22:40
-Midoriya? Você está atrasado.
Midoriya fingiu não ouvir algumas poucas risadas assim que chegou, quase correu o caminho inteiro para entrar antes dos portões se fecharem, está agradecido que já é familiarizado com os funcionários que o deixaram passar.
-Me desculpe professora Fuyumi.
-Não se preocupe com isso querido. Sente-se. - ela indicou uma cadeira perto da janela, não é seu lugar designado, mas sempre senta ali. Nunca chegou atrasado antes, com certeza parece cansado, então imagina o porque a professora não deu muita importância.
No momento que Midoriya se sentou ficou extremamente desconfortável, a sujeira colocada em baixo de sua mesa e essa sensação de estar sendo observado, está acostumado com o sofrimento de sua pobre mesa, mas se sentiu observado desde quando saiu de casa. No caminho não se importou, já que não é comum um aluno sair correndo para o colégio de noite. Ficar com a mesma sensação o tempo inteiro está começando a o deixar assustado.
-Senhora Inko? De acordo com Tomura ainda não aconteceu nada com seu filho.
-Certo, certo, Kurogiri. Agora, por favor, responda-me uma pequena pergunta. - começou parecendo calma. -Por que o meu filho chegou tão cabisbaixo hoje?! - Inko bateu na mesa e gritou pelo Telefone, xingando Deus e o mundo por não ser permitida colocar câmeras em todos os lugares - Yuuei incluída, óbvio - por culpa de um decreto estúpido que ela fez pensando que seu filho iria ficar longe daqueles lugares.
-Eu.. eu não tenho informação nenhuma sobre isso, minha rainha. Mas eu posso descobrir. - disse Kurogiri acostumado com a raiva da mulher que serve a mais de dez anos, mas ainda medindo palavras para não ser alvo.
-Faça isso. - sem dizer mais nada ela desligou, tendo razão para confiar em Kurogiri.
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00:15
-Alguma pergunta? - perguntou para classe. - Nenhuma? Ótimo, eu vou passar um dever de casa sobre esse mesmo assunto. - Fuyumi deu um pequeno sorriso com o protesto de alguns de seus alunos. - Então ninguém entendeu?
Um loiro com uma mecha preta no cabelo levantou a mão.
-Kaminari?
-É pra entregar quando? - uma pergunta que ressoava na cabeça de poucos estudantes, os que procrastinam direto, os mesmos que agora estão deitados na mesa, imaginando que a professora não os nota.
-Eu quero para segunda.
-Qual é professora! Amanhã é sábado!
-Eu sei Mina, e é por isso mesmo que eu quero para segunda. Se vocês fizerem assim que acordarem amanhã, eu tenho certeza que vão ter tempo de sobra no restante do dia e no próximo também. - explicou Fuyumi com uma paciência quase divina, mas numa ilusão que alguém realmente iria acordar cedo. -Essas folhas tem os exércitos, como não temos muito tempo, por favor, peguem e guardem na mochila.
Os alunos se levantaram e pegaram as folhas, Midoriya não se levantou como os outros, ele preferindo esperar e ir com calma. Não querendo o risco de ser empurrado no chão.
-Muito bem. Agora vão para a educação física.
Todos recolheram suas coisas e foram trocar os uniformes por outro, um mais confortável para essa aula, no caminho Midoriya quase caiu diversas vezes, vezes demais para ser acidentes.
O professor era alguém alto com cabelos cinza, musculoso de forma exagerada, acabou comparando seu professor Sekijiro(antigo Bodybuilder) com seu chefe. Pensou que Aizawa era muito mais bonito.
-Agora que estão todos aqui, vamos começar com um simples aquecimento. - disse como uma armadilha, fazendo os estudantes ficarem em linha na ponta do ginásio enorme.
-Senhora Inko?
-Já fez a tarefa designada? - perguntou sem emoção nenhuma, não sentindo nada além dos pensamentos desordenados sobre teorias infundadas sobre o que no mundo poderia ter acontecido com seu filho.
-Sim. E acredito que seja de suma importância para você saber, minha rainha. - já disse Kurogiri a deixando tensa.
