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Isabelle

Sinto um gostinho maravilhoso de ver a cara de Bernardo de longe. Não que eu queira o mal dele, jamais. Eu quero é ele pra mim.. não. Pera aí. Não era sobre isso que estava falando. Mas enfim, ele está com um bico lindo de longe olhando pra mim, e eu estou aproveitando pra fazer ainda mais ciúmes nele.

Sei que vacilei feio em esconder uma coisa tão importante, e a consequência do meu ato foi a nossa separação. Não mensurei o tamanho da cagada que eu poderia estar fazendo. Se pelo menos passasse minha cabeça que levaria nosso fim, eu juro que faria diferente des do inicio. Mas já foi, neh?! ele nem essa opção me deu, optou pelo nosso fim. E de verdade, já chorei mt por ele pra ligar pelo bem estar dele.

Foram dias me culpando e me julgando de todas as formas possíveis. Foram dias e mais dias que esperei uma msg que fosse, mas elas nunca vieram. Bernardo me deletou da vida dele e seguiu o caminho dele. Custei a entender, mas agora eu entendi. Por mais que me doa tanto ainda, eu infelizmente nao posso fazer nada pq quem teve essa decisão foi ele.

Paro no grupo das minhas técnicas de enfermagem pra falar com elas e Paloma me acha. Ela vem me gritando e dançando de longe com um copo na mão

— não acredito que vc veio— ela fala me abraçando

— nem eu— fico rindo pela felicidade dela

— vamos beber?

— vamos!— falo com toda a minha certeza

— é o que, garota? — ela pergunta sem acreditar, com uma cara de espantada que me faz rir

— ué! Vamos beber— falo e ela ficar rindo ainda sem acreditar, pq nos rolês eu sou a que não bebe— vou beber cerveja hj

— ah não! Não vai mesmo. Botaram seu drink preferido no cardápio — ela fala e eu faço uma cara feia pq sei quem fez incluir minha bebida cara no cardápio — caríssimo que se eu beber é capaz de cair meus dentes...

— não vou beber ele. Quero experimentar coisas novas, mudar um pouco — ela fica rindo, e me puxa pro freezer onde estão as bebidas

— aqui tem cerveja, água, refrigerante...— fala abrindo e olhando pra dentro. Eu curisa olho junto. Não entendo nada pra mim é tudo igual, só muda a cor, olho pra verde, pra do rotulo vermelho, a transparente, a branca...— vai querer qual? Tem Heineken, império , império gold

— essa vermelha— falo pegando uma lata grande— gostei do rotulo

— claro que não!— ela toma da minha mão e eu não entendo— isso daqui vai dar uma dor de cabeça du caralho em vc amanhã. Sem contar na dor de barriga.

— Ah...

— toma Heineken! — fala me dando uma longneck verde mas antes ela abre com o dente. Fico horrorizada que nem processo o nome da bebida— se bem que acho a império melhor...

— pq não me da uma igual a sua?— pergunta vendo ela com um longneck transparente

— pq vc tem cara de rica! Bebi e fica quietinha. Tintim— ela fala e bate as garrafas— a nosssa!

— a nossa— bebo e finjo gostar

No primeiro gole não é legal, no segundo já vai descendo melhor e na outra longneck ela desce sem sentir. Até o amargo sumiu

— viu a Dra Amanda por ai?— pergunto procurando ela

— ela não chegou. Nem sei se vem

— acho que vem sim— falo e dou outro gole. Com esse calor, é fácil se acostumar com o amargo geladinho

Destino traçado Histórias para pegar e não largar. Descubra agora