Capítulo 6

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Capítulo 6: A Espionagem e a Decisão de Caim

Após o tumulto na sala de banquetes, Caim se retirou para seus aposentos, mas a inquietação não o deixava. Precisava de uma avaliação precisa da ameaça templários para tomar decisões informadas. Chamou seu amigo e conselheiro mais próximo, Dimitri, um homem leal e corajoso que servira ao lado de Caim em muitas batalhas.

— Dimitri, precisamos ver com nossos próprios olhos o que estamos enfrentando — disse Caim, sua voz carregada de determinação.

Dimitri assentiu, compreendendo a gravidade da situação. Sem perder tempo, os dois montaram em seus cavalos e partiram sob a cobertura da noite. Galoparam através das florestas e colinas, suas figuras escuras movendo-se com destreza pelas sombras.

À medida que se aproximavam do acampamento paladino, a magnitude do exército inimigo tornou-se evidente. Do alto de uma colina, podiam ver tendas espalhadas até onde a vista alcançava, fogueiras acesas em preparação para a noite. O acampamento parecia uma cidade em si, uma força esmagadora que poderia facilmente engolir seu pequeno reino.

— Pelo amor de Deus, Caim... — murmurou Dimitri, o horror evidente em sua voz. — São muitos. Há pelo menos cem mil homens ali.

Caim observou o acampamento por alguns momentos, o rosto endurecido. Finalmente, ele virou-se para Dimitri.

— Chega — disse Caim, subindo de volta em seu cavalo. — Vamos descer.

Dimitri olhou para ele, surpreso e preocupado.

— O que você vai fazer, Caim? — perguntou, a urgência na voz.

— Negociar — respondeu Caim, a resolução clara em seus olhos.

— Negociar? Com esses monstros? — Dimitri tentou agarrar o braço de Caim, tentando dissuadi-lo. — Eles não vão ouvir razão, só querem nos destruir!

Caim ignorou a preocupação de Dimitri, soltando-se de seu aperto e cavalgando em direção ao acampamento paladino. Determinado a proteger seu povo, ele estava disposto a enfrentar qualquer coisa, mesmo que isso significasse arriscar sua própria vida.

Vendo que Caim não seria dissuadido, Dimitri montou em seu cavalo e galopou atrás dele, o coração apertado de medo pelo amigo. Aproximaram-se lentamente do acampamento, sinalizando paz com as mãos erguidas. Os guardas Paladinos logo os avistaram, levantando armas e chamando reforços.

— Quem ousa se aproximar do acampamento do Grão Mestre? — gritou um dos guardas, a voz ressoando no ar frio da noite.

— Sou Caim III, Príncipe da River of Souls, e venho negociar — respondeu Caim, sua voz firme e clara.

Os guardas, embora desconfiados, levaram Caim e Dimitri para dentro do acampamento, onde foram conduzidos através de fileiras intermináveis de soldados. Cada passo reforçava a magnitude da ameaça que enfrentavam, magos, cruzados, guerreiros e elfos como arqueiros. Finalmente, chegaram à tenda central, onde o comandante paladino, um homem de semblante duro e olhar penetrante, os aguardava.

— Então, o famoso Caim, o Flagelo , vem até nós — disse o comandante, uma pitada de sarcasmo na voz. — O que pode oferecer que nos faça poupar seu reino?

Caim respirou fundo, sentindo o peso de seu próximo movimento.

— Vim para discutir termos que possam evitar um massacre. Nem todos os conflitos precisam terminar em sangue — disse ele, sua voz ressoando com uma autoridade tranquila.

Dimitri, ao lado de Caim, observava em silêncio, a tensão crescendo a cada momento. Ele sabia que seu amigo estava andando na linha tênue entre diplomacia e desespero, e qualquer erro poderia ser fatal.

A noite estava apenas começando, e as negociações que se seguiriam seriam cruciais. Caim estava disposto a fazer qualquer coisa para proteger seu povo, mesmo que isso significasse confrontar diretamente seus inimigos em busca de uma solução. O destino de seu reino pendia por um fio, e ele sabia que o próximo movimento poderia decidir tudo.

Caim: Coração Das TrevasOnde histórias criam vida. Descubra agora