Notas da Autora:
Oiee, como estão?Passando para desejar uma boa leitura para vocês e, antecipar meu pedido de desculpas caso eu atrase algum capítulo.Estou prestes a lançar meu terceiro romance, então meus dias estão um pouco corridos. Mantenho minha promessa de um capítulo por semana, mas como eu já disse, amo receber os comentários e ele me deixam doida para vir aqui e escrever mais um pouco dessa fic. Faço de tudo para postar mais de um capítulo. 😅Aproveitar para refazer esse pedido, quem puder me seguir no insta para dar aquela força eu agradeceria muito. O ig é @leticiajsantosescritoraAgradeço demais a cada um de vocês. ♥
🌸
Ele não se deu o trabalho de olhar para ela. Não, não precisava, não enquanto ela usava aquela peça vermelha que era de seu meio-irmão como uma pequena yukata de tamanho revelador.
Percebeu que ela caminhou, lentamente, até a alcançar o banco que estava atrás dele e se sentou. Não tirava os olhos de suas costas.
Kagome acompanhou os movimentos do cunhado enquanto ele polia sua lâmina assassina, assistia os movimentos dos músculos que se moviam por baixo da camisa social azul clara naquela manhã. Seu coração palpitava...
-Então você vai mesmo encontrar Kirinmaru? Sozinho?
Ele não respondeu.
Apesar do calor agradável que o haori lhe proporcionava, Kagome voltou a sentir aquele aperto no peito. Aquela angústia, ansiedade e a ideia de que Sesshomaru estaria partindo naquele dia para encontrar com seu inimigo e todo aquele exército lhe deixava...
A primeira lágrima silenciosa escorreu e pingou na mão fechada em punho sobre a coxa.
"São os hormônios" - ela dizia a si. - "São apenas esses malditos hormônios!"
Kagome passou a mão apressada sobre o rosto para limpar qualquer resquício de seu desespero, mas não por tempo o suficiente para que o lorde não sentisse o cheiro salgado inconfundível de lágrimas humanas.
Ele parou seus movimentos, apenas sentindo o cheiro das lágrimas que aquela humana derramava. Virou a cabeça, lentamente para o lado, o suficiente para percebê-la secando aquelas gotas que escorriam, grossas pelo rosto. Sua sobrancelha se ergueu, em uma pergunta silenciosa.
-Não é nada, deve ser a gravidez que está me deixando emotiva. - A voz da garota saiu embargada. - Mas..., você vai mesmo sozinho?
Medo. Ele sentiu o cheiro do medo saindo dela.
Não dele, mas por ele...
Sesshomaru virou-se de frente para ela, encarando aquele pequeno corpo encolhido que se recusava a olhá-lo de volta. Sua espada ainda em punho com a ponta voltada para o chão.
Ele suspirou, cansado. Mulheres sempre foram uma confusão e em seus anos de vida, percebeu que as humanas era mais suscetível ao choro, enquanto as youkais desejavam a morte de quem cruzasse o seu caminho enquanto estavam prenhas.
Ele não disse nada enquanto se sentava ao lado dela naquele banco, ainda polindo a lâmina da Bakusaiga.
Kagome se afastou um pouco para dar mais conforto ao corpo do daiyoukai, apertando mais o haori de seu marido. Ela não esperava que Sesshomaru lhe disse alguma coisa, mas foi surpreendida:
-Não vou me encontrar com o exército. - Ela percebeu quando os olhos dele, somente o âmbar líquido, lhe encarava de lado. - Vou apenas rastrear seu paradeiro.
Um nó havia se formado em sua garganta. Ela queria dizer alguma coisa... Queria conseguir dizer alguma coisa... "Nos leve com você", "vamos todos juntos", "não vá sozinho..." "Não vá!". Mas nada saia, apenas lágrimas quentes e silenciosas que pingavam de seu queixo... Tão de repente...
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Último Sacrifício
FanfictionSete anos se passaram desde que Kagome voltou da era feuldal, não conseguindo mais atrevassar o poço. Ela havia desistido de tentar voltar ao passado e buscou levar uma vida comum, enterrando, assim, seu coração. Mas os sonhos da ultima batalha volt...