CAMILA
— LAUREEEEN... — O desespero toma conta do meu corpo ao ver Lauren cair sobre o chão desarcada.
Os homens me arrastam com facilidade, mesmo com todo meu esforço para me desfazer de seus apertos, então sou arremessada para dentro de uma van.
O som das portas da van batendo ecoou como um martelo no meu peito. O ar ali dentro era pesado, carregado de gasolina e cigarro.
Um homem vem e amarra minhas mãos com força atrás das costas, e colocam uma venda que cobria meus olhos.
Cada movimento fazia as cordas cortarem meus pulsos. Eu tentava respirar, mas tudo o que conseguia era engolir o desespero.
Mas ainda com tudo isso, o único pensamento que vinha a minha mente era Lauren, caída naquele chão, desacordada, eu pensava, sentindo as lágrimas começarem a correr por meu rosto.
Ela tinha ficado para trás. Desmaiada. Vulnerável. Será que ela estava viva? Ou eles tinham... não, eu não podia pensar nisso.
A van fazia curvas bruscas, jogando meu corpo contra a parede metálica. Não sei por quanto tempo seguimos, mas cada minuto parecia uma eternidade. Podia ouvir os sequestradores murmurando entre si. Vozes graves, ríspidas, falando códigos que eu não entendia.
Eu tentei me concentrar. Pensei em tudo o que Lauren já tinha me ensinado sobre manter a calma em situações extremas. "Respire fundo. Avalie o ambiente. Procure uma saída." Só que ali, naquele momento, tudo parecia impossível.
Finalmente, a van parou. As portas se abriram, e senti mãos ásperas me puxarem para fora. Eu lutei, mas era inútil. Meu corpo estava fraco, meu coração parecia que ia explodir. Fui arrastada por um piso irregular, provavelmente concreto. O cheiro de mofo e ferrugem me invadiu.
Fui jogada no chão com brutalidade, minhas pernas dobrando-se sob o peso do meu corpo. Eles arrancaram a venda dos meus olhos, e tudo que vi foi escuridão.
Meus olhos demoraram um pouco a se adaptar a mudança da escuridão causada pela venda e a que estava no ambiente, mas depois de um tempo consegui ver que estava em uma sala grande, mal iluminada, cheia de destroços.
— O que vocês querem? — Gritei, mas minha voz tremeu, tirando toda a potência que eu queria que eles sentissem.
E como imaginado, ninguém respondeu. Só ouvi passos se afastando e o som de uma porta sendo trancada.
A escuridão parecia me engolir. Minhas mãos doíam por conta das cordas, meus joelhos estavam machucados. Mas nada disso importava. Eu estava sozinha, e tudo que conseguia pensar era em Lauren.
— Por favor, esteja viva... — Sussurrei para o vazio, fechando os olhos e sentindo o tilintar da dog tag de Lauren em meu peito, me fazendo buscar pela sensação de ter ela comigo, sem esse caos todo, só nós duas, em nosso mundinho.
LAUREN
Acordo com o som de um alarme distante e uma dor latejante na cabeça. Estou deitada na rua, o asfalto frio contra minha pele, e tudo ao redor parece girar, uma mistura de imagens turvas e sons abafados. Meus olhos estão pesados, como se meu corpo tivesse sido esmagado, e não consigo lembrar de como fui parar ali.
Meus pulsos doem, minha cabeça está em um turbilhão de pensamentos desconexos, e o pânico começa a tomar conta de mim e então a memória começa a voltar em flashes, o rosto dos homens cobertos pelas máscaras pretas, o som do carro, o grito de Camila, o medo... o sequestro.
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A Guarda-Costas
FanfictionPode o amor superar as marcas deixadas por uma guerra? Após sua saída do exército, Lauren vê sua mente virar um caos a cada passo e espera que em seu novo emprego como guarda-costas de Camila Cabello, uma rica mimada, as coisas possam finalmente se...
