Cap 6

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Lauren Jauregui M

-Linda. Verônica, a mulher é absurdamente linda.-Eu falava no dia seguinte para minha amiga que ainda estava incrédula.

-Você falando assim, me deu até vontade de me endividar também..-Verônica falou rindo.-Agora deixa eu ver se eu entendi.. você falou tanto dinheiro apenas para conversar? Lauren, você está louca.

-Eu apenas sentia que precisava a ver.. e a grande merda, é que sinto que preciso a ver de novo.-Falei respirando fundo.-Eu não sei.. ela tem alguma coisa.. que me puxa, não é loucura, Verônica.. eu simplesmente fico atraída, mais ao mesmo tempo não queria que ela pensasse que eu só queria transar.... Eu nunca me envolvi com prostitutas. Nunca paguei para ter uma mulher..

-Ainda acho que você está ficando louca.-Ela falou negando com a cabeça.-Sinceramente sua mãe lhe falaria muito que você está sendo irresponsável, em fazer tamanha dívida quando seu pai tá desempregado.. e então, depois ela te mataria.

-Minha mãe não pode saber que vi Karla, Verônica. Na verdade, já notei que minha mãe sequer gosta do fato de já ter ido naquele cabaré.-Falei, ela assentiu dando de ombros.-Karla será meu segredo.

..

Já era 21:00 da noite quando eu pisava no acelerador do meu carro, ouvindo o pneu chiar com o barulho alto.

O lugar estava cheio, com pessoas que eu conhecia e que geralmente se reuniam apenas pra fumar, beber e trocar assuntos aleatório. Isso quando o grupo de Brian não aparecia, oferecendo o mundo para que disputassem com ele, crendo que continuaria a vender todo mundo na cidade.

E como de costume, vi o homem se aproximar com seus amigos e algumas garotas que costumavam estar junto. Ele me encarou com um sorriso e se aproximou, respirei fundo quando desci do meu carro, bebendo um pouco de minha cerveja e notando o olhar de Verônica sobre mim, pedindo calma pra que aquilo não se acabasse em confusão.

-Jauregui. Bom que esteja assim, tempo tá bom pra uma disputa.-Ele falou com um sorriso, cerrei os olhos virando um pouco a cabeça pra encarar o homem.

-Já percebeu como ninguém nunca lhe quer aqui?-Perguntei cruzando os braços, já que estava encostada em meu carro.

-Não seja assim Jauregui. Todos somos amigos, você quem não aceita isso.-Ele falou com um sorriso de lado, dando de ombros.

-Me dê sua proposta.-Falei pegando o cigarro da mão de Verônica para tragar uma vez, vendo ela surpresa por ceder a vontade de Brian, que era competir comigo.

-Boa Jauregui.. ceder uma vez, não faz mal.-Ele falou sorrindo e pondo a mão no meu ombro.-2 mil dólares se você vencer.. agora se eu vencer, irá parar de ficar brincando com seu carro por aqui. Irá ceder esse espaço pra nós.. eu sei que o velho lá que morreu, tinha deixado essa área pra você.

Ele se referia ao antigo dono da oficina a qual trabalhava.

-E acha essa troca justa ? Isso aqui é um espaço bem grande, não acha ?-Perguntei dando de ombros, vendo ele erguer a sobrancelha.-Não sou burra.. 15 mil se eu vender.

-É muito esperta.-Ele falou sorrindo.

-Vamos lá, não quer tanto ser humilhado ? Se eu vencer, você abre seu banco e me transfere 15 mil, se você vencer, fique com o espaço.-Falei dando de ombros.

-Combinado.-Ele falou, encarei Verônica devolvendo seu cigarro, vendo ela erguer a sobrancelha pra mim.-20 minutos Jauregui.

O espaço tinha sido dado pra mim quando o senhor morreu,e não era nada demais, apenas um terreno não tão grande, que eu havia ajeitado pra correr de vez em quando com o meu carro.

Querendo ou não, simples ou não, havia sido dado com carinho, eu sentiria a perda daquele lugar.

Mais ao mesmo tempo, a entrada de 15 mil reais no meu bolso, faria total diferença até mesmo para minha família. Principalmente para eles.

-Tem certeza disso?-Veronica perguntou me encarando, assenti.-Tem tomado tantas decisões diferentes do comum, que estou estranhando você.

-Não se preocupe, eu tenho certeza.-Falei, ela assentiu com um sorriso.

-Então arrase com ele.-Ela disse piscando pra mim, sorri indo até meu carro e entrando, me fechando ali para por meu cinto e me colocar na linha de partida.

Respirei fundo passando minhas mãos pelo volante, enquanto aguardava o momento chegar. Do nada conseguindo distanciar minha mente para pensar na mulher que na noite anterior eu estava ao lado. Acabei lembrando de seus olhos, seu jeito de me olhar, dos traços de seu rosto que só aguçava minha curiosidade para a conhecer mais.

Me despertei de meu transe com a buzinada que Brian havia dado, me assustando.

-Está dormindo Jauregui?-Ele perguntou sorrindo com deboche, me fazendo bufar e ligar o carro assim como ele.

Eu notei sua ansiedade em querer acelerar. Brian era muito agoniado, isso o fazia perder o controle completamente.

Quando uma das garotas autorizaram a corrida a começar, vi ele pisar no acelerador e sair 3 segundos a minha frente, sorri vendo Verônica pela primeira fração de segundos, indignada comigo. Mais não demorou nem 2 minutos pra que eu tivesse a frente do homem que trocou seu sorriso pelos olhos incrédulos e assustados.

A troca de marcha foi feita para estar completamente a sua frente. O homem perdia em completa desvantagem, eu via pelo retrovisor o seu desespero, e sua tentativa de inclusive tentar bater em meu carro com a frente do seu.

Maluco.

Quando estava no meio para a última volta, apenas aumentei a música para me fazer sentir a adrenalina abrir um sorriso em meu rosto com a felicidade de saber que aquilo já era meu.

E foi.

..

-Posso saber de onde você tirou tanto dinheiro?-Minha mãe perguntou curiosa quando cheguei no dia seguinte com as compras para casa feita, com tudo que fosse preciso.

-São apenas compras mãe, eu trabalhei.-Falei dando de ombros e mentindo enquanto tirava as caixas de leite de dentro das sacolas.

Não, não era apenas as compras de mercado. Eu havia pego os boletos das contas de casa e pago todos na hora que o banco havia aberto. Nos livrando de qualquer dívida, ela só não sabia disso ainda, já que se eu apresentasse mais de 7 mil em dívidas pagas, ela provavelmente surtaria por achar que eu estaria traficando ou me metendo com coisas erradas desse mesmo modo.

Agora eu não tirava da cabeça, que havia sobrado dinheiro, e eu estava tentada em gastar para ver a mulher novamente que não saia de minha cabeça.

CALL GIRL (Camren G!P) Histórias para pegar e não largar. Descubra agora