If Want You Love

529 71 5
                                        

As palavras de Pin fizeram uma intrusão indesejada no nevoeiro que enevoava o cérebro de Anil.

Não queria pensar, queria sentir e tocar, perder-se no mundo de prazer sensorial que aqueles beijos evocavam. Sentia-se no limiar de um lugar novo e maravilhoso e Pin lhe dava a escolha de passar pela porta ou fechá-la. Mas ela não queria mais ser sozinha, as chamas do desejo nos olhos de Pin lhe disseram que nesta noite não precisava ser.

Timidamente, tocou-lhe o rosto e traçou-lhe a boca com a ponta do dedo. Mal podia acreditar que estava deitada numa caverna escura com aquela mulher sexy e a sensação de irrealidade atordoou-a.

Não desejava mais nada além dos beijos dela. Sua timidez a impedia de falar, mas a mensagem silenciosa do olhar foi suficiente para Pin, que a beijou com fome desesperada, e então, nada mais tinha importância, a não ser a textura, o toque e o gosto dela.

A sensação das mãos de Pin lhe roçando levemente a pele enquanto abria o paletó a fez se lembrar das mãos grosseiras de Kirk, ficou tensa, quase em pânico.

Mas o brilho de apreciação nos olhos de Pin quando abriu lentamente o paletó e descobriu a brancura dos seios, fez Anil estremecer com outra espécie de sensação. O pânico desapareceu aos poucos enquanto ela  delicadamente tomava os seios em suas palmas avaliando seu peso e maciez.

— Belos.

Disse ela, rouca, e passou a ponta dos dedos sobre os mamilos numa carícia suave. A sensação foi tão intensa que Anil arquejou e fechou os olhos. Pin levou as mãos de Anil à frente da camisa e ajudou-a a desabotoá-la, com as mãos trêmulas empurrou o tecido para o lado e revelou o busto mediano e olivado. Ela a puxou de encontro ao peito e Anil segurou a respiração ao primeiro contato de um outro busto feminino com seus seios macios.

Era tão bom, tão certo e tão sedutor que ela se aproximou ainda mais, adorando a força dos braços em torno dela, enquanto lhe tomava a boca mais uma vez e a beijava até que ela perdesse o fôlego. Pin se convencera de que estava no controle e que apenas deixaria as coisas irem até certo ponto antes de parar. Jamais fora dominada por um desejo realmente incontrolável.

Por motivos que não compreendia, Laphat era diferente, a necessidade absoluta de fazer amor com ela era inédita e ficou chocada ao perceber que era incapaz de controlá-la.

Frustrada pela incapacidade de resistir a ela, beijou-a com fúria, quase com raiva, mas ela reagiu com uma paixão tão doce, que desistiu de lutar contra si mesma e diminuiu a pressão dos lábios até o beijo se tornar sensual e suave e cada vez mais erótico. Ao senti-la tão entregue em seus braços, Pin traçou uma linha de beijos acompanhando o movimento das mãos e fez círculos preguiçosos com a língua sobre um mamilo, que cresceu e enrijeceu com a carícia. A sensação da boca de Pin em seus seios era indescritível e, quando sugou um dos mamilos, tomando-o todo dentro da boca, Anil instintivamente arqueou as costas, os dedos se curvando nos cabelos dela.

Deixou escapar um pequeno grito e se contorceu debaixo dela, erguendo os quadris, inquieta, enquanto o prazer aumentava.

— Pin...

O nome soou como um gemido e Anil jogava a cabeça de um lado para o outro, quando ele transferiu a atenção ao outro mamilo, na mesma deliciosa tortura. Ela rosnou alguma coisa que não compreendeu, mas sua intenção se tornou evidente quando soltou último botão do paletó e abriu-o para revelar a curva suave do ventre e o triângulo de pelos entre as coxas. Ajoelhou-se sobre ela e Anil ficou ruborizada quando Pin contemplou seu corpo. Estava completamente exposta, ninguém jamais a vira nua e a timidez
desesperada, combinada com as inseguranças sobre si mesma, fez Anil tentar se resguardar com as mãos.

My Alchemy Histórias para pegar e não largar. Descubra agora