Foi um longo caminho deitada na mesma posição encolhida dentro da carroça, o barulho da chuva diminuiu, mas as vozes e latidos estavam soando por todos os lados. Quando a carroça parou; soube que era hora de sair sem que me vissem.
A noite ainda estava agitada, tento me arrastar pela lateral subindo a lona aos poucos. Meu corpo doía e o cheiro era horroroso. Me levando com dificuldade observando ao redor casa de madeira e pedra, a lama estava por todo lado, havia poucas pessoas passando pelo local, mas todas parecia está submersa em seu próprio mundo.
Desço puxando a saia lambuzada, me recolho tentando proteger do frio. Estava completamente perdida, o que faria agora? Para onde iria?. A única pessoa que poderia me ajudar era Elanor.
E onde ficaria sua casa? Era muitas perguntas sem respostas. Caminho mais adiante e observo alguns soldados vindo em minha direção. Dou meia volta a passos largos sem parecer apressada demais. Desço a rua com dificuldade e vejo um local movimentado, havia cavalos presos num grande tronco e homens fumando em um banco. Entre no local agitado sendo observada, a curiosidade era evidente em todos os olhares. O lugar tinha um cheiro peculiar de cigarro e morfo, homens bebia e davam risadas exageradas, observo algumas moças dançando para alguns homens, caminho até o balcão e havia um homem carrancudo, sua barba era grande, estava com a cabeça contando o dinheiro.
- Boa noite! - digo baixo
O homem a minha frente levanta a cabeça e diferente dos outros, seu olhar não era de curiosidade, mas de algo que eu não conseguia decifrar.
- O que procura minha jovem?
- Poderia me dar um pouco de água?
O homem vai até um vaso e pega água colocando em um copo. Pego de sua mão e tomo de imediato, ainda sendo observada minuciosamente.
Sinto uma movimentação atrás de mim e um homem se aproxima do balcão.
- Ora, Dalibor sua espelunca ficou mais interessante hoje! - ele olhava para o meu decote e umedecia os lábios, me recolho puxando a roupa que parecia nem usar aos olhos dele.
- O que quer Fernão?
- Uma cerveja e talvez uma companhia para noite - ele se aproxima pegando no meu cabelo
- Não encoste em mim! - digo me afastando
- Temos uma briguenta aqui - sua risada era pesada e evidenciava deu dente amarelado e bafo amargo.
- Chega!! Saia daqui Fernão ou terei que tirá-lo! - Dalibor já estava com algo afiado nas mãos.
- Ha vamos dividir Dalibor, essa daqui merece umas palmadas.
Ele diz sarcástico, sinto meu corpo arrepiar e náuseas.
- JÁ DISSE PARA SAIR! - Dalibor estava furioso, vejo suas veias saltitarem no pescoço.
- Calma, já vou... mas eu volto - diz já saindo do local que estava observando a cena.
Repito fundo, tentado me acalmar, eu sentia a sensação de venerabilidade que me assombrava desde a minha infância no orfanato. A necessidade de ser abraçada e protegida que era algo que nunca tive.
Dalibor ainda olhava para a porta e sentia sua raiva se esvaindo, me recomponho e coloco o copo de volta no balcão.
- Obrigado pela água e por me... ajudar - digo indo em direção a porta
- ESPERE!
Paraliso no mesmo local esperando o que viria a seguir.
Sinto passos vindo logo atrás de mim e já me preparo para o pior.
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ZÊNITE
FantasiAo Vigésimo aniversário de Aléxia Collins, numa noite de celebração, tudo muda ao presenciar sua amiga sendo morta de uma forma assombrosa. No que parecia mais um de seus pesadelos, ela está sendo levada ao mundo de ZÊNITE, onde tudo é completamente...
