Capítulo Vinte e quatro

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Regresso a casa
Ana


Minha cabeça pesa toneladas.

E a gritaria não ajuda.

—Você está fora da porra da sua mente! Você sabia disso? Você não poderia ter esperado como eu pedi? Nããão.Isso soa como Ethan.

—Você acha que você poderia esperar se fosse Mia?

Eu conheço essa voz.

Meu corpo se quebra em arrepios e eu me enterro ainda mais nas cobertas de minha cama, ouvindo.

Silêncio, então. —Sim. Isso é o que eu pensava. Já faz muito tempo. Não poderia esperar. Pausa, então. — Não podia.

Ethan late uma risada sem graça. —Yeah, você fez bem real, amigo. Sua menina apenas desmaiou em um cemitério! Ele bate — Bravo.

Silêncio.

Um longo silêncio.

Ele diz baixinho: —Eu simplesmente não podia esperar para vê-la, homem. Ela é tudo que eu penso.

Meu coração bate.

Ele soa tão abatido. Há tantas coisas que eu preciso perguntar. Eu preciso de respostas. Estou confusa e ainda muito em luto por ele, mesmo que ele esteja aqui.

Minha mente está em outro lugar. Deixou o prédio. Saiu.

Lentamente, eu saio da cama sem fazer barulho e rastejo pelo corredor. Quando eu chego lá, eu ouço Grey perguntar: —Onde está Mia?

Ethan responde em uma expiração. — Ela não queria vir.

Uau. Isso dói.

Eu amo Mia.

Ele acrescenta: —Muito difícil, cara. Ela não podia dizer adeus novamente. A fodeu na última vez. Chorou por semanas.

Merda. Isso dói ainda mais. Mas eu entendo. Eu era a mesma.

Grey grita: — Eu sei que você está aí, baby.

Fracassada.

Meu coração palpita. Estou preocupada. E nervosa.

Ele diz baixinho: —Tome o seu tempo, princesa. Eu sei que isso não é fácil.

Agarrando no canto da parede, eu fecho meus olhos, e engulo em seco. Dando-me uma conversa de vitalidade interna, arrumo-me e saio para-cozinha-sala estar-sala de jantar.

O Quê? Meu apartamento é pequeno, está bem?

Meu coração para na visão dele.

Ele é real.

E ferido.

Sentado no meu sofá de segunda mão ruim, ele chega para a sua direita, para sua bengala e se levanta, sorrindo suavemente.

Meu estômago revira.

Eu perdi aquele sorriso. Eu via esse sorriso nos meus sonhos todas às noites, durante seis meses.

Eu pensei que o sorriso estivesse morto.

Meu corpo treme. Completamente dominado, eu cubro o rosto com as mãos e começo a chorar. Grey se move para vir a mim, mas o Ethan lhe bate com. —Não se preocupe, cara. Eu a peguei.

Ethan envolve um braço em volta da minha cintura e me mantém estável, enquanto eu choro. Enxugando minhas lágrimas com as mãos trêmulas, eu olho para Grey. Minha respiração engata. —Eu pensei que nunca fosse vê-lo
novamente.

A cativaOnde histórias criam vida. Descubra agora