-Diga.
-Seu filho foi assediado. - foi como um tiro para Inko, pensando que não deveria ter dito para seu filho se mudar, ou muito menos ter escondido o quanto realmente tem na conta, fazendo seu filho sentir necessidade de trabalhar.
-Quem foi? - disse baixo, esperando a informação realmente se encaixar nas hipóteses erradas. - QUEM FOI?
-Um dos traficantes mais influentes no submundo, Kagero Okuta ou Giran.
Um pequeno silêncio foi escutado do outro lado da linha, Inko estava pensando em punições, torturas, não tinha uma única ideia, tinha várias. Não deveria ter escondido seu filho, dono de beleza imensurável, deveria ter dito para Deus e o mundo quem é sua criança. Eles deveriam ter medo, eles que deveriam ficar em silêncio a cada coisa que seu filho faz.
Mas e depois? Seu filho iria ser um alvo andante, capturado e ameaçado de morte a cada metro percorrido. Ter que o prender, manter fechado num lugar seguro que provavelmente não poderia ter nem janelas. Se recusa a imaginar seu filho sem o brilho bonito que ele tem no olhar.
-Kurogiri?
-Sim senhora.
-Traga Giran para mim, eu quero ele sem nenhum arranhão.
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01:05
-Vocês já estão cansados? A aula nem começou e vocês já estão desistindo?!
Como aquecimento o professor fez eles correrem cinco voltas, pode parecer pouco mas o lugar era enorme. Pelo menos no ponto de vista dos alunos que, como Midoriya, não tinha folego ou muita força física.
-Professor Sekijiro? - perguntou um ofegante Midoriya, sentindo a boca seca de tanto respirar por ela. -Eu posso ir tomar água? E descansar?
-Midoriya? Vai, você parece péssimo.
-Poxa professor! Por que o Midoriya pode ir e eu não? - reclamou uma garota de cabelos cor de rosa e olhos dourados, suada mas não horrível como Midoriya. O olhar que ela o lançou o fez tremer.
-Ele não participa de nenhum clube. Ao contrário de vocês que fazem bastante esportes.
-Que injustiça.
-Não é injustiça Mina, é lógica. - disse para a garota Kaminari, puxando ela para de volta a corrida cansativa.
-E quem é você para falar de lógica? Suas notas são quase as piores da classe.
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02:30
-Bom final de semana para vocês. - o sinal tocou e os alunos foram colocar de volta o uniforme.
-Hey Sero, o que você vai fazer esse sábado? - perguntou Kaminari para um garoto alto de cabelos pretos, finalmente dizendo algo assim que o número de pessoas diminuiu.
-Eu vou ficar em casa, se eu me lembro bem você vai em um encontro.
-Exato. - como sempre, Kaminari queria se gabar do relacionamento.
Midoriya escutava sobre isso sempre, isso e mais, as conversas de todos sobre o que fariam no fim de semana, ou até mesmo sobre a vida amorosa, algumas vezes escutando segredos. Isso o fazia se perguntar como os amigos estão indo, desde que foi para o período noturno para ficar livre do bullying mais pesado, não teve muitas notícias deles.
-Mi-do-ri-ya? - Sero, antes conversando com Kaminari, mudou sua atenção de repente para Midoriya, batendo no armário ao lado de sua cabeça, fazendo Midoriya pular de susto.
-Sero?.. Precisa de algo?
-Eu ouvi pelo Bakugou que você está trabalhando no mesmo café que ele.
-Sim, isso é verdade. - o encontro entre Midoriya e Bakugou no café não foi muito amigável, por esse motivo ele tenta esquecer esse dia.
-Como é ali? Bakubro não fala muito sobre onde ele trabalha. - mencionou Kaminari, sabendo das intenções do amigo, já cansado de pedir para parar.
-..É um ótimo lugar. - disse sem saber o que falar, para si é um excelente lugar, trabalha bem e ganha seu dinheiro. Mas isso pode variar, sabe muito bem que não se pode agradar a todos.
