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Capítulo 24: "Ele? Você escolheu ele?!"

Gente, em alguns momentos tem tecnologias e tal, mas eu me empolgo tanto que acabo esquecendo da época KKKKKKK desculpem! Eu já consertei! As vezes eu não releio por esquecer mesmo.

O Despertar do Inferno

O sol mal havia rompido no horizonte, mas Liam já estava de pé. Os últimos dias haviam sido um nevoeiro de desespero e obsessão, mas ele começava a se convencer de que precisava parar. Talvez ela tivesse partido, talvez estivesse escondida. Talvez... ela não quisesse ser encontrada. Essa última ideia era como veneno em sua mente, corroendo qualquer tentativa de racionalidade.

Ele vestiu o casaco de couro, puxou as luvas e saiu de seu apartamento, com passos determinados. Não planejava ir até o prédio de Lena, não hoje, mas sua mente insistia em direcioná-lo para lá. Era como se um ímã invisível o atraísse, uma força que ele não podia negar.

Ao chegar na esquina do prédio, estacionou o carro e acendeu um cigarro. Observou as janelas com olhos de um predador cansado, mas atento. Era um ato quase involuntário, como respirar. Mesmo que parte de si soubesse que deveria desistir, outra parte se recusava a aceitar. Ele a queria. Ele precisava dela.

O cigarro estava no fim quando algo chamou sua atenção. Uma movimentação no apartamento de Lena. Ele estreitou os olhos, reconhecendo a silhueta familiar dela através da janela. Seu coração deu um salto — um misto de alívio e tensão.

Mas então ele viu outra coisa.

A porta do prédio se abriu, e um homem saiu. Alto, bem vestido, de cabelo perfeitamente penteado. Mark. Liam o reconheceu imediatamente. Era impossível não lembrar daquele rosto perfeito, o oposto de tudo o que Liam era. Ele odiava a confiança natural de Mark, a forma como ele sempre parecia estar no controle.

Liam congelou no lugar, seus olhos grudados na cena que se desenrolava diante dele.

Lena apareceu logo atrás, usando um robe de seda que não escondia os detalhes de seu corpo. Seu cabelo estava desarrumado, mas seu sorriso era radiante. Liam sentiu o estômago se revirar quando ela se aproximou de Mark, colocando as mãos delicadamente no rosto dele.

E então ela o beijou.

Não foi um beijo casual, nem algo apressado. Foi um beijo cheio de ternura, um gesto íntimo que Liam reconheceu como algo que deveria pertencer a ele.

Ele apertou o volante com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. O cigarro queimou até o filtro, e ele o jogou no chão, pisando com força. Sua visão ficou turva, os batimentos cardíacos aceleraram, e a respiração tornou-se pesada.

"Ela está me trocando por ele."

A frase ecoava em sua mente, cada repetição mais dolorosa do que a anterior. Ele sabia que estava perdendo o controle. Era como se todo o universo tivesse desmoronado em torno dele, deixando apenas Lena e aquele homem.

Quando Mark entrou no carro e partiu, Lena ficou na porta por alguns instantes, observando-o se afastar. Liam a viu fechar os olhos e respirar fundo antes de voltar para dentro.

Ele permaneceu ali, parado como uma estátua, incapaz de se mover ou pensar. Parte dele queria sair do carro, subir até o apartamento e exigir respostas. Outra parte, mais sombria, queria confrontar Mark, mostrar a ele que Lena nunca seria de mais ninguém.

Mas ele não fez nada disso.

Em vez disso, ligou o motor e partiu, acelerando pelas ruas com uma mistura de raiva e tristeza corroendo cada pedaço de seu ser.

"Ela vai voltar para mim." Ele disse a si mesmo, apertando o volante com força. "Ela tem que voltar."

A cidade passava como um borrão enquanto ele dirigia, sem destino, perdido em sua própria mente. O vazio deixado pela visão de Lena com outro homem era insuportável, mas algo nele ainda se recusava a desistir.

E então, como uma chama fraca no meio da escuridão, surgiu uma ideia.

Se Lena não voltasse para ele por conta própria, ele encontraria uma maneira de trazê-la de volta. Afinal, ele não estava apenas apaixonado. Ele era obcecado.

E obsessão não desaparece facilmente.

Rumo ao Abismo

O ronco do motor do carro de Liam era o único som que preenchia o vazio enquanto ele seguia Mark pelas ruas da cidade. As mãos firmes no volante traíam a tempestade que acontecia dentro dele. A visão de Lena beijando aquele homem ainda queimava como ferro em brasa em sua mente.

"Ele não a merece." A frase ecoava repetidamente, ganhando força a cada segundo. "Ela não pode estar feliz com ele. Não como estava comigo."

Acelerou levemente, mantendo o carro de Mark em sua mira, as luzes traseiras piscando como faróis de uma ira que ele não podia conter. Seu peito subia e descia com respirações rápidas, quase animalescas. A ideia de confrontá-lo, de fazer algo drástico, crescia com cada quilômetro percorrido.

"Eu poderia jogá-lo para fora da estrada agora," pensou, sentindo um sorriso sombrio se formar no canto dos lábios. "Um acidente. Ninguém suspeitaria de nada. E Lena estaria livre. Livre para voltar para mim."

Ele observava os movimentos precisos de Mark enquanto dirigia. A forma como ele mantinha as mãos no volante, como trocava de marcha com facilidade, tudo nele irritava Liam de uma forma quase absurda. Era como se a perfeição de Mark fosse um insulto direto à existência dele.

O carro de Mark virou em uma rua mais tranquila, e Liam diminuiu a distância entre eles. Seu coração batia tão rápido que parecia explodir. Ele apertou o volante com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.

"Aquele sorriso dela... aquele beijo."

A lembrança o atingiu como um soco. Ele podia sentir a raiva subindo, uma onda avassaladora que não podia ser contida. A ideia de sair do carro, abrir a porta do outro homem e enforcá-lo até que não restasse mais ar em seus pulmões parecia tentadoramente simples.

"Ele é o problema. Ele roubou o que era meu."

Liam acelerou, aproximando-se ainda mais. Sua visão parecia turva, e a realidade à sua volta começou a se distorcer. Ele era apenas um homem guiado pela raiva, pelo ciúme e pelo desejo incontrolável de possuir Lena novamente.

Mark virou à direita e estacionou em frente a um prédio comercial. Liam parou do outro lado da rua, desligando o motor, mas deixando as mãos no volante. Ele o viu sair do carro, ajeitar o terno e caminhar com a confiança de alguém que tinha tudo sob controle.

Essa imagem o encheu de nojo.

Enquanto observava Mark entrar no prédio, Liam começou a rir baixo, um som quase histérico, cheio de amargura e dor.

"Ele acha que ganhou, não é?" murmurou para si mesmo. "Acha que pode tomar o que é meu e sair impune."

Mas então algo mudou em sua expressão. O riso desapareceu, substituído por uma frieza assustadora. Ele sabia que não podia agir por impulso, não agora. Mark podia estar vencendo no momento, mas Liam não era um homem que aceitava a derrota.

"Eu vou encontrar uma forma," pensou, enquanto acendia um cigarro com mãos trêmulas. "Vou mostrar a ela que ele nunca poderá amá-la como eu amo."

Enquanto a fumaça preenchia o carro, Liam continuou observando o prédio. Ele esperaria. Ele sempre esperava. Afinal, o que era o tempo para alguém tão obcecado quanto ele?

Mark podia achar que era o vencedor, mas Liam sabia que a batalha estava longe de terminar. Ele era paciente. E, acima de tudo, estava disposto a fazer qualquer coisa para ter Lena de volta.

Qualquer coisa.

YOU ARE MINE, LENA - Nicholas Alexander ChavezOnde histórias criam vida. Descubra agora