• 40 | I'm just looking out for you.

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* Aviso de Gatilho.
Este capítulo contém cenas explícitas de violência sexual e abuso. Recomendo que quem for sensível a esses temas pule o capítulo. Essa fanfic não é um conto de fadas e isso já foi falado anteriormente.
CUIDEM DA SAÚDE MENTAL DE VOCÊS.

Se a fic estiver afetando negativamente o seu bem-estar psicológico, é importante que você a abandone.

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Billie.

- Como você subiu aqui? - Perguntei assim que vi a loira na minha frente.

Reneé arregalou os olhos assim que me viu e, em seguida, seu olhar desceu até minhas mãos e roupa, que estavam ensanguentadas.

- Billie, o que aconteceu? - Ela tentou se aproximar, mas eu a afastei com um empurrão.

- O que você tá fazendo aqui, porra!? - Exaltei, começando a chorar novamente.

Ela recuou, dando um passo para trás.

- Eu... eu vim conversar sobre uma coisa da Casey, mas... mas agora não importa... você está bem? Suas mãos, o que aconteceu? - Ela olhou para trás de mim, percebendo que a casa estava uma zona. - E esses cacos... o que...

- Ah, Reneé, me poupe desse teatro. - Falei, saindo da porta. - Vai embora.

Escutei ela entrar e fechar a porta atrás de mim.

- Porra, caralho, VAI EMBORA! - Gritei, e ela não mexeu um músculo sequer.

- Não, eu não vou. - Disse firme, e estreitei os olhos em sua direção. - Não vou deixar você sozinha nesse estado. Olha suas mãos... todo esse sangue... onde fica o kit de primeiros socorros? - Ela perguntou, tirando o casaco e largando a bolsa sobre uma mesinha na entrada.

- Reneé, por favor, vai embora...

- Eu não vou, Billie! Onde está o kit de primeiros socorros?

Suspirei pesado, sentando no sofá com as mãos sobre o colo.

- Não tem mais... você usou tudo o que tinha naquele dia que a... que se machucou. - Murmurei.

- Tudo bem, eu vou dar um jeito. - Ela disse, se dirigindo rapidamente para a cozinha. - Vou improvisar alguma coisa.

Suspirei cansada, descansando a cabeça sobre o encosto do sofá. A última coisa que eu queria era a ajuda dela, mas, ao mesmo tempo, não tinha forças para recusar.

Reneé voltou com toalhas e alguns materiais básicos. Ela se agachou ao meu lado e começou a limpar os cortes em minhas mãos com cuidado.

- Toma, você vai precisar disso. - Ela disse, me alcançando uma garrafa de gin.

- Não consigo pegar, minhas mãos estão cheias de caco de vidro.

Reneé suspirou e rapidamente pegou a garrafa, levando-a até minha boca. Tomei alguns goles, sentindo minha garganta arder. A careta no final foi inevitável, e assim que terminei, ela colocou a garrafa sobre a mesinha de centro.

Mrs. O'Connell | second seasonOnde histórias criam vida. Descubra agora