Draco Malfoy poderia considerar que sua vida pós-guerra era tranquila e estável após tudo o que viveu, trabalhava como medibruxo e tinha intenções de oficializar seu relacionamento com Astória. A única coisa do seu dia a dia que era caótica era Herm...
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Hermione observou o lar onde cresceu. A casa, construída com tijolos vermelhos e pedras claras, exalava um charme acolhedor. As grandes janelas com vitrais decorativos, o orgulho de seu pai, refletiam a luz suavemente, conferindo um toque artístico ao lugar. Mas o que Hermione mais amava era a varanda pequena, com seus degraus que levavam ao jardim vibrante e colorido, cuidado com carinho por sua mãe.
Ela ajeitou os cabelos pela terceira vez enquanto caminhava em direção à porta da casa de seus pais. Sentia-se nervosa de uma forma que não conseguia explicar. Olhou de soslaio para Draco, que parecia completamente sereno, como se estivesse prestes a fechar um grande negócio e não a conhecer os sogros sob as circunstâncias mais incomuns possíveis.
— Você poderia, pelo menos, parecer um pouco nervoso.
Draco arqueou uma sobrancelha, exibindo aquele ar típico de desdém divertido.
— Nervoso? — Ele ajustou a postura e ajeitou o terno impecável que usava. — Granger, eles são dentistas, não dragões.
Ela revirou os olhos, sentindo-se ainda mais ansiosa. Especialmente porque ele insistira em ir de terno. Ron conheceu seus pais de forma intrometida e completamente informal, mas agora ela estava levando Draco por livre e espontânea pressão da maldição. Pelo menos, poderia fingir que era um encontro de verdade.
— Isso é sério, Draco. Eles não sabem exatamente como estamos juntos.
— Não precisam saber. — Ele lançou um olhar tranquilo na direção dela. — Só precisam gostar de mim, e isso não será um problema.
Hermione bufou, parando em frente à porta da casa.
— Ah, claro. Porque todos adoram você à primeira vista. — Ela hesitou em tocar a campainha e o analisou de cima a baixo, respirando fundo ao ver aquilo novamente em suas mãos. — Você está brincando comigo, não é? — sibilou, cruzando os braços e encarando-o como se ele tivesse perdido completamente o juízo.
Draco arqueou uma sobrancelha, exibindo o que Hermione considerava seu típico olhar de superioridade.
— O que foi agora, Granger?
— Isso! — Ela gesticulou para o buquê e a garrafa. — Rosas para minha mãe? E vinho para meu pai? Você está tentando suborná-los?
— Suborná-los? — Draco repetiu, ofendido, segurando o buquê com mais firmeza. — Isso é chamado de etiqueta, Granger. Algo que você aparentemente não conhece.
— Etiqueta? — Hermione quase riu, mas seu tom era indignado. — Parece mais ostentação!
Ele deu de ombros, como se o comentário dela não tivesse qualquer relevância.
— Sua mãe vai apreciar as flores, e seu pai vai adorar o vinho. Além disso… — ele ergueu a garrafa com um pequeno sorriso — É um Borgonha raro. Só o melhor, claro.