Draco Malfoy poderia considerar que sua vida pós-guerra era tranquila e estável após tudo o que viveu, trabalhava como medibruxo e tinha intenções de oficializar seu relacionamento com Astória. A única coisa do seu dia a dia que era caótica era Herm...
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O hospital St. Mungus estava em completo caos. Um vírus mágico havia se espalhado pelo Beco Diagonal e atingido comerciantes em questão de horas, levando muitos ao hospital. As enfermarias estavam lotadas com pacientes tossindo feitiços descontrolados, pele mudando para cores anormais, e varinhas mal seguradas disparando magia involuntariamente. O som de estalos mágicos e passos apressados ecoava pelos corredores, enquanto medibruxos e assistentes corriam de um lado para o outro, tentando controlar a situação.
E, naquela confusão, ela e Draco precisavam enfrentar o fato de que não podiam se afastar um do outro. Em um momento como aquele, seria ideal trabalharem em áreas separadas para tomarem decisões críticas, delegando responsabilidades à equipe.
Mas naquele instante, Hermione estava no centro da Ala de Vírus Mágicos.
Seus cabelos castanhos estavam presos em um coque desalinhado, resultado das horas que passou correndo de um paciente para outro. Usava o jaleco de medibruxa, ligeiramente amassado e sujo. Estava com fome, exausta e desejando um banho, tudo isso em questão de poucas horas.
Ela segurava uma prancheta em uma mão e a varinha na outra, lançando feitiços curativos enquanto tentava organizar as equipes disponíveis. Sua mente trabalhava a mil, focada nos protocolos médicos enquanto dava ordens precisas, mas os gritos de dor e a confusão ao redor tornavam difícil manter o foco.
Ao contrário dela, Draco parecia impecável. Seu uniforme azul-escuro estava intacto, e seus cabelos pareciam recém-penteados. A única coisa que revelava o cansaço eram os traços sutis em seu rosto, evidências das longas horas de trabalho. Ele estava completamente focado, curando os ferimentos de um paciente inconsciente na cama próxima.
Observava o ferimento à sua frente com uma expressão tensa, os olhos cinzentos fixos na área afetada. O corte profundo no braço do paciente continuava a sangrar, apesar de todos os feitiços de cura que ele já havia lançado. Era incomum, até mesmo para ele, que um ferimento se recusasse a cicatrizar com magia.
Frustrado, passou a mão pelos cabelos, que caíram ligeiramente sobre sua testa. Ele estreitou os olhos, inclinando-se mais perto para examinar o tecido danificado. A borda da ferida brilhava com uma luz esverdeada, algo que ele não havia notado antes. Parecia que o vírus estava interagindo com a magia de cura, bloqueando seus efeitos.
— Merda... — murmurou entre os dentes, girando a varinha nas mãos enquanto pensava rapidamente em uma solução.
Draco respirou fundo, tentando manter a calma. Ele não era do tipo que deixava o nervosismo transparecer, mas a sensação de impotência o irritava. A cada tentativa frustrada de cura, sua mente corria por alternativas que ainda não haviam sido exploradas.
Lançou outro feitiço de contenção para evitar que o vírus se espalhasse ainda mais pelo corpo do paciente, sabendo que teria pouco tempo para descobrir o que estava causando aquela resistência.