Anos se passaram desde que Mia decidiu largar tudo, deixando Billie e toda a dor do passado para trás. Tornando-se uma mulher fria e calculista, Mia passou a comandar o submundo do crime em Toronto, erguendo uma das maiores máfias do Canadá ao lado...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Mia.
- A porra de uma filha com a cara dela... - murmurei, contornando as tatuagens do Eric com o dedo.
Encarei o teto enquanto brincávamos um com a mão do outro. Ele estava deitado do meu lado. Quando liguei para ele assim que saí da banheira, ele veio correndo. Demorou cerca de quarenta e cinco minutos para chegar no hotel.
Agora estávamos deitados um ao lado do outro sem fazer nada, apenas conversando enquanto eu sentia meu coração completamente despedaçado dentro de mim.
- Coitada dessa criança. - Ele segurou um riso, e eu olhei para ele. - Duas porra louca como mãe. - Disse, e eu ri de leve.
- Consegue imaginar? - Perguntei, forçando um sorriso. - A Billie como mãe?
Eric torceu o lábio um pouco e apenas balançou a cabeça negativamente.
- Eu consigo... e era para o primeiro filho dela ser meu. - Falei baixinho, me aconchegando no peito dele.
Eric não disse nada, apenas passou o braço por cima de mim e acariciou meus cabelos. Lembro que quando eu estava mal, tentando superar a O'Connell e o meu filho logo que nos mudamos para Toronto, ele nunca falava nada. Eric nunca foi de falar, mas ele sempre fez questão de estar presente, de cuidar de mim quando eu precisava. Mas, apesar de não ser muito bom com as palavras, ele sempre consegue passar um conforto familiar. Sempre me sinto bem, me sinto em casa quando estou perto dele.
- Às vezes eu fico pensando... - Encostei a cabeça no peito dele, voltando a contornar suas tatuagens. - Se, ao invés da O'Connell, eu tivesse me apaixonado por você... - Suspirei pesado. - Eu acho que seria tão mais fácil. Você é doce, amoroso... a gente podia ter casado. Por que não nos casamos?
- Porque você ama a Billie. - Disse simples. - E eu não sou idiota. - Ele soltou um riso fraco.
- Grosso. - Empurrei ele de leve. - Mas é sério... eu queria que fosse você. - Murmurei, e ele virou de lado, me olhando.
Virei também, ficando de frente para ele.
- Eu também queria que fosse eu. - Deu de ombros. - Mas você escolheu ela... e eu tenho que lidar com isso.
- Mas e se for você? - Acariciei o rosto dele.
Eric se afastou um pouco, tirando o rosto do meu contato.
- Mas não é e nem vai ser eu, Mia. - Ele sorriu fraco. - Você ama ela, e não adianta fugir disso. Se a porra da traição não foi capaz de te fazer esquecer dela... não sou eu que vou fazer.
- Você não me ama o suficiente pra casar comigo? - Perguntei, e ele riu.
- Eu te amo pra caralho. - Disse, sua voz suave. - Mas você já tá falando merda... você ama ela. E ela também te ama. Vocês duas se amam. E eu tenho que ficar fora disso.