Capítulo 4

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Ele se apoiou na parede, ao lado da janela daquele escritório caseiro. Sesshomaru soube o que fazia quando abriu aquele espaço, a visão das montanhas era de tirar o fôlego e..., absurdamente tocante...

A mensagem que Shippo tinha lhe enviado ia e vinha em sua cabeça e não havia nada que ele pudesse fazer. Sesshomaru estava agindo para o bem do todo, não podia tirar-lhe a razão... Mas trazer aquela jóia para o meio desse bando de yokais? 

Youkais como o senhor Yamazaki, que só pensam no próprio umbigo eram, exatamente, do tipo que eles precisavam esconder a pérola.  E ainda tinha..., ela...

-Oiii! - Braços finos passaram em volta de seu pescoço enquanto ele ainda estava distraído e o puxaram para que ele ficasse quase na mesma altura. - Tá perdido ai?

- Chegou rápido, Towa!

A jovem youkai aproveitou da, ainda, distração daquele hibrido e saltou sobre suas costas, como uma mochilinha.

-Ei! Me solta sua pirralha!

-Não até você dizer que me ama!

Inuyasha rodava pela sala, na tenativa de fazê-la cair

-Eu não vou te emprestar a minha casa!

-Mas você vive mais aqui do que lá! Vamos, tio, é só uma festa!

-Não! Você e aqueles seus amigos baderneiros destroem tudo e não arrumam nada! 

-Por favor, eu prometo que deixo tudo no lugar.

Talvez fosse o excesso do movimento giratório, ou a força que a garota empregava sobre as mãos para não soltar do pescoço do homem, mas Towa perdeu o equilibrio e caiu sentada sobre o sofá que existia na so escritório.

-Ei! - Ela ia começar a gritar todos os seus argumentos infundáveis para convencer o tio a liberar sua casa para a, suposta festa que ela pretendia dar, mas ao notar que a preocupação estava estampanda no semblante do seu adulto favorito, desistiu e apenas perguntou:

-O que aconteceu?

Inuyasha não gostava de preocupar a menina. Por mais que soubesse que Towa era uma guerreira nata e se mostrou nescessária nas últimas pequenas batalhas que tiveram, ele a protegia sempre que podia..., mas talvez fosse bom que ela soubesse o que estava por vir.

-Seu pai está trazendo a jóia de volta. 

-O que!?...

-Parece que Kirinmaru está tramando alguma coisa e ele achou melhor assim. - Ele disse, interrompendo o claro sinal de furia da sobrinha.

-Meu pai é um idiota! Ele não vê que trazendo a pérola negra pra o Japão e pedir para começar uma guerra dentro do próprio clã?

-Não fale assim do seu pai... Por mais que eu também ache que ele seja um idiota. - Ele disse a ultima frase em voz baixa, mas que Towa pode ouvir perfeitamente. - Sabe que Sesshomaru nunca faz nada impensado. 

Towa riu debochada da fala do tio e perguntou propositalmente:

-E a sua sacerdotisa? Já encontrou ela?

Era óbvio que não e Towa sabia disso muito bem. Com a jóia no Japão, Kagome corria muitos riscos. Ele precisava pretegê-la, mas não a encontrava. 

Seu cheiro, sua essência tudo dela haviam desaparecido. Ele só conseguia sentir um pequeno resquicio de seu perfume quando fugia, vez ou outra para o templo onde ela morava. Nunca teve coragem de perguntara para a mãe dela, talvez a mulher a tivesse escondendo dele e ele não poderia culpá-la.

-Eu nunca devia ter deixado aquele ano passar. Eu devia estar do lado de fora daquele poço, esperando por ela. Exatamente como eu planejei durante tantos anos.

Último SacrifícioOnde histórias criam vida. Descubra agora