Ninguém queria sair de casa

100 6 2
                                        

Aizawa, que disse que iria descansar, que disse que iria ficar um tempo em casa já que a mão dominante foi a merda, e que estava se irritando com os amigos o impedindo de fazer qualquer coisa, para a surpresa de apenas uma pessoa (Midoriya), ele não descansou.

-Brother, o que aconteceu com o "dia fora"? - Hizashi perguntou quando finalmente percebeu a hora, e que Aizawa estava o dia inteiro com eles.

-Vai acontecer, um dia, mas preciso ter certeza que vocês não estão fazendo merda.

-Hum. - Hizashi olhou para a janela do café, luzes artificiais na rua e estabelecimentos mais vibrantes de noite. -É pela hora extra do Midoriya, ou por causa do Aoyama?

-Um pouquinho dos dois. - Aizawa respondeu, Hizashi revirou os olhos. -Mas, de certa forma, não menti em nada, só quero que vocês não façam merda.

-Nenhuma confiança nos seus amigos.

-Justamente por serem meu amigos.

Hizashi levantou levantou mão mandando Aizawa a merda.

Midoriya terminou de limpar as mesas e colocou o pano no bolso do avental, Aizawa deixou ele verificar por pertences de clientes esquecidos antes o chamar, Midoriya parecia nervoso ao ficar na frente de Aizawa, enquanto Hizashi o encarava meio suspeito, meio confuso.

-Eu vou fechar, vocês dois podem ir para casa.

Houve um segundo de silêncio, e então os dois franziram a testa.

-Hoje é dia de bar.. - Hizashi murmurou. -Não é só você e a Nemuri? Como você vai fazer isso?

Midoriya não disse nada, mas apertou os lábios.

-Eu me viro, mas vocês dois, - Aizawa apontou. -Fora.

Resmungando algo sobre teimosia, rigidez, e "amigo-da-onça", Hizashi foi se trocar, Midoriya ficou, claramente querendo falar alguma coisa, mas não sabendo como, Aizawa esperou com uma paciência que ele tirou lá do fundo de seu âmago, já que, se fosse Hizashi ou qualquer outra pessoa, Aizawa apressaria.

-Certo, senhor Aizawa, realmente não tem nada que eu possa fazer? - Aizawa olhou sério para Midoriya, que sorriu nervoso e se corrigiu: -Amanhã. Se tiver algo que eu possa fazer.. amanhã..

-Não tem, realmente não, e você não precisa fazer hora extra, - os olhos de Midoriya dobraram de tamanho. -Eles estão ficando mimados porque você está os ajudando demais.

Midoriya sorriu, e Aizawa ficou feliz que conseguiu o tirar da bolha de negatividade, mas isso durou pouco já que sua mão é bem chamativa estando enfaixada.

-Você não precisa se culpar também.

-É inevitável, senhor Shouta, quem deveria ter levado a facada era eu.

Mentalmente, Aizawa jogou para cima uma moeda, se caísse coroa, ele iria dizer que Midoriya não precisa se culpar por receber proteção, mas se caísse cara, Aizawa iria apelar para o medo de Midoriya.

No fim, não há nenhuma moeda, então a escolha nunca deixou de ser de Aizawa.

-Você podia ter morrido, - Midoriya se encolheu. -Eu consigo lidar com pessoas como ela, sei me defender, - Aizawa segurou os ombros de Midoriya, os olhos verdes olhando para cima arregalados. -Mas ela queria te matar, você podia ter morrido.

As pupilas nos olhos verdes diminuíram, e Midoriya abaixou a cabeça.

-Vá para casa Midoriya, eu cuido de tudo aqui. Bom, eu e Nemuri.

Midoriya sorriu hesitante, mas se virou para ir ao vestiário.

Aoyama tinha saído mais cedo, e estava mantendo distância de Midoriya, algo inteligente com a situação.

CofeeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora