Ao Vigésimo aniversário de Aléxia Collins, numa noite de celebração, tudo muda ao presenciar sua amiga sendo morta de uma forma assombrosa. No que parecia mais um de seus pesadelos, ela está sendo levada ao mundo de ZÊNITE, onde tudo é completamente...
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Dalibor se recuperou bem, estávamos sendo escoltados de volta para o castelo. O caminho foi torturante porque não previa o que seria de mim agora voltando para a realeza. Deveríamos ter resistido... esse era o pensamento que me permeava nesse trajeto.
Dalibor estava acorrentado, Orion, que ficou responsável diretamente para me vigiar, não permitia nenhuma palavra entre nós. O comandante seguia em seu cavalo e não falava mais do que ordens a todos do pequeno grupo de soldados. Eu tentava seguir o fluxo dos fios sem que percebessem, mas a conexão não se mantinha como foi antes na cabana do vilarejo e isso me frustava ainda mais.
Quando finalmente chegamos, fomos levados à presença do rei.
- Ora, que grande surpresa!
Nikolaos foi o primeiro a me olhar zombeteiro, o rei parecia entediado com a situação.
- Demorou demais a pegar eles, comandante!
Seu olhar era de desprezo.
- Eles tiveram artimanhas que os beneficiaram, meu Rei, mas no final não adiantou.
- E vejo que veio de brinde o meu velho conhecido!
O rei se levanta e vem até nós.
- Dalibor!
Ele estava bem próximo, como se quisesse encontrar algo a mais pelos olhos do mais velho.
- Então esse é o tal Dalibor? O ex-comandante de Zênite?
Nikolaos se divertia e deu uma gargalhada irônica.
- ...ele parece um velho inofensivo, realmente estou começando a duvidar de você, comandante.
Nesse momento, a portaria é aberta e a rainha entra na sala, seus olhos se arregalaram ao perceber a presença de Dalibor.
- O QUE ESSE HOMEM FAZ AQUI?
Todos ficamos surpresos com a reação dela, o rei deu meia volta e se sentou em sua cadeira.
- Dalibor foi encontrado com a fugitiva, minha rainha - Orion diz, fazendo a reverência.
- A mulher me analisa e tinha um olhar mais profundo que, se estivéssemos a sós, seria facilmente mortal.
- Então, Dalibor é o traidor da coroa, deverá ser condenado por seus atos contra a realeza! - A rainha diz, indo ao seu lugar perto do rei.
- Ele não tem culpa de nada! - digo de imediato.
- Não foi lhe dada a permissão para falar - Orion aperta meu braço.
- Você também deve ser condenada por sair sem permissão do castelo.
- No entanto, ainda temos a maldita colheita para finalizar - o rei diz pensativo.
- Ela não fará mais parte da colheita, imagina por onde ela andou ou o que fez pelo tempo que esteve fugindo.
Sentir uma fúria crescente só de imaginar o que aquele maldito estava insinuando.