Capítulo 13

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Dalibor se recuperou bem, estávamos sendo escoltados de volta para o castelo

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Dalibor se recuperou bem, estávamos sendo escoltados de volta para o castelo. O caminho foi torturante porque não previa o que seria de mim agora voltando para a realeza. Deveríamos ter resistido... esse era o pensamento que me permeava nesse trajeto.

Dalibor estava acorrentado, Orion, que ficou responsável diretamente para me vigiar, não permitia nenhuma palavra entre nós. O comandante seguia em seu cavalo e não falava mais do que ordens a todos do pequeno grupo de soldados. Eu tentava seguir o fluxo dos fios sem que percebessem, mas a conexão não se mantinha como foi antes na cabana do vilarejo e isso me frustava ainda mais.

Quando finalmente chegamos, fomos levados à presença do rei.

- Ora, que grande surpresa!

Nikolaos foi o primeiro a me olhar zombeteiro, o rei parecia entediado com a situação.

- Demorou demais a pegar eles, comandante!

Seu olhar era de desprezo.

- Eles tiveram artimanhas que os beneficiaram, meu Rei, mas no final não adiantou.

- E vejo que veio de brinde o meu velho conhecido!

O rei se levanta e vem até nós.

- Dalibor!

Ele estava bem próximo, como se quisesse encontrar algo a mais pelos olhos do mais velho.

- Então esse é o tal Dalibor? O ex-comandante de Zênite?

Nikolaos se divertia e deu uma gargalhada irônica.

- ...ele parece um velho inofensivo, realmente estou começando a duvidar de você, comandante.

Nesse momento, a portaria é aberta e a rainha entra na sala, seus olhos se arregalaram ao perceber a presença de Dalibor.

- O QUE ESSE HOMEM FAZ AQUI?

Todos ficamos surpresos com a reação dela, o rei deu meia volta e se sentou em sua cadeira.

- Dalibor foi encontrado com a fugitiva, minha rainha - Orion diz, fazendo a reverência.

- A mulher me analisa e tinha um olhar mais profundo que, se estivéssemos a sós, seria facilmente mortal.

- Então, Dalibor é o traidor da coroa, deverá ser condenado por seus atos contra a realeza! - A rainha diz, indo ao seu lugar perto do rei.

- Ele não tem culpa de nada! - digo de imediato.

- Não foi lhe dada a permissão para falar - Orion aperta meu braço.

- Você também deve ser condenada por sair sem permissão do castelo.

- No entanto, ainda temos a maldita colheita para finalizar - o rei diz pensativo.

- Ela não fará mais parte da colheita, imagina por onde ela andou ou o que fez pelo tempo que esteve fugindo.

Sentir uma fúria crescente só de imaginar o que aquele maldito estava insinuando.

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