-Deve ser sim.. um ótimo lugar.. e você estava no cardápio?
Midoriya foi incapaz de esconder sua confusão, foi um flerte? Não, teve muito escárnio para ser isso. Sua mente fez a memória do que houve naquele dia, o acontecimento desagradável com o tal Giran, seria possível? Que saiba não tinha ninguém da Yuuei ali, e o único funcionário diferente era a pessoa no caixa. Quem era mesmo? Oh não..
-Sero.. - Kaminari pegou o amigo pelo braço o puxou longe, dizendo algo sobre Aishido.
E eles voltaram a conversar entre si, deixando Midoriya sozinho.
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03:20
Apenas mais alguns minutos e pode voltar, pensou Midoriya, desejando que o tempo fosse mais rápido. O professor de língua estrangeira deu tempo livre, deixando Midoriya pensar nos acontecimentos dessa noite, aconteceu diversas piadas sobre ele estar num suposto cardápio, além do assédio que acontece e que os professores fingem não ver. Foi semelhante demais ao acontecimento com aquele cara na café, mas dessa vez não tem coragem para se defender, ou um Aizawa para o proteger. De repente o corpo do seu chefe apareceu em sua mente.
Não, não, não. Precisa esquecer isso.. talvez não esquecer, deixar de lado. Não é um pervertido, talvez o corpo do seu chefe seja apenas bonito demais para se esquecer.
-'Tá parecendo uma garota apaixonada Midoriya! O que aconteceu? - perguntou com falsa preocupação Aishido, empurrando com força suas costas, fazendo seu peito bater contra a mesa.
-Não aconteceu nada, Aishido. - sentindo dor, Midoriya olhou para baixo, não se dignando a olhar ela nos olhos.
-Que chato. - ela disse apoiando o próprio peso em Midoriya, conversando com uma tal de Kendo.
E Midoriya ouviu, apenas ouviu, como sempre. O ex-namorado de uma amiga de Aishido está dando em cima dela, dizendo comentários para Kendo sobre estar em dúvida, que não quer ser fura olho mas quer vingar a amiga. Midoriya ignorou a conversa em boa parte, isso até Aishido mencionar levar o cara num bar e droga-lo, tinha conseguido com Sero, e Yaoyorozu havia dado identidades falsas.
Midoriya pensou em simplesmente deixar para lá, mas em parte rezou para elas serem pegas e presas, sumir da frente dele, para serem expulsas. Se denunciasse elas iriam saber, então pode apenas torcer.
O sinal tocou.
Aishido saiu de cima, todos saíram, Midoriya ficou por último por segurança, mas Aoyama também.
Imediatamente ficou tenso com Aoyama chegando perto, o loiro parado ao seu lado ficando em silêncio por poucos segundos, Midoriya se perguntando o que ele iria fazer nesses segundos, iria o ameaçar? Jogar algum líquido em cima dele?
-Midoriya, olha, desculpa.
Oh Deus, vai ser muito pior! Pensou assim que Aoyama pediu desculpa. Fechou os olhos com força esperando o que iria acontecer, falar para o diretor não funciona, ir para a enfermaria nesse horário, impossível, a única coisa que pode fazer é se preparar mentalmente.
-Eu disse sobre o que aconteceu com você no café para Mina. - Aoyama disse, apenas palavras. - Deveria ter imaginado que ela ia falar para todo mundo, me desculpe.
Lentamente, foi se acalmando e sua mente voltou a se manter no agora, toda preparação mental sendo inútil, mas sendo a primeira inutilidade que o trouxe mais alivio imediato que os remédios dos comerciais.
-Não fique preocupado com isso, Aoyama, não é nada. - olhou para Aoyama e sorriu, como está acostumado a fazer. Nada que fazer vai levar a resultados satisfatórios, tem uma família rica do lado deles, enquanto Yaoyorozu ser amiga dessas pessoas não tem nada que vai o tirar da lama. Pelo menos Aoyama admitiu o erro.
Midoriya se levantou a disse tchau, não saiu apesar disso, ficou ali pensando enquanto Aoyama saía. Aquelas pessoas...
Midoriya pensou que o corpo de seu chefe é realmente algo mais, mesmo nessa situação tudo que pode pensar é nos músculos definidos, olhar afiado, cicatrizes parecidas com as suas, cabelos longos escuros, e por aí vai. Talvez realmente seja um pervertido, ou talvez só quer pensar em algo que não seja eles.
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03:48
Midoriya chegou em casa sentindo a mesma sensação de estar sendo observado que teve na ida. As luzes, com exceção da cozinha, estavam apagadas. Janta o esperando na mesa, mas sem sinal de sua mãe.
-Mãe já deve estar dormindo. - pensou tirando os sapatos e indo para seu quarto, que logo mais estaria vazio. Não tem apetite, deu umas poucas mordidas em consideração, mas realmente não conseguiu comer mais nada. Colocou seu despertador para tocar, verificando duas vezes se o cabo estava conectado, e dormiu, rápido até demais.
-Senhorita Inko. Seu filho chegou em segurança. - reportou Kurogiri, sentindo familiaridade no corredor escuro, assim como pena do homem que havia jogado dentro da sala na qual Inko estava prestes a entrar.
-Muito obrigada Kurogiri.- disse a mulher vestida de vermelho. Postura reta mostrando o quão importante ela era, uma mulher bela e letal.
-Kagero Okuta, o traficante conhecido como Giran.
-Você vai me matar? - Giran estava amarrado em uma cadeira de ferro com apenas sua roupa de baixo roxa com corações verdes, Inko fazendo esforço para não rir da escolha ridícula, e como havia ordenado antes, sem nenhum arranhão.
O olhar de Giran era um olhar que Inko gosta, não de medo ou aceitação da morte, ela conseguia ver nos olhos dele que informação nenhuma seria compartilhada. Sempre achou idiotice torturar por informações, especialmente porque sabe de tudo antes de acontecer, para ela não é tão difícil analisar a situação e descobrir certas coisas.
-Não, não vou te matar. Querendo ou não, você é importante para os negócios. Ter contato com a Yakuza não é um feito que muitos conseguem. Meus parabéns. - Kurogiri fechou a pesada porta atrás dela, indo até uma mesa e retirando o lençol de cima.
-Você foi em um café e cometeu um pequeno delito, assédio. Não que eu me importe, contando que continue sendo meu subordinado pode fazer o que desejar, contanto que não ultrapasse uma certa linha, claro. - enquanto falava, caminhou em direção a mesa antes coberta, salto batendo no chão, o som quase contando os segundos até o sofrimento de Giran. Como saídos de um filme de terror sangrento, alicates e bisturis enferrujados e sujos com sangue seco, parecendo o século XIX antes de Lister, Giran estava pronto para uma possível infecção. A única coisa limpa suficientemente era a seringa com um líquido esverdeado.
-O verdadeiro problema, é a pessoa que você assediou. O meu filho.
Os olhos de Giran arregalaram. Mais isso não o impediu de abrir a boca.
-Minha rainha. Se me permite, não acha que seu filho, está sendo tua fraqueza?
-Meu filho é minha fraqueza. Se você acha que eu não estou consciente de que eu jamais conseguiria levantar a mão para minha criança você está muito enganado. - Inko pegou a seringa, admirando o líquido se adaptar ao mover a seringa de cabeça para baixo.
-Essa droga aumenta em quase cinquenta por cento os sentidos. Você reconhece ela, certo? Você é justamente o maior traficante dessa droga. Mas nunca teve ela injetada em si mesmo, ou teve? - Inko se posicionou atrás de Giran, com a seringa apontando para a nuca. -Vou injetá-lá agora.
Por um segundo não aconteceu nada, até que Giran começou a sentir tudo ao redor dele, desde como o vento gélido daquela sala entrava por suas narinas e chegava ate o pulmão fazendo seu nariz doer muito mais e fazendo o ar queimar tudo ao seu passo, até como a cadeira fria, meio enferrujada e áspera que não dava nenhuma sensação de conforto.
-Eu não vou te deixar a beira da morte, os machucados serão praticamente superficiais. Vamos começar pela unhas? - perguntou com falsa inocência para Kurogiri, que apenas assentiu sabendo que a pergunta não tinha outra resposta.
Com o alicate maior, Inko arrancou todas as unhas da mão direita, em sua maioria tinham saído juntos com a matriz ungueal, se divertindo com os gritos de Giran que ele não queria deixar sair, Inko pode ter noção do porque, já que jura ouvir uma garota com os agudos soltados a cada unha.
-Elas crescem de novo, não se preocupe. O processo de crescer novamente as unhas não deve ser muito confortável. Pelo menos vai ter suas unhas de volta. - dizia enquanto sangue saia dos dedos de Giran sujando o chão. Admirando um pouco a sujeira como se fosse uma obra de arte, se perguntando quando que começou a gostar de sangue.
-Você usa a mão esquerda para fumar, não é? Como uma mãe caridosa eu vou deixar essa por último, então eu vou arrancar as dos pés. - nos pés eram um pouco mais difícil, já que as unhas de pé são mais curtas. O que não deixa menos divertido.
-As unhas crescem, mas nessa idade os dentes não.
Pegou o alicate menor e abriu a boca de Giran, apertando com força a mandíbula dele o fazendo sentir mais dor. Inko arrancou um dente da frente.
-Eu acho que um é o suficiente. Agora vamos passar para a mão esquerda.
Após arrancar todas as unhas e um dente de Giran, Inko deu uma boa olhada na coisa que criou. Os dedos e boca sangrando, lágrimas que ele lutava para não deixar sair, olhos indo a todos os cantos em uma tentativa inconsciente e desesperada de tentar fugir. Uma coisa. Incompleta.
-Kurogiri! - pareceu que Kurogiri estava surgindo das sombras, se abaixou com um dos joelhos no chão e se curvou abaixando a cabeça. Não sendo necessário em qualquer outro momento, mas Giran está entrando e saindo da própria consciência, é apenas uma atuação para fazê-lo entender lealdade.
-Minha rainha.
-Solte as algemas. - foi tão direta que deixou ele atordoado por um breve momento, soltou as algemas dos pés e das mãos. - Se você conseguir sair pela aquela porta, seja por um centímetro, você está livre. - disse abrindo a porta, luz amarelada entrando, dando um brilho quase angelical ao vestido vermelho se a situação fosse outra.
No primeiro passo que tentou dar caiu, a dor da queda que deveria ser sem importância, o fez jurar que um osso se quebrou, todos seus sentidos foram aumentados em cinquenta por cento, a dor era longe de suportável e em nada ajudava o chão ser de pedra. Foi se arrastando até a porta sentindo a pele ficar arranhada pelo chão áspero como se fosse uma lixa.
Ele estava perto, já sentindo o calor da lâmpada em sua pele, olhos que pensava não serem capazes de produzir mais lágrimas lacrimejando, dedos sangrentos quase tocando a porta, quando uma dor imensurável tomou posse do corpo dele. A droga havia passado. Mas ele não havia chegado a porta.
A porta foi fechada, tapando a luz e esperança que entrava na sala pelo corredor.
-Você não conseguiu. Kurogiri, pegue um martelo. Eu vou estourar os joelhos dele. - ela disse isso com tamanha naturalidade que Giran quase achou que era mentira, mas ele serviu a rainha por tempo o suficiente para saber que, na verdade, ela já fez isso tantas vezes que seu nome é referência a todos aqueles que entraram na Sala 33 e não saíram com vida.
O medo em Giran era evidente, mas mesmo com medo ele não lutou para sair. Muito pelo contrário, ele apenas aceitou o fato que iria sofrer nas mãos da Dama de Vermelho. A toda poderosa rainha do submundo.
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Cofee
FanfictionUm garoto que não sabe de nada. Um homem que se esconde do passado do qual não se arrepende. O passado de uma família perigosa. Desconfiança vinda do sangue derramado. Isso já é uma confusão. ---------- Atenção: em alguns capítulos vai ter gatilho d...
