Laura
A vista do andar de cima do prédio é linda. Os céus, em um tom laranja misturado com azul-claro, parecem uma obra de arte pintada em pleno resplendor por um pintor excelente.
Caminho até a mesa, pego todos os meus pertences pessoais e os coloco dentro da bolsa. Batidas ressoam na porta e, logo em seguida, uma Dayane animada aparece.
— Eu vim perguntar se você quer uma carona para casa? — ela perguntou, se aproximando.
— Não precisa, o Kayo vai vir me buscar — respondo com um sorriso largo.
— Certo. Qualquer coisa que precisar, é só chamar. E vê se não esquece que marcamos de sair no sábado em casal — Dayane avisa.
— Sim, não vou perder por nada — digo, dando uma piscadinha. — Ei, até agora eu não sei como foi que vocês reataram e tal... O que foi que o Richard fez? — comento, curiosa, e ela fica corada.
— Na verdade, não foi algo tão empolgante assim. Foi simples. Conversamos sobre tudo o que aconteceu. Pedi perdão a ele por ter acreditado naquela descarada que eu tinha como amiga de infância, com quem eu dividia quase tudo. Richard me contou que ficou muito magoado, mas que, mesmo assim, me perdoava porque me amava muito. E assim, voltamos — disse Dayane, emocionada, com os olhos brilhando de felicidade.
Seguro suas mãos e as aperto levemente.
— Fico tão feliz por saber disso, Day. Eu disse que ele te amava, e é verdade. Apesar de eu não ser muito experiente em questões amorosas, sei de uma coisa: que o amor é diferente da paixão. É sobre construir uma vida de companheirismo e confiança um com o outro. Por isso, agora não deixe ninguém abalar vocês — aconselho com carinho.
— Sim, vou cuidar do que estamos construindo — ela afirmou com um leve sorriso.
Nos despedimos e sigo para o andar de baixo da empresa. Kayo já estava me esperando em seu carro. Aceno um “tchau” para a moça da recepção e caminho em direção a ele, que estava distraído mexendo no celular.
— Oi — digo, abrindo um sorriso tímido.
— Oi — ele responde sorrindo, guardando o celular no bolso. Em seguida, me abraça. Fico sem reação por um tempo, até que retribuo. — Senti sua falta — sussurra, fazendo meus pelos se arrepiarem e o coração pulsar com mais intensidade.
— Eu também — respondo em baixo tom, desfazendo o abraço.
Se controla, Laura. Você já está namorando ele. Não tem por que ainda ter esse tipo de reação.
— Vamos? — ele questiona, abrindo a porta do carro.
— Sim — concordo, entrando no veículo. Ele fecha a porta. — Vamos para casa agora? — pergunto, enquanto coloco o cinto de segurança.
— Estive pensando que a gente podia aproveitar e ir a uma cafeteria. O que você acha? — ele diz, pensativo.
— Por mim, tudo bem — respondo, sorrindo.
Kayo dá a partida no carro e seguimos em direção a alguma cafeteria mais próxima. Enquanto isso, respondo algumas mensagens de Ester e Dassa, que estão perguntando sobre as programações da igreja.
— Lembrei de uma padaria que é muito boa. O nome é Colonial. Vai demorar um pouco para chegar lá, mas vale a pena — Kayo comenta, quebrando o silêncio.
— Agora fiquei curiosa — comento com um sorriso pequeno.
Dassa mandou no grupo das meninas três fotos que tiramos ontem no pedido de namoro. Então, meu celular se enche de mensagens de comemoração de Ester e Débora.
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Meu Segundo Amor
RomanceLaura Campos é uma jovem guerreira e de personalidade forte, que não suporta injustiça e está sempre disposta a ajudar a todos. Desde pequena foi ensinada por sua mãe a depositar sua confiança e esperança no Senhor... Mas, o que acontecerá quando aq...
