Draco Malfoy poderia considerar que sua vida pós-guerra era tranquila e estável após tudo o que viveu, trabalhava como medibruxo e tinha intenções de oficializar seu relacionamento com Astória. A única coisa do seu dia a dia que era caótica era Herm...
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No sábado, Draco não sabia bem o que esperar quando Hermione mencionou que seu pai queria levá-lo para um programa “típico trouxa”. Mas assim que Wendell colocou um cachecol de time no pescoço dele e o arrastou para um estádio lotado de pessoas gritando, ele entendeu.
Futebol.
Um jogo barulhento, cheio de cantorias e energia, com torcedores vibrando como se suas vidas dependessem daquilo.
Draco Malfoy amou cada segundo.
Ele não esperava se animar tanto, mas havia algo na emoção coletiva, nos gritos da torcida e na estratégia do jogo que despertou um lado competitivo nele. Quando percebeu, já estava torcendo ao lado de Wendell, debatendo táticas e xingando o juiz como se fosse um especialista.
— Isso foi impedimento! — Draco gritou, apontando para o campo.
Wendell deu um tapa no ombro dele e riu.
— Você pegou rápido as regras, hein, garoto?
Draco abriu um meio sorriso, ajeitando o cachecol.
— Vamos dizer que eu aprecio um bom jogo.
Quando o time deles marcou um gol, Wendell ergueu os braços e exclamou:
— Ah, agora sim eu gosto de você, Malfoy!
Draco riu, balançando a cabeça. Contra todas as expectativas, parecia que estava começando a se dar bem com o sogro.
O estádio vibrava com muita energia. O campo estava impecavelmente verde sob as luzes brilhantes, e as arquibancadas pareciam um mar pulsante de cores e movimento. As pessoas ao redor gritavam, cantavam e até pulavam, todas unidas pelo mesmo propósito: torcer pelo time com cada fibra de seus corpos.
Draco nunca tinha visto nada parecido. O quadribol era intenso, sim, mas havia algo diferente no futebol trouxa, não tinha vassouras velozes nem balões encantados anunciando o placar, apenas estratégia pura, esforço físico e uma torcida apaixonada.
Ele se pegou inclinado para frente no assento, os olhos fixos no campo enquanto um jogador avançava pela lateral.
— Ele está livre! — Draco apontou, a voz carregada de expectativa.
— Isso mesmo, rapaz! — Wendell exclamou, batendo palmas.
O jogador cruzou a bola para a área, e um dos atacantes cabeceou direto para o gol. O goleiro se esticou, mas não conseguiu alcançar.
GOOOOOOOOL!
O estádio explodiu em comemoração. Wendell se levantou num salto, puxando Draco junto, e os dois gritaram junto com a multidão. Draco nem tentou disfarçar o sorriso largo no rosto.
— Isso foi incrível! — Ele olhou para Wendell, ofegante pela empolgação.
— Eu sabia que você ia gostar! — O sogro deu um tapa em seu ombro, satisfeito. — Futebol é emoção pura.