Draco Malfoy poderia considerar que sua vida pós-guerra era tranquila e estável após tudo o que viveu, trabalhava como medibruxo e tinha intenções de oficializar seu relacionamento com Astória. A única coisa do seu dia a dia que era caótica era Herm...
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A luz suave da manhã entrava pelas cortinas entreabertas, aquecendo o quarto com tons dourados. Hermione se remexeu levemente na cama, sentindo o calor familiar ao seu lado antes mesmo de abrir os olhos.
Um toque suave roçou sua bochecha, seguido de outro na ponta do nariz. Pequenos beijos, delicados e preguiçosos, até que ela sentiu os lábios de Draco pressionando o canto da sua boca, como se quisesse acordá-la aos poucos.
Ela sorriu antes mesmo de abrir os olhos, o peito se aquecendo com a ternura daquele momento.
— Você está me acordando ou tentando me mimar? — murmurou com a voz ainda sonolenta.
Draco riu contra sua pele, a respiração quente fazendo cócegas.
— Talvez os dois. — respondeu, distribuindo mais beijos pela mandíbula e descendo até seu pescoço.
Hermione riu baixinho, enroscando os braços ao redor dele e puxando-o para um abraço.
— Bom dia, marido. — sussurrou contra seu peito, sentindo o coração dele batendo forte sob sua pele.
Draco suspirou, seus dedos deslizando preguiçosamente pelas costas dela enquanto escondia o rosto entre seus cabelos.
— Bom dia, esposa.
Draco suspirou contra a pele de Hermione, o corpo ainda relaxado pelo sono, sem nenhuma pressa de se mover. Mas então, o estômago dele roncou alto, quebrando o silêncio confortável do quarto.
Hermione riu baixinho, afastando-se um pouco para olhá-lo. Draco abriu um olho preguiçoso, como se estivesse se decidindo entre ignorar ou encarar a realidade.
— Parece que alguém está com fome. — ela provocou, deslizando os dedos pelos cabelos dele, os fios macios escapando entre seus dedos.
Draco fechou os olhos novamente, inclinando-se levemente ao toque.
— Depende, você pretende levantar e me alimentar ou vai me obrigar a me arrastar até o restaurante do hotel?
Hermione sorriu, traçando círculos suaves na nuca dele.
— Podemos pedir no quarto. Mas só se você for bonzinho.
Ele abriu os olhos, estreitando-os de leve.
— Bonzinho? Hermione, fui mais do que bonzinho ontem à noite.
Hermione corou, mas não desviou o olhar.
— E pode ser bonzinho de novo, indo chamar o serviço de quarto.
Draco soltou um resmungo, mas não se moveu, apenas virou o rosto contra o travesseiro dela, os braços ainda ao redor de sua cintura.
Hermione continuou a alisar seus cabelos, o olhar suavizando ao observar a expressão de sono dele. A forma como seus cílios longos contrastavam com a pele pálida, a leve curva de seus lábios, os traços relaxados, sem nenhuma arrogância ou dureza.