O céu de estrelas

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Seis meses depois 

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Seis meses depois 

O vento cortava o ar enquanto os jogadores voavam pelo campo, gritos e risadas ecoando pelo estádio lotado. O jogo entre os Falcões de Falmouth e os Arpias de Holyhead estava eletrizante, e a pequena reunião de amigos parecia imersa na energia vibrante da torcida. Hermione nunca tinha sido fã de quadribol, mas naquela noite, envolta pelo calor do grupo e pela mão de Draco repousando casualmente sobre sua coxa, ela sentia que poderia aprender a gostar.

— Aposto vinte galeões que as Arpias vão vencer por pelo menos cinquenta pontos. — Gina declarou com um brilho competitivo nos olhos.

— Feito. — Blásio respondeu de imediato. — Você sempre superestima sua esposa, Potter.

Harry riu, balançando a cabeça.

— E você sempre subestima a minha esposa, Zabini.

Pansy, que estava ao lado de Theo, soltou um suspiro exasperado.

— Vocês e essas apostas ridículas.

— É tradição. — Theo deu de ombros. — Quer entrar, senhora Nott?

Ela revirou os olhos, mas Hermione notou o pequeno sorriso nos lábios da amiga.

Draco, ao seu lado, parecia relaxado, algo que Hermione notou que vinha acontecendo com mais frequência nos últimos meses. Desde que descobriram que a felicidade genuína parecia ser a chave para quebrar a maldição, tudo havia mudado.

Cada mês, a distância que podiam ficar longe um do outro aumentava. Aos poucos, a maldição estava se dissolvendo.

— Você está pensando nisso, não está? — Draco murmurou, inclinando-se para mais perto dela, a voz baixa o suficiente para que apenas ela ouvisse.

Hermione virou o rosto para ele, surpresa.

— Como você sabe?

Draco sorriu de lado, os olhos brilhando sob a luz do campo.

— Você tem essa expressão, como se estivesse decifrando um enigma na sua cabeça.

Hermione suspirou, mas sorriu.

— Eu só estava lembrando como estávamos seis meses atrás. Se alguém tivesse me dito que tudo isso aconteceria, eu não teria acreditado.

Draco entrelaçou os dedos nos dela, apertando de leve.

— Nem eu.

Ela observou suas mãos juntas e sentiu o calor familiar crescer em seu peito.

— Você acha que um dia vamos quebrá-la completamente?

Draco virou o rosto para ela, o olhar suave.

— Acho que sim.

— E se não?

Impulsos - Dramione Histórias para pegar e não largar. Descubra agora