Introdução

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   "Num mundo onde a magia permeia cada folha, cada gota de chuva e cada sopro de vento, histórias antigas e destinos esquecidos aguardam para serem desvendados. Este é o reino de Draugrfe - O lugar dos mortos-vivos, um lugar onde o ordinário e o extraordinário coexistem em uma dança eterna.
     Draugrfe é uma terra de contrastes morbidos:  É um reino moldado tanto pela beleza quanto pelo perigo, onde cada passo pode levar a uma nova descoberta ou a um perigo mortal."

  "O Lugar dos Mortos-vivos"  é assim que a minha terra era chamada, em partes eles estavam certos mas só em partes....
 
  Era difícil de ter uma boa impressão de uma terra que só vivia em guerra, mas é a tradição... Nem mesmo as crianças e as mulheres escaparam dessa triste realidade, somos mandadas para o acampamento de guerra sem um pingo de dó.
 

      Bom era assim no começo...

  Com o tempo essas "leis/obrigações" mudaram, agora meninas e meninos com 10 anos eram mandados para o acampamento para treinarem, cada um deles tem seu grupo de guerreiros, chamamos  esses pequenos grupos de legiões, haviam cerca de dez guerreiros nesse pequeno grupo - ou menos- , os acampamento em si eram divididos por seus respectivos deuses. São ao todo 7 legiões, todos com suas leis, culturas e tradições.

   A primeira legião, conhecida como a Legião de Yggdrasil, venerava o Deus da Vida e da Natureza. Eles eram especialistas em herborismo e tinham um conhecimento profundo sobre os segredos da floresta.
 

  A segunda legião, a Legião de Skadi, honrava a Deusa da Caça e do Inverno. Eram caçadores habilidosos e sobreviventes natos, capazes de enfrentar os ambientes mais hostis.
 

  A terceira, a Legião de Loki, reverenciava o Deus da Trapaça e da Mudança. Estes guerreiros eram mestres do engano e da astúcia, usando sua inteligência para vencer batalhas antes mesmo de começarem.    
 

   A quarta legião, a Legião de Freyja, adorava a Deusa do Amor e da Guerra. Eles equilibravam graça e ferocidade, sendo tão hábeis nas artes da sedução quanto nas artes da guerra.
 

   A quinta legião, a Legião de Thor, era devota do Deus do Trovão. Conhecidos por sua força bruta e coragem inabalável, eram a linha de frente em qualquer batalha.
 
  A sexta legião, a Legião de Hel, seguia a Deusa da Morte e do Submundo. Eram silenciosos, letais e especialistas em ataques furtivos.
 
  Por fim, a sétima legião, a Legião de Odin, prestava homenagem ao Pai de Todos. Estes guerreiros eram os estrategistas, sábios e líderes natos, combinando o conhecimento de todas as outras legiões para garantir a vitória.

    No acampamento, a vida era dura, mas cada criança aprendia a respeitar e compreender o poder que a rodeava. A magia de Draugrfe não era apenas uma ferramenta de guerra, mas uma parte integral de suas vidas, entrelaçando-se com cada aspecto de sua existência. Ao final de seu treinamento, esses jovens guerreiros estavam prontos para enfrentar os desafios do mundo, carregando consigo não apenas as habilidades de combate, mas também a sabedoria e os segredos de sua legião.

   Acima de tudo, um lugar de renascimento e transformação, onde cada alma tinha a chance de se forjar em algo grandioso. No lugar dos mortos-vivos, cada passo podia levar a uma nova descoberta ou a um perigo mortal, mas também a uma oportunidade de crescimento e redenção.

   Conforme os jovens guerreiros progrediam em seus treinamentos, cada legião cultivava um senso profundo de identidade e propósito. As lendas dos antigos heróis e das façanhas passadas eram contadas ao redor das fogueiras, inspirando as novas gerações a buscar a grandeza. A cada rito de passagem, os acampamentos vibravam com a energia dos deuses e a magia que permeava a terra de Draugrfe.

   Para os jovens, a transição da infância para a vida de guerreiro era marcada por desafios que testavam suas habilidades, coragem e lealdade. O primeiro grande desafio era a Prova das Sombras, um ritual que exigia que cada iniciante navegasse sozinho pelas Florestas Sussurrantes. Essas florestas eram notórias por sua capacidade de confundir os sentidos e trazer à tona os medos mais profundos. Somente aqueles que emergiam com suas mentes intactas e seus espíritos indomáveis eram considerados verdadeiros guerreiros de Draugrfe.

   Ao longo dos anos, as legiões se tornaram mais do que simples agrupamentos militares; elas eram verdadeiras famílias. Cada membro aprendia a confiar nos outros de maneira incondicional, pois sabiam que suas vidas dependiam dessa coesão. Os líderes das legiões, geralmente os guerreiros mais experientes e sábios, eram figuras de respeito e autoridade, guiando seus companheiros com uma mão firme e um coração compassivo.

   Mas nem tudo era treino e batalha. As legiões também celebravam festivais e rituais que honravam seus deuses e ancestrais. O Festival da Colheita, por exemplo, era uma ocasião em que todas as legiões se reuniam para celebrar as dádivas da terra. Durante uma semana, eles compartilhavam histórias, danças e banquetes, fortalecendo os laços que os uniam.

   Entretanto, o equilíbrio frágil de Draugrfe estava sempre sob ameaça. Forças obscuras, tanto internas quanto externas, cobiçavam o poder e a magia da terra. Invasores de reinos distantes, criaturas das trevas e traidores dentro das próprias fileiras das legiões eram perigos constantes. Por isso, cada guerreiro aprendia a estar sempre vigilante, pronto para defender seu lar a qualquer custo.

   Perséfone, um nome tão belo e delicado em meio esse caos, essa era eu... Nascida e criada entre as legiões e entre as guerras.

 Nascida e criada entre as legiões e entre as guerras

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