pelo apoio e por tudo o que fez por mim, Laura. — Dayane diz agradecendo com um largo sorriso, enquanto saímos do elevador.

— Que isso Day. Amigas são para essas coisas. — Digo sorrindo.

Algo que a minha mãe me ensinou com ações e palavras foi sobre sermos aquelas pessoas que queríamos que os outros fosse para nós. Se queremos que uma pessoa seja gentil, seja esse tipo de pessoa primeiro. Às vezes é um pouco frustrante por não vermos logo o resultado, mas quando menos esperamos, somos surpreendidos por boas ações também.

Dayane estava nervosa parada em frente a sala do senhor Richard, seguro sua mão direita e abro a porta, puxando levemente a mesma para dentro.

Richard estava sentando enquanto olhava alguns papéis que estava segurando com a mão esquerda e a outra estava apoiando sua cabeça.

— Senhor Richard? — Chamo o mesmo que levanta a cabeça e foca seus olhos em uma Dayane tímida. — Parece que se eu ficar vou ser vela e melhor ir até o André. — Murmuro comigo mesma.

Depois de alguns minutos, Richard se levanta e caminha apressadamente em direção a Dayane, assim que chega na mesma a abraça de forma carinhosa e protetora. Ela começou a chorar enquanto se aconchegada em seus braços.

— Pessoal, vou ir assinar o contrato com o André, levem o tempo que precisa. — Digo sem graça por ter visto um momento tão especial do casal.

— Ok, depois a gente conversa sobre os novos projetos. — Richard disse se despedindo.

— Certo. — Digo saindo e indo em direção a sala do André.

Tenho certeza que depois de hoje, esses dois se acertam, penso sorrindo.

— Cheguei para alegrar seu diaaa! — Digo com um largo sorriso, após abrir a porta da sala.

— Sério? Não sabia. — Ele disse sendo sarcástico.

— Quem ver assim, até pensa que você não gosta de mim. Isso magoa, sabia? — Comento irônica me jogando no pequeno sofá marrom que tem em sua sala.

— Brincadeira, você sabe que é minha única e melhor amiga. — André disse dando um pequeno sorriso.

— Deixa só a Ester te ouvir dizer isso, ela vai pensar que você está querendo me roubar dela. — Comento divertida.

— Quem disse que eu já não consegui? — Ele perguntou confiante, dando um sorriso largo.

— Eu disse. — Digo dando um pequeno sorriso, o desafiando. — Mas, enfim. Agora é sério. Vim aqui para assinar o contrato com você. — Explico.

— Certo, deixa só eu ir levar esses documentos para o Richard assinar. — André disse se levantando da cadeira.

— Então, penso que não seja um bom momento para você ir lá, agora. — Comento duvidosa.

— Por quê? — Ele perguntou sem entender.

— Porque o senhor Richard e Dayane estão conversando nesse exato momento. — Respondo com um sorriso pequeno.

— Já estava na hora, não aguentava mais as lamúrias dele e suas altas demandas para o trabalho. — André confessou, voltando a se sentar na cadeira. Rio do mesmo, enquanto me levanto e vou até à cafeteira e coloco um pouco de café para mim.

— Vai querer um pouco? E por que tem uma cafeteria em sua sala? — Pergunto sem entender, depositando a pequena xícara cheia de café, sobre a mesa de madeira.

— Talvez porque esse seu amigo aqui, seja um apaixonado por cafeína? — Ele respondeu cruzando os braços. — E você ainda pergunta se macaco quer banana. — Ele disse irônico.

— Cara, ainda me pergunto de onde você tira essas suas falas hilárias. — Comento colocando café na outra xícara.

— E a dona Joana que vive dizendo isso. — Ele respondeu enquanto imprimia alguns papéis pela impressora.

— Agora faz sentindo. — Respondo pegando às duas xícaras e caminho com cuidado em sua direção.

— Obrigado. — André disse pegando a xícara que estendi em sua frente.

— De nada. — Respondo me sentando na cadeira, em seguida, tomo um gole do meu café.

— Aqui está o contrato para ser assinado. — Ele disse colocando o papel em minha frente com uma caneta azul.

— Hum? Você sabe que esse contrato e de parceria e não de empregabilidade, certo? — Pergunto para ter certeza.

— Sei, você foi bem clara a respeito disso. Fique a vontade para dar uma lida nele por completo. — Ele disse sério.

— Ok. — Digo concordando, começo a ler o mesmo, linha por linha.

Depois de rever algumas cláusulas e tirar minhas dúvidas, assino o contrato me tornando oficialmente parceira da empresa Montenegro. Agora, vou ter que ir interromper o mais novo, quer dizer antigo casal. Talvez, eu deveria investir na profissão de casamenteira, durante esse período está tudo dando certo. Já tenho duas profissões a vista, caso meu trabalho com marketing e fotografia não der resultado.





Finalmente eu consegui finalizar esse capítulo, tantas coisas acontecendo mais enfim. Espero que vocês gostem, até o próximo.

Meu Segundo Amor Histórias para pegar e não largar. Descubra